Auto Escola

AUTOESCOLA GARANTIA DO BRASIL SOROCABA



AUTO MOTO ESCOLA GARANTIA DO BRASIL



AUTO ESCOLA EM SOROCABA



MOTO ESCOLA EM SOROCABA



Agendamento pelo WhatsApp
Olá! Clique em uma das opções abaixo e nós retornaremos o mais rápido possível.
Participe da Promoção!

Home: AUTOESCOLA GARANTIA DO BRASIL SOROCABA
Notícias

RSS Feed - Notícias - Mantenha-se Informado


11/04 - Preço do diesel no Brasil cai pela primeira vez desde o início do conflito no Oriente Médio, mostra ANP
Preço do diesel registra primeira queda nos postos de combustíveis Jornal Nacional/ Reprodução O preço médio do diesel na bomba recuou 0,2% e ficou em R$ 7,43, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essa é a primeira redução desde o começo do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ainda de acordo com o levantamento, a gasolina teve redução de apenas R$ 0,01 no preço médio, ficando em R$ 6,77. O etanol também registrou queda, para R$ 4,69. Veja mais detalhes no gráfico abaixo: Desde que os bombardeios começaram, na madrugada de 28 de fevereiro, as incertezas sobre a duração e a intensidade do conflito fizeram o preço do barril do petróleo subir de forma acentuada. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde então, os preços do Brent, referência internacional, chegaram a disparar mais de 60%, alcançando o patamar de US$ 118,32 por barril. Na última sexta-feira (11), os preços do petróleo tipo Brent fecharam cotados a US$ 94,33, queda de 1,66% em relação ao dia anterior. As oscilações do petróleo no mercado internacional também se refletiram no Brasil. Na primeira semana de março, o preço do diesel ao consumidor subiu R$ 0,05, para R$ 6,08, segundo a ANP. No dia 14 do mesmo mês, o valor já havia alcançado R$ 6,80. O avanço dos preços acendeu o alerta no governo federal, que vem, desde então, anunciando medidas para tentar frear o aumento do diesel — entre elas a proposta de subsídios e a isenção de impostos federais. Fiscalização ajuda, diz entidade Segundo Rodrigo Zingales, diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), ainda é cedo para sentir os efeitos das medidas do governo nas bombas. “Acredito que o aumento da fiscalização sobre os preços praticados pelas distribuidoras seja a razão dessa estabilidade”, diz Zingales. Nas últimas semanas, a ANP e a Polícia Federal têm realizado operações para fiscalizar distribuidoras e postos. O objetivo é coibir a prática de preços abusivos, inclusive na venda do gás de cozinha. A ANP também criou um novo canal para denúncias de irregularidades. Veja aqui como fazer a denúncia. Como são formados os preços do diesel? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: Como é formado o preço do diesel Arte/g1
Veja Mais

10/04 - ANP cria novo canal para denunciar irregularidades em postos e revendas de gás; veja como fazer
Posto de gasolina. MPCE/ Divulgação A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu nesta semana um novo canal para denúncias de irregularidades em postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha) e outros agentes regulados. A medida vem em meio ao debate cada vez mais frequente sobre a comercialização de combustíveis adulterados e ocorre após a agência ter intensificado a fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos nos postos, diante das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional em razão da guerra no Oriente Médio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a ANP, a iniciativa também visa “direcionar as informações de forma mais ágil, permitindo que a equipe de fiscalização organize a apuração dos fatos”. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a agência, o Portal FalaBR passará a receber apenas: a solicitação de informações em geral; sugestões, elogios, reclamações, informações ou dúvidas sobre serviços prestados pela ANP; e denúncias contra servidores da agência. "O telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) continua ativo e pode ser utilizado para qualquer tipo de manifestação. A divisão de temas entre o novo formulário e o Portal FalaBR se refere apenas ao envio eletrônico", informou a ANP em nota. Como denunciar um posto de combustível? Segundo a ANP, a denúncia deve ser feita por meio do preenchimento do formulário exclusivo, seguindo as orientações abaixo: O cidadão deve informar o CNPJ do estabelecimento (exceto em casos de revenda ou atividade clandestina). Nos postos de combustíveis, essa informação costuma estar disponível em placas de identificação instaladas na área externa ou interna do local, em quadros de avisos obrigatórios ao consumidor, em local visível, e também em notas fiscais, cupons fiscais ou comprovantes de pagamento. Nas revendas de GLP, a informação geralmente pode ser encontrada na fachada ou na área interna de atendimento, em placas ou quadros informativos visíveis ao consumidor, com identificação da empresa e da autorização, além de constar em recibos, notas fiscais ou comprovantes de entrega do botijão. Ao relatar uma denúncia ou reclamação, o cidadão não deve informar dados pessoais nem qualquer informação que possa identificá-lo. O relato deve conter apenas a descrição dos fatos relacionados ao estabelecimento ou à atividade questionada. Veja o passo a passo Acesse o formulário de denúncia e reclamação da ANP (clique aqui para acessar); Selecione, entre as opções, qual agente regulado será alvo da reclamação e clique em "Avançar"; Marque o tipo de denúncia que deseja fazer e clique em "Avançar"; Informe o CNPJ do posto, selecione o produto relacionado e preencha as demais informações de localização do agente regulado. Depois, clique em "Avançar"; Detalhe o ocorrido com o máximo de informações possível. ⚠️ Atenção: Nunca coloque suas informações pessoais. Depois, clique em "Enviar".
Veja Mais

09/04 - GR Yaris: testamos o hatch de duas portas com unidades limitadas e que custa R$ 354.990
GR Yaris chega ao Brasil com o motor 1.6 turbo mais potente do mundo Desde 2020, o brasileiro tem dado preferência aos SUVs, segundo números de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ainda assim, a Toyota decidiu desafiar essa lógica de mercado e lançar o GR Yaris: um hatch de duas portas, voltado a um público específico, com unidades inicialmente limitadas e preço inicial de R$ 354.990. A marca aposta em um nicho claro: os motoristas que gostam de levar o carro para a pista de terra ou para o asfalto e que têm uma preferência pelos modelos de alto desempenho. O GR Yaris é o menor e mais leve carro da Gazoo Racing, divisão da Toyota dedicada exclusivamente a modelos esportivos. O veículo mede exatamente quatro metros de comprimento — sete centímetros a menos que o Volkswagen Polo, hatch também compacto e mais vendido do Brasil em 2025, segundo a Fenabrave. O peso é de 1.305 quilos na versão automática, com oito marchas, ou de 1.325 quilos na opção manual, que tem seis velocidades. Toyota GR Yaris divulgação/Toyota O novo GR Yaris também conta com um motor 1.6 turbo de três cilindros, o mais potente do mundo para um conjunto feito em série — sem modificações extras, comuns em veículos particulares de competição. São cerca de 100 cv por cilindro, o que resulta em expressivos 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre com gasolina — o que deixa o hatch bem próximo à potência do motor 2.0 turbo da Ford Ranger. Esse número representa a força do veículo. Na picape, ela é usada para mover as cerca de duas toneladas da Ranger e ainda suportar o peso da carga na caçamba. Já no GR Yaris, que pesa aproximadamente 700 quilos a menos, essa força é direcionada à velocidade — e à diversão de quem gosta de dirigir na pista. O g1 colocou toda essa força à prova em um autódromo de Mogi Guaçu (SP), homologado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, responsável pela Fórmula 1) e pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Com o capacete colocado e as instruções de pista dadas, ficou claro que este é um dos hatches mais divertidos de dirigir em um autódromo, entre os carros vendidos prontos em concessionárias. Entenda o motivo nos próximos parágrafos. É possível pular diretamente para a descrição do carro clicando aqui. Antes, porém, vale explicar como este esportivo se comporta em seu ambiente mais favorável: o asfalto de um autódromo. GR Yaris divulgação/Toyota A primeira impressão ao assumir o volante é a de estar em um hatch comum, mas tudo muda ao acelerar com mais força. Nesse momento, duas sensações surgem imediatamente e tomam conta da cabine: O isolamento acústico é mínimo, e o motor parece estar praticamente exposto à cabine; O calor do motor também passa para a cabine. Engatada a primeira marcha, a experiência varia conforme o câmbio escolhido na compra. No manual, as trocas durante o teste foram curtas e fáceis de engatar. O carro frequentemente sugeria subir a marcha, mesmo em situações em que o teste exigia mais força do motor — algo que normalmente pede uma marcha mais baixa. No automático, as trocas são feitas pelo próprio carro, mas há também abas atrás do volante, semelhantes às usadas na Fórmula 1. O teste foi realizado das duas maneiras: com trocas manuais pelas abas e deixando o sistema decidir sozinho. O ponto principal é que, mesmo com oito marchas, o câmbio mantinha o motor sempre em cheio nas trocas. Isso garantia força constante na tração integral e preservava o ronco característico do motor, sem priorizar a economia de combustível. Em relação à tração, o sistema nas quatro rodas permite ajustar a distribuição de força entre os eixos. Na pista, a configuração usada foi de 60% na dianteira e 40% na traseira, mas é possível alterar esses valores para: 53% na dianteira e 47% na traseira; Valor variável entre 30% e 70% para a traseira. Em ambas as opções de câmbio, a sensação foi de trocas rápidas, ainda que mais longas quando se pensa em um carro “de rua”. São oito marchas, e a última não passa a impressão de ser fraca ou sem força. Somando a tração integral e o torque sempre disponível, o resultado é um carro que lembra um kart: baixo, firme e estável. Mesmo forçando bastante durante o teste no autódromo, não foi possível fazer o GR Yaris cantar pneus em curvas. É claro que, com atitudes extremas, qualquer carro pode perder o controle, mas, ao buscar um bom tempo de volta, o GR Yaris se mantém seguro e previsível. Para isso, o carro conta com freios de alto desempenho, todos a disco, além de uma bitola traseira mais larga — que é a distância entre os centros das rodas em um eixo. Esse conjunto garante maior controle tanto nas frenagens fortes quanto nas retomadas. Os freios suportaram com tranquilidade a condução intensa exigida de um esportivo em pista. Mesmo após duas voltas rápidas e o retorno aos boxes, as pinças não apresentavam aquecimento excessivo — e isso em um dia com temperatura próxima dos 35 °C. GR Yaris divulgação/Toyota Após quatro voltas rápidas — duas com câmbio automático e duas com o manual — é possível afirmar com segurança que a versão automática do GR Yaris não deixa nada a desejar em relação à manual. É claro que sentir a resistência do câmbio manual, que orienta as trocas de marcha pela própria resposta da alavanca, é mais envolvente. Ainda assim, manter as duas mãos no volante enquanto as trocas são feitas pelas abas, à moda da Fórmula 1, também agrada. Em nenhum momento foi possível perceber o GR Yaris automático como menos ágil ou agressivo. Mas ao pensar o GR Yaris como um carro voltado principalmente à diversão — e considerando que o uso diário ficará a cargo de outro veículo — o câmbio manual surge como a melhor escolha. Já em situações de trânsito pesado, o automático se mostra mais confortável, especialmente em longos períodos de condução em baixa velocidade. Como é o GR Yaris Galerias Relacionadas GR Yaris por fora Por fora, o GR Yaris é exótico. Na dianteira, ele tem aparência de um hatch mais agressivo, com faróis que lembram olhos furiosos e uma grande entrada de ar no radiador. O conjunto é chamativo e deixa claro que não se trata de um compacto comum. De perfil, as pinças de freio pintadas de vermelho adicionam um toque extra de esportividade. Já na traseira, as sensações são mistas. O para-choque grande demais e as lanternas que parecem ter sido pensadas para um carro maior passam uma impressão desproporcional, como quando uma criança calça os sapatos dos pais. GR Yaris divulgação/Toyota Por outro lado, chamam atenção as duas ponteiras cromadas das saídas de escapamento. Elas são reais, funcionais e contribuem para o ronco característico de um carro esportivo. Por dentro, o conforto não é o ponto forte. Não por causa dos bancos em formato de concha, que seguram muito bem motorista e passageiro, mas pelo acabamento simples e pelo espaço reduzido na fileira traseira, que, com muita sorte, acomoda apenas uma criança pequena. Outro ponto que causa estranhamento visual é o painel, que lembra o de um ônibus. Trata-se de uma grande peça de plástico, reta na vertical e levemente curvada na horizontal. Nela estão o painel digital de instrumentos e a central multimídia de oito polegadas, surpreendentemente moderna para um interior tão simples e de aparência mais antiga. Galerias Relacionadas Tudo isso seria um grande problema em um hatch comum que custa mais de R$ 350 mil, mas faz mais sentido quando se considera o público específico que a Toyota pretende atingir com este carro. “É um cliente que gosta muito de motorsport, performance, apaixonado por automobilismo. São clientes que já conheciam a GR, até clientes novos com garagens recheadas de outros carros esportivos”, disse Nancy Serapião, responsável pelas marcas Gazoo Racing e Lexus no Brasil, ao g1. “É um cliente para o track day [dia de competição em autódromo] e que também consegue usar no dia a dia. Que vai trazer mais o carro para o asfalto, do que o mato”, disse Nancy. Andar fora de estrada faz parte do DNA do GR Yaris, desenvolvido para que a Toyota pudesse competir no Campeonato Mundial de Rali (WRC, na sigla em inglês). Ainda assim, o modelo também se sai muito bem no asfalto. GR Yaris é limitado, por enquanto Para o lançamento e ao longo de todo o ano de 2026, a Toyota importou apenas 198 unidades do GR Yaris. Destas, 99 têm câmbio manual e outras 99 são automáticas. Mas, assim como acontece com o GR Corolla, o hatch seguirá disponível em 2027. “Pra 2027 a gente continua trazendo esse carro, de acordo com a demanda. Porque a gente quer manter um portfólio de carros esportivos no Brasil. Então não é um único tiro, ele [o GR Yaris] vem para marcar um início", disse Nancy.
Veja Mais

08/04 - Produção de veículos no Brasil aumenta 27,6% no mês e bate recorde de antes da pandemia
Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco Divulgação / Stellantis A fabricação mensal de veículos no Brasil alcançou, em março, o maior nível desde outubro de 2019. Foram fabricadas 264,1 mil unidades no mês, um aumento de 35,6% em comparação a março de 2025. Em relação a fevereiro, a alta foi de 27,6%. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado do primeiro trimestre, a produção brasileira cresceu 6% em comparação com os três primeiros meses de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Março foi um mês excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa Exportações aumentaram Em março, o volume de veículos exportados chegou a 40,4 mil unidades, o que representa um crescimento de 21,1% em relação a fevereiro. O resultado também ficou 1,1% acima do registrado em março de 2025. Mesmo com esse avanço, as exportações acumuladas no primeiro trimestre ficaram 18,5% abaixo do mesmo período de 2025. Uma das principais razões foi a forte oscilação do mercado argentino.
Veja Mais

07/04 - Venda de veículos novos surpreende em março e dispara para quase 270 mil unidades
Segundo o Detran-SP, 29,5% da frota da região de Campinas está com o licenciamento atrasado Pedro Santana/EPTV Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos em março dispararam 45,6% ante fevereiro e saltaram 37,9% ante o mesmo mês do ano passado, para 269,5 mil unidades, afirmou a associação de concessionários de veículos Fenabrave, nesta terça-feira (07). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo representantes da entidade, o movimento ocorreu em meio a efeitos de calendário, um forte ambiente competitivo entre montadoras e ao programa de incentivo Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o final deste ano. Apesar do crescimento de vendas do mês passado considerado surpreendente pelo setor, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, afirmou que as projeções da entidade para 2026 seguirão mantidas até meados do ano pelo menos, diante de incertezas no cenário macroeconômico. "Estão correndo bastante promoções que estão levando consumidores para as compras", disse o presidente da Fenabrave em apresentação a jornalistas. "Estamos hoje em um dos mercados mais competitivos do mundo e a fatia da pizza cresceu um pouco, mas não na proporção da concorrência", acrescentou, citando a chegada de novas marcas ao país, principalmente asiáticas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a entidade, os emplacamentos do mês passado marcaram o segundo melhor mês de março da série histórica. A projeção atual da Fenabrave envolve um crescimento nas vendas de carros e comerciais leves de 3% em 2026 e de 3,50% no caso dos caminhões. Para ônibus, a expectativa é de alta de 3% nas vendas. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas subiram 13,3% sobre o mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades. Segundo a Fenabrave, o volume dos três primeiros meses do ano marca o terceiro maior para um primeiro trimestre da história. Considerando apenas carros e comerciais leves, as vendas de março somaram 258,2 mil unidades, alta de 40,2% ante março do ano passado, acumulando 597,5 mil veículos no primeiro trimestre, equivalente a uma expansão de 15,4% sobre os três primeiros meses de 2025, segundo a entidade. As vendas de caminhões no mês passado somaram 8.767 veículos e 21.751 no trimestre. Ante março do ano passado, as vendas do mês caíram 3,65%. O presidente da Fenabrave afirmou que os recursos de cerca de R$10 bilhões disponibilizados para o programa de incentivo à venda de caminhões novos Move Brasil "já se esgotaram". O programa foi lançado em janeiro e Arcelio Junior afirmou que a Fenabrave já está pleiteando uma renovação. Segundo ele, os meses de abril e maio "ainda terão emplacamentos" de caminhões no âmbito do programa por conta das vendas realizadas no mês passado.
Veja Mais

07/04 - Recall no Brasil: Ford Maverick e Ford F-150 têm possível falha em freio do reboque
Ford F-150 2024 é um dos modelos afetados pelo recall no Brasil Divulgação | Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (7) o recall para as picapes Maverick e F-150 por um problema no módulo de reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado. Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros. Ford Maverick Divulgação / Ford A atualização do módulo será feita de forma gratuita nas concessionárias da marca a partir de 30 de abril de 2026. O serviço leva 30 minutos e já pode ser agendado. Para saber se o seu veículo está incluído neste recall, é possível visitar o site da Ford e verificar pelo número do chassi. Chassis afetados pelo recall Ford F-150 Modelo 2023: de PFA00090 até PFC36403 Modelo 2024: de RFA00319 até RFC18688 Modelo 2025: de SFA48597 até SFC65449 Modelo 2026: de TFA42762 até TFA48308 Ford Maverick Modelo 2022: de NRA00402 até NRB12287 Modelo 2023: de PRA00070 até PRA92941 Modelo 2024: de RRA00027 até RRB83362 Modelo 2025: de SRA19045 até SRB79879 Modelo 2026: de TRA00080 até TRA61887 Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

06/04 - Leapmotor terá modelos B10 e C10 produzidos pela Stellantis em Pernambuco
Leapmotor C10 Divulgação/Leapmotor O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE). Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo. Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados. A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo". "A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa. A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM. Volkswagen lança T-Cross Seleção por R$ 129.990; veja tudo da edição limitada do SUV BYD Dolphin ganha versão mais potente e maior para enfrentar rivais como a Chevrolet no Brasil Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, na China, a Leapmotor é uma fabricante de veículos eletrificados. Com o apoio da Stellantis — dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citröen e Ram —, a empresa começou suas operações no mercado nacional em 2025 e conta com uma linha inicial de SUVs totalmente eletrificados. A Stellantis é acionista da Leapmotor desde 2023. As duas companhias formaram em 2024 uma joint venture global — chamada Leapmotor International BV — para expandir a marca para além do mercado chinês. O Brasil foi o primeiro mercado externo em que a Leapmotor passou a vender seus veículos. A operação começou com 36 concessionárias do grupo Stellantis, distribuídas em 29 cidades. Leapmotor B10 Divulgação/Leapmotor
Veja Mais

06/04 - Volkswagen lança T-Cross Seleção por R$ 129.990; veja tudo da edição limitada do SUV
Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa Enquanto o Brasil inteiro discute se Neymar deve ir à Copa do Mundo, a Volkswagen lança o T-Cross Seleção. A edição limitada do SUV custa R$ 129.990 e será vendida até o começo da competição. A nova versão usa como base a Sense, destinada a compradores corporativos. O motor é 1.0 turbo flex, com 128 cavalos e torque de 20,4 kgfm. O câmbio é automático de seis marchas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A lista de equipamentos de série tem como destaques ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos, faróis e lanternas de LED, painel de instrumentos digital, multimídia de 10,1 polegadas, freios a disco nas quatro rodas, volante com comandos, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, seis airbags e assistente de partida em rampa. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Uma das novidades está escondida nos pneus Pirelli. Eles contam com a tecnologia Seal Inside, que evita o esvaziamento em caso de furo na banda de rodagem. Uma massa colada dentro do pneu consegue preencher um eventual furo. Esse material "abraça" o causador do estrago e impede a perda de ar. A tecnologia funciona com objetos de até 4 milímetros de diâmetro. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Canarinho só na picape A Volkswagen tem uma cor marcante chamada Amarelo Canário. Porém, ela está reservada para a nova picape da marca, a Tukan. A novidade aqui é o azul Norway, que não está disponível na versão Sense do T-Cross. Não gostou desse tom? O Seleção também pode ser branco, preto ou cinza. As rodas de liga leve têm 17 polegadas e já são conhecidas da versão Comfortline. As maçanetas são pretas, e as capas dos retrovisores também. Na porta, um adesivo com a palavra ‘seleção’ vem acompanhado de cinco estrelas. Na tampa traseira, o nome do Brasil vem junto com o logo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O T-Cross Seleção é discreto, e a mesma filosofia se repete no interior. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Esquema campeão Em ano de Copa do Mundo, todo brasileiro vira técnico da Seleção. E o T-Cross vem com um detalhe para quem gosta de dar pitaco em esquema tático. Na soleira da porta do lado esquerdo, aparecem cinco esquemas táticos com os números 58, 62, 70, 94 e 02. Dá para ver o Brasil de 1970 com quatro camisas 10 juntos: Pelé, Tostão, Rivelino e Gerson. E o futebol pragmático do técnico Carlos Alberto Parreira em 1994, com duas linhas de quatro jogadores na defesa e no meio-campo. Formação táticas dos times campeões do mundo pelo Brasil divulgação / Volkswagen E os três zagueiros Lúcio, Roque Júnior e Edmílson postados para encarar a Alemanha na final de 2002. Na verdade, Edmílson ficava na sobra, como líbero, e compunha o meio-campo na transição com a bola... Olha eu dando uma de técnico. Na outra soleira de porta, a frase "gigantes pela própria natureza" faz alusão ao hino nacional. Os tapetes têm costura azul e discreta etiqueta amarela "seleção". As pedaleiras em alumínio são emprestadas da versão Highline. Pedaleiras do Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Vale convocação Será que o T-Cross Seleção merece ser convocado para a sua garagem? A maioria dos itens é estética, com exceção dos pneus, que antes só estavam na versão Extreme, e das rodas maiores. No T-Cross Sense, elas usam calotas e têm 16 polegadas. O preço de R$ 129.990 pode fazer muito cliente voltar a pensar na Seleção. No portfólio da Volkswagen, o próximo T-Cross é o 200 TSI, por R$ 161.490. É verdade que aí a lista de equipamentos fica bem mais generosa. O T-Cross Seleção perde de 7 a 1 nesse quesito para o irmão mais caro. O 200 TSI vem, por exemplo, com ACC e frenagem de emergência. O T-Cross Seleção vai chamar a atenção de quem busca um SUV econômico, com bom preço e com a esperança de marcar a conquista do hexa. Ficha técnica Motor: 1.0 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 128 cavalos (etanol) / 116 cavalos (gasolina) Torque: 20,4 kgfm (etanol e gasolina) Tanque de combustível: 49 litros Câmbio: Automático 6 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 12,1 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada) Consumo etanol: 8,5 km/l (cidade) e 10,2 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 10 segundos Velocidade máxima: 192 km/h Comprimento: 4,29 m Largura: 1,76 m Altura: 1,57 m Entre-eixos: 2,65 m Peso: 1.259 kg Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen
Veja Mais

06/04 - BYD Dolphin ganha versão mais potente e maior para enfrentar rivais como a Chevrolet no Brasil
BYD Dolphin Special Edition chega ao Brasil por R$ 159.990 A BYD anunciou, nesta segunda-feira (6), uma nova versão do Dolphin. O hatch custa R$ 159.990, recebeu mudanças no interior para se adaptar melhor a um mercado cada vez mais disputado: uma delas é o fim da central multimídia giratória. O hatch também ficou mais equipado e potente, além de ganhar alguns centímetros de comprimento. As mudanças servem para dar mais fôlego ao modelo e ajudá‑lo a enfrentar uma concorrência que não existia quando ele chegou ao mercado. BYD Dolphin Special Edition divulgação/BYD Por fora, o novo BYD Dolphin recebeu novo desenho da iluminação em LED e ficou 15,5 centímetros mais comprido que o Dolphin de entrada, além de ser 1 centímetro mais curto que o Plus. A mudança é resultado do novo para-choque, que também alterou algumas linhas do visual. Apesar do aumento no comprimento, o carro manteve todas as demais medidas, incluindo o mesmo entre-eixos de um Toyota Corolla. BYD Dolphin Special Edition Assim como ocorre nas dimensões, o novo Dolphin se posiciona como uma opção intermediária entre a versão de entrada e o Plus: Em potência, são 177 cv, frente aos 95 cv da versão mais simples e aos 204 cv do Plus; Na bateria, o novo modelo traz 45,12 kWh, contra 44,9 kWh do Dolphin de entrada e 60,48 kWh do Plus. A BYD ainda não informou a autonomia dessa nova bateria segundo os padrões do Inmetro. No teste realizado na China, porém, o novo Dolphin consegue rodar até 405 km com uma única carga. No interior, as mudanças ficam mais evidentes. A principal delas é o fim da central multimídia giratória, que passa a ser fixa. BYD Dolphin Special Edition por dentro Além disso, foi retirada a “prateleira” para objetos que ficava logo abaixo do equipamento. O câmbio deixa de ficar entre os botões centrais, logo abaixo da central multimídia, e passa a ser acionado por uma das aletas posicionadas na coluna de direção, atrás do volante. A mudança é comum em carros chineses e reforça a proposta de visual mais limpo adotada por diversas marcas, como Geely, GAC e GWM. O painel de instrumentos cresceu de 5 para 8,8 polegadas, enquanto o carregador de celular sem fio ficou mais rápido, diminuindo o tempo necessário para recarregar a bateria do smartphone. Dolphin desacelerou nas vendas A primeira versão do Dolphin chegou ao Brasil em junho de 2023. Mesmo contando com apenas metade do ano para as vendas, o modelo registrou um volume 3,7 vezes maior que o do segundo colocado no ranking de carros 100% elétricos da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE): BYD Dolphin: 6.812 emplacamentos; Volvo XC40: 1.802 emplacamentos; BYD Yuan Plus: 1.756 emplacamentos; BYD Seal: 1.040 emplacamentos; Volvo C40: 841 emplacamentos. O bom desempenho seguiria no mesmo ritmo, não fosse a chegada do BYD Dolphin Mini. Embora seja um modelo completamente diferente, o hatch compacto herdou o nome Dolphin e conquistou o público brasileiro com um preço ainda mais acessível. Resultado: desde 2024, tornou-se o carro elétrico mais vendido do país e ocupa esse cargo até agora. O sucesso é tão grande que, em 2025, o Dolphin Mini registrou o dobro de emplacamentos do Dolphin tradicional. Já o modelo seguinte no ranking, considerando a soma das vendas do BYD Yuan Plus e Pro, não alcançou sequer 40% do volume obtido pelo Dolphin no mesmo período: BYD Yuan Plus: 6.029 emplacamentos. BYD Dolphin: 15.237 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 32.486 emplacamentos; Atualmente, o Dolphin enfrenta uma concorrência que não existia na época de seu lançamento. Em abril de 2026, quem busca um hatch compacto encontra outras opções relevantes, com preços próximos, como: GWM Ora 03: a partir de R$ 169.000. Chevrolet Spark EUV: a partir de R$ 156.660; Geely EX2: a partir de R$ 123.800. Como mostra o gráfico acima, as vendas do Dolphin cresceram 120% de 2023 para 2024. Já em 2025, o avanço foi bem menor, com alta de apenas 1,57%. Pouco, e por isso o Dolphin precisava de uma novidade importante em 2026 para voltar a chamar atenção de futuros compradores e, assim, ganhar mercado como já fez no passado recente. BYD Yuan Plus ganha tração integral BYD Yuan Plus AWD divulgação/BYD Além do Dolphin, o Yuan Plus também recebeu uma versão especial para 2026, por R$ 269.990. O SUV manteve as mesmas dimensões, mas ganhou um motor elétrico adicional, o que resultou em quatro avanços importantes: Aceleração de 0 a 100 km/h passou de 7,3 para 3,9 segundos. Torque cresceu 80%, indo de 31,61 para 57,10 kgfm; A potência mais que dobrou, passando de 204 cv para 449 cv; Tração integral, com força distribuída para as quatro rodas; Por fora, o Yuan Plus é quase idêntico ao modelo com tração apenas em duas rodas, mas alguns recursos passam a chamar mais atenção nesta versão: Assistente do Google integrado ao veículo. Exibição de mapas do Waze e do Google Maps no painel de instrumentos digital; Carregador de celular por indução mais rápido; Projeção da velocidade e de outras informações diretamente no para-brisa.
Veja Mais

05/04 - Quando a criança pode ir no banco da frente? Veja como evitar erros na volta do feriado
Cadeirinhas infantis: veja as regras para usar cada uma A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permite o transporte no banco da frente em situações específicas: Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança; Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos; Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples; Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente; Equipamentos certificados. Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos. “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular. Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças g1 Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros: Qual cadeirinha usar no carro? Quando trocar a cadeirinha? Como usar e fixar o assento de elevação? Onde instalar a cadeirinha? O que é e como usar o Isofix? Qual cadeirinha usar no carro? No papel, a regra do Contran define faixas etárias para cada tipo de equipamento: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg; Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura; Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura. O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro. Volte para o início. Quando trocar a cadeirinha? O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento. A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade: 💺 O conforto; 👶 O tamanho da criança; 🎂 A idade da criança. Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster. A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp. Volte para o início. Como usar e fixar o assento de elevação? Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, diz Kuster. Volte para o início. Onde instalar a cadeirinha? O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção. Mas é preciso desligar o airbag, nos carros equipamentos com o dispositivo, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança. “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Viviani. “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”. Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel. Volte para o início. O que é e como usar o Isofix? Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país. Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha. O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro. Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Para fixar a cadeirinha, você precisa: Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica fisível. Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique". Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo. Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais: No assoalho; Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo); Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança). Top tether em um Volvo XC40 divulgação/Volvo Volte para o início.
Veja Mais

03/04 - Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China
Robotáxis ficam parados no meio da rua após pane na China Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de Wuhan, no centro da China, na última terça-feira (31), segundo autoridades locais. A pane teria sido causada por uma falha no sistema dos modelos Apollo Go, da Baidu. A polícia recebeu relatos de que vários carros Apollo Go pararam no meio das ruas e não conseguiam se mover, segundo comunicado oficial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança, e não houve feridos, informou a polícia. A causa do incidente ainda está sob investigação. Pelo menos 100 veículos do Apollo Go foram afetados, disse um policial de trânsito em vídeo publicado pelo The Paper, de Xangai. Robotáxi Apollo Go, da Baidu, disponível na China PEDRO PARDO / AFP O policial acrescentou que, embora as portas dos carros pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair por causa do tráfego intenso e chamaram a polícia para pedir ajuda. Um vídeo verificado pela Reuters e publicado na versão chinesa do TikTok, o Douyin, mostrou veículos parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito. A mídia local informou que alguns passageiros ficaram presos nos veículos por quase duas horas. A Baidu não respondeu ao pedido de comentário. O incidente reacendeu discussões nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade dos robotáxis. Um robotáxi Apollo Go que transportava um passageiro caiu em uma vala de obra em Chongqing, em agosto. Três meses antes, um dos carros operados pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Não houve feridos em nenhum dos casos. Uma queda de energia generalizada em São Francisco, no fim do ano passado, também fez com que robotáxis da Waymo parassem e causassem congestionamento. A Baidu é uma das maiores operadoras de frotas de direção autônoma da China, ao lado da Pony.ai e da WeRide. As empresas lançaram serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e expandiram as operações para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio. Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China SOCIAL MEDIA via REUTERS
Veja Mais

03/04 - Vai viajar? Veja onde instalar a cadeirinha infantil e como evitar erros fatais
Cadeirinhas infantis: veja as regras para usar cada uma A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010. O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção. É preciso desligar o airbag, nos carros equipamentos com o dispositivo, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança. “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular. “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”. Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel. Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças g1 Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros: Qual cadeirinha usar no carro? Quando trocar a cadeirinha? Como usar e fixar o assento de elevação? Quando a criança pode ir no banco da frente? O que é e como usar o Isofix? Qual cadeirinha usar no carro? No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg; Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura; Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura. O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, afirma Gustavo Kuster, do Inmetro. Volte para o início. Quando trocar a cadeirinha? O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento. A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade: 💺 O conforto; 👶 O tamanho da criança; 🎂 A idade da criança. Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster. A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp. Volte para o início. Como usar e fixar o assento de elevação? Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, diz Kuster. Volte para o início. Quando a criança pode ir no banco da frente? O Contran permite o transporte no banco da frente em situações específicas: Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança; Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos; Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples; Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente; Equipamentos certificados. Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos. “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani. Volte para o início. O que é e como usar o Isofix? Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país. Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha. O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro. Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Para fixar a cadeirinha, você precisa: Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica fisível. Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique". Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo. Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais: No assoalho; Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo); Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança). Top tether em um Volvo XC40 divulgação/Volvo Volte para o início.
Veja Mais

02/04 - Tesla decepciona com entregas e enfrenta mais concorrência no mercado de carros elétricos
Tesla Model S divulgação/Tesla A Tesla teve um começo de ano abaixo do esperado. A empresa não alcançou a previsão de analistas para a entrega de veículos no primeiro trimestre e registrou seu pior resultado em um ano. A queda acontece em meio à redução de incentivos para carros elétricos nos Estados Unidos e ao aumento da concorrência global. Ao todo, a Tesla entregou cerca de 358 mil veículos no primeiro trimestre, número abaixo do esperado pelo mercado. Apesar disso, houve crescimento em relação ao ano passado. 🔎Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa, comandada pelo bilionário Elon Musk, caíram quase 4% e já acumulam perda de cerca de 15% em 2026. Outro sinal de alerta foi o aumento no número de carros que ficaram sem vender. A Tesla produziu mais de 50 mil veículos a mais do que conseguiu entregar aos clientes — a maior diferença em pelo menos quatro anos. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa também enfrenta um cenário mais competitivo. Recentemente, a Tesla perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo para a chinesa BYD. Ainda assim, neste começo de ano, a Tesla conseguiu vender mais veículos 100% elétricos do que a rival chinesa. Na China, um dos principais mercados da empresa, as vendas cresceram pelo segundo trimestre seguido. Entre janeiro e março, a alta foi de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, especialistas veem sinais de desaceleração. A empresa já acumula dois anos seguidos de queda nas entregas — algo inédito em sua história — e há previsões de que essa tendência continue. Enquanto isso, concorrentes também ganham espaço. A Rivian, por exemplo, entregou mais veículos do que o previsto, indicando uma demanda mais estável por seus modelos. Nos Estados Unidos, o fim de um benefício fiscal de US$ 7.500 para quem comprava carros elétricos também prejudicou as vendas. Sem esse incentivo, muitos consumidores deixaram de adquirir esse tipo de veículo. Na Europa, montadoras tradicionais e marcas chinesas também estão disputando mais espaço, enquanto a Tesla mantém uma linha de modelos com poucas mudanças nos últimos anos. Apesar dos desafios, investidores ainda apostam no futuro da empresa. Isso porque Elon Musk tem direcionado a Tesla para novos negócios, como energia solar, robôs humanoides e carros autônomos. Hoje, a empresa vale cerca de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões), mesmo com a maior parte de sua receita ainda vindo da venda de carros. Um dos projetos mais ambiciosos é o de robotáxis — veículos que funcionam sem motorista. A Tesla já iniciou testes em Austin, no Texas, e planeja expandir o serviço nos próximos anos. Além disso, a empresa está desenvolvendo o Cybercab, um carro autônomo de dois lugares feito especialmente para esse tipo de transporte. Por enquanto, porém, essa operação ainda é pequena e limitada a poucas cidades, ficando atrás de concorrentes como a Waymo, que já tem uma presença maior no mercado americano. *Com informações da agência Reuters
Veja Mais

02/04 - Jeep Renegade muda na versão 2027, mas fica devendo em um mercado lotado de SUVs; veja teste
Jeep Renegade fica mais minimalista e ganha sistema híbrido fraco O novo Jeep Renegade chega com mudanças pensadas para conter a queda nas vendas. O modelo, que já liderou o segmento, perdeu espaço nos últimos anos e hoje ocupa apenas a 11ª posição entre os SUVs. Duas são as principais novidades: o jipinho adotou um visual mais simples e passou a contar com um motor híbrido leve. São quatro versões, que vão de R$ 141.990 a R$ 189.490. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 passou uma tarde com o novo Renegade em Itupeva (SP) para avaliar se essas mudanças são suficientes para o modelo reagir no mercado e vender mais do que concorrentes chineses mais caros. Sobre o visual, a Jeep destaca que o lado externo mudou bastante. No entanto, fora a parte frontal, é possível confundir o novo Renegade com a geração anterior. Galerias Relacionadas As mudanças aparecem em detalhes do para-choque e na grade, que se destacam mais durante o dia. Como grande parte dela é coberta por plástico preto e o fundo também é escuro, à noite fica difícil perceber o que realmente mudou. Por dentro, as mudanças são mais visíveis e bem-vindas. A principal delas é a central multimídia, que cresceu duas polegadas e agora tem 10,1 polegadas. Ainda fica abaixo do tamanho exagerado adotado por marcas chinesas, mas está alinhada ao padrão de concorrentes ocidentais, como o Volkswagen T-Cross, que também usa uma tela de 10,1 polegadas. Como a tela foi reposicionada para mais perto da linha de visão, ela chama mais atenção e facilita o acesso aos ajustes. Assim, o motorista consegue operar os comandos com menos necessidade de desviar o olhar da rua. A elevação da tela também levou o console central a uma posição mais alta. Antes, ele ficava na altura da canela e agora está próximo do joelho. A mudança segue uma tendência adotada por marcas chinesas, que dão mais atenção ao apoio de braço e à ergonomia. Ainda assim, o espaço do porta-objetos poderia ser maior no Renegade. Para reforçar a proposta minimalista, o Renegade perdeu a alça frontal e passou a ter um painel mais liso. A decisão acompanha a tendência de reduzir elementos visuais, iniciada pela Tesla e amplamente adotada por marcas chinesas, além de algumas fabricantes ocidentais. Ainda assim, o conjunto não seguiu o caminho da Chevrolet Captiva, que perdeu a identidade de SUV americano e adotou um interior totalmente chinês. Se, do ponto de vista da identidade, isso é positivo, na prática dificulta a concorrência com modelos chineses que vêm conquistando o consumidor brasileiro. Novo motor O motor estaria na lista de itens que não mudaram, não fosse a adoção do conjunto híbrido. Essa é a única novidade mecânica do modelo, e o sistema representa uma evolução do que a Fiat já havia aplicado no Pulse e no Fastback em 2025. O sistema híbrido não traciona as rodas e tem impacto muito pequeno no consumo de combustível. Durante o teste, não foi possível perceber melhora nos quilômetros por litro, embora a Jeep prometa uma redução de 9% no consumo do Renegade. A economia é modesta quando comparada à de híbridos completos, como o Toyota Corolla. Na versão híbrida, o sedã consome quase 48% menos combustível do que a opção movida apenas a combustão: Toyota Corolla híbrido: 17,5 km/l na cidade, com gasolina; Toyota Corolla a combustão: 11,9 km/l na cidade, com gasolina. Se, por um lado, o Renegade não protege o motorista da alta dos combustíveis, por outro, a experiência ao volante melhorou, com um comportamento mais ágil. Apesar de manter o motor 1.3 turbo de 176 cv e torque de 27,5 kgfm, o Renegade passou a responder de forma mais rápida ao acelerador. Isso ocorre porque o sistema híbrido adiciona até 15 cv, ajudando a reduzir o esforço do motor principal. Em números, enquanto o Renegade a combustão levava entre um e dois segundos para começar a responder ao acelerador totalmente pressionado, o novo modelo eletrificado reage antes de completar um segundo. Está distante da resposta imediata vista em híbridos nos quais o motor elétrico movimenta as rodas, como Toyota Yaris Cross, Corolla, GAC GS4 e Honda Civic. Ainda assim, a arrancada ficou bem mais ágil, e as retomadas passaram a exigir menos tempo para ganhar força. Fora isso, nada muda. O Renegade segue com suspensão firme e direção leve. No teste, esses ajustes não incomodaram, mas também não surpreenderam a ponto de fazer o utilitário se destacar. Como o Renegade é mais alto do que modelos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, a suspensão mais rígida ajuda a compensar a tendência de inclinação em curvas mais fechadas. O carro se mantém estável e transmite boa sensação de segurança. Versões e preços do Jeep Renegade O Jeep Renegade renovado com quatro versões, sendo: Jeep Renegade Altitude, por R$ 141.990 (R$ 129.990 para as primeiras 3.000 unidades): Jeep Renegade 2027 Altitude divulgação/Jeep Central multimídia de 10,1 polegadas; Rodas aro 17; Saída de ar traseira; Ar-condicionado digital de duas zonas; Teto bicolor de série; Chave presencial; Painel de instrumentos digital de 7 polegadas. Jeep Renegade Longitude, por R$ 158.690 e adiciona: Jeep Renegade 2027 Longitude divulgação/Jeep Motor híbrido; Rodas aro 18; Bancos em couro; Volante em couro; Carregador de celular por indução; Sensor de estacionamento traseiro. Jeep Renegade Sahara, por R$ 175.990 e adiciona: Jeep Renegade 2027 Sahara divulgação/Jeep Aplicativo para recursos remotos; Alexa integrada; Banco do motorista com ajustes elétricos; Teto solar panorâmico; Monitoramento de ponto cego; Sensor de estacionamento dianteiro. Jeep Renegade Willys, por R$ 189.490 e adiciona: Jeep Renegade 2027 Willys divulgação/Jeep Motor somente a combustão; Rodas aro 17; Pneu de uso misto; Tração 4x4. Renegade perde versão mais barata Com a chegada do novo Renegade, a Jeep não atualizou a versão de entrada de R$ 118.290, chamada de Sport. Com isso, o preço inicial do SUV compacto passa a ser mais alto, começando em R$ 141.990. Até o lançamento da nova versão, havia uma configuração chamada Sport, que tinha diversos itens removidos para reduzir o preço final do utilitário. Ao g1, a assessoria de imprensa da Jeep informou que as vendas desse modelo eram impulsionadas principalmente pelos descontos oferecidos ao público PCD, que representava parte considerável dos compradores. No entanto, a montadora revelou que essa versão será descontinuada por uma decisão estratégica. A Jeep não confirmou que a mudança de estratégia do Renegade de entrada tem algo a ver com outro lançamento, mas a marca já anunciou oficialmente que lançará o Jeep Avenger no Brasil em 2026. O Avenger tem dimensões menores que as do Renegade e será o SUV mais acessível da Jeep, com produção nacional em Porto Real (RJ). O Avenger mede 4,08 metros de comprimento, ante 4,27 metros do Renegade. Também é mais baixo (1,53 metro contra 1,69 metro), mais estreito (1,77 metro contra 1,80 metro) e tem entre-eixos levemente menor (2,56 metros contra 2,57 metros). Por dentro, o acabamento é mais simples para ajudar a conter custos e manter o preço competitivo. Há mais plástico, o que reduz as áreas com toque macio. Em compensação, o porta-malas do Avenger é maior: tem capacidade para até 380 litros, ante 351 litros do Renegade. Sob o capô, o Jeep Avenger traz o motor 1.0 turbo da Stellantis, o mesmo usado em modelos como Fiat Pulse, Fastback e Peugeot 208. Nesse conjunto, o propulsor entrega 130 cv de potência e 25 kgfm de torque, podendo funcionar com gasolina ou etanol. Renegade vem perdendo espaço no mercado de zero km Lançado em 2015, quando havia poucos SUVs em faixas de preço mais baixas, o Renegade chegou a ocupar o segundo lugar entre os utilitários mais vendidos do país. Em 2019 atingiu o topo do ranking, repetiu o feito em 2021 e, depois disso, as vendas começaram a cair. Em 2025, foram registrados 44.793 emplacamentos. Menos da metade das 92.837 unidades do Volkswagen T‑Cross vendidas no mesmo período e bem abaixo do Hyundai Creta, que encerrou o ano com 76.156 carros novos nas ruas. Além dos concorrentes tradicionais, a BYD também ameaça o Renegade. Em 2025, o Jeep vendeu apenas 38 unidades a mais que a linha Song. ⚡Detalhe: todos os modelos da marca chinesa são híbridos. 2015: segundo SUV mais vendido, atrás do HR‑V; 2016: segundo SUV mais vendido, novamente atrás do HR‑V; 2017: quarto SUV mais vendido; 2018: quinto SUV mais vendido; 2019: primeiro SUV mais vendido; 2020: segundo SUV mais vendido, atrás do T‑Cross; 2021: primeiro SUV mais vendido; 2022: quinto SUV mais vendido; 2023: oitavo SUV mais vendido; 2024: sexto SUV mais vendido; 2025: 11º SUV mais vendido.
Veja Mais

02/04 - Bicicleta elétrica: o que diz a lei sobre onde pode circular e quais são as regras
Nova regulamentação para uso de bicicletas e ciclomotores ainda gera dúvidas; entenda as diferenças Desde março, as autoridades de trânsito passaram a fiscalizar o uso de ciclomotores pelo Brasil. No entanto, muitos ainda confundem a diferença entre ciclomotores, bicicletas elétricas e autopropelidos e quais regras são aplicadas para cada tipo. (entenda abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As dúvidas voltaram à tona após um acidente envolvendo uma bicicleta elétrica no Rio de Janeiro que matou mãe e filho. Qual a diferença entre autopropelido, bicicleta elétrica e ciclomotor? Segundo as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as definições de um veículo autopropelido são: Equipamento com uma ou mais rodas; Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio; Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts); Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h; Largura não superior a 70 cm; Distância entre eixos de até 130 cm. Já o que caracteriza uma bicicleta elétrica é: Veículos de propulsão humana; Com duas rodas; Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts); Motor só pode funcionar quando o usuário pedala; Não pode ter acelerador; Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h. Por fim, as definições de um ciclomotor são: Veículo de duas ou três rodas; Motor com potência máxima de até 4 kW; Velocidade máxima de fabricação até 50 km/h; Possui acelerador. Nova regulamentação para bicicletas e ciclomotores entra em vigor Reprodução TV Globo Conheça as regras para cada veículo Segundo o Contran, bicicletas, patinetes, skates, hoverboards e monociclos elétricos podem circular pelas calçadas e ciclovias – desde que respeitando os limites de velocidade definidos normalmente pelas prefeituras de cada município. (Veja mais no infográfico abaixo) Já ciclomotores só podem trafegar na rua, têm que ter placa e licenciamento, e o condutor precisa de habilitação específica. Abaixo, confira o infográfico que mostra detalhadamente as regras para cada um deles: As regras para cada tipo de veículo. arte/g1 Veja íntegra da resolução do Contran Ciclomotor pode levar multa? A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se: Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH; Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH; Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH; Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH; Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH; Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH.
Veja Mais

01/04 - Dona da Fiat, Jeep e Peugeot anuncia recall de 700 mil carros híbridos por risco de incêndio
Peugeot 208 híbrido de Portugal divulgação/Peugeot O grupo Stellantis, dono da Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall está organizando um recall de 700 mil carros híbridos em todo o mundo por causa de um risco de incêndio. A medida afeta, principalmente, veículos das marcas Peugeot, Citroën, Fiat, Alfa Romeo e Jeep, segundo informações publicadas no site da Autoridade Federal de Transportes Motorizados da Alemanha (KBA) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Stellantis, o recall foi decidido após o registro de 36 incidentes relacionados ao problema em todo o mundo, incluindo 12 casos iniciais de incêndio. Na França, a medida atinge 212 mil carros fabricados entre 2023 e 2026, sendo metade deles da marca Peugeot. A Stellantis, no entanto, não confirmou o número total de veículos afetados em todo o mundo citado pela KBA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por modelo, a KBA informa que o recall envolve: Peugeot 208 e 2008: 295 mil unidades; Citroën C3, C4 e C3 Aircross: 126 mil unidades; Fiat Grande Panda: 124 mil unidades; Alfa Romeo Junior: 44 mil unidades; Jeep Avenger: 88 mil unidades. O problema afeta carros híbridos de pequeno porte, nos quais o motor a combustão e o motor elétrico ficam muito próximos um do outro. Em situações de alta umidade, o contato entre o tubo do filtro de partículas e a tampa de proteção do motor de partida pode gerar uma faísca e dar início a um incêndio. Segundo a empresa, o problema pode ser resolvido em cerca de 30 minutos em uma oficina, com a instalação de uma tampa de proteção maior. O caso representa mais um revés técnico para a Stellantis, após problemas identificados nos motores PureTech e nos airbags da marca Takata, que também levaram a grandes campanhas de recall. O problema técnico não está relacionado ao motor híbrido 1.2 turbo de 48 volts — que substituiu o PureTech —, mas ao espaço que ele ocupa dentro do veículo. Procurada pelo g1, a Stellantis informou que nenhum dos modelos vendidos no Brasil faz parte desse programa de recall.
Veja Mais

01/04 - Renault lança Koleos por R$ 289.990; SUV híbrido quer desbancar concorrentes chineses
Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação A Renault anunciou nesta quarta-feira (01) o preço oficial do Koleos: R$ 289.990. O utilitário esportivo já está em pré-venda e tem condição especial para os clientes que usarem carro usado na transação. O preço com isso cai para R$ 279.990. A marca francesa quer se reposicionar aos olhos dos brasileiros. Deixar de ser vista como a marca dos carros populares para ser reconhecida pelo requinte nos segmentos mais caros. O capítulo mais recente dessa estratégia, que já incluiu Kardian e Boreal, é o Koleos. O SUV tem proporções generosas, maiores que as do Jeep Commander, e aposta em uma cabine chamativa e em um conjunto híbrido de 245 cv para fisgar clientes que hoje compram BYD Song Plus e GWM Haval H6. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Koleos segue o padrão global de design da Renault. As linhas vincadas da carroceria ganham destaque com a pintura cinza acetinada. Detalhes azulados e apliques pretos completam o visual futurista. Será o suficiente para conquistar o cliente brasileiro? A resposta talvez esteja no interior do Koleos. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Painel com três telas No interior, a Renault priorizou a experiência de motorista e passageiros. São três telas alinhadas no painel, cada uma com 12,3 polegadas. Uma está logo atrás do volante e funciona como cluster de instrumentos. No meio, alinhada com o console central, está a tradicional tela do multimídia. A novidade é a terceira tela, logo a frente do carona. Nela é possível ajustar o ar-condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto-falantes e até assistir à série favorita em serviços de streaming. Painel com 3 telas do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Essa tela do passageiro tem um efeito de discrição semelhante ao de películas de privacidade usadas em celulares. Quem observa de lado não consegue ver o conteúdo, que aparece escuro. Assim, o passageiro pode assistir a vídeos sem distrair o motorista. A má notícia é que a legislação brasileira não permite a reprodução de vídeos com o carro em movimento, mesmo com esse recurso na tela. Portanto, filmes e séries só podem ser assistidos com o Koleos parado. A qualidade dos materiais e do acabamento é superior. Por outro lado, a combinação de telas e revestimentos em preto brilhante acumula muitas marcas de dedo. A iluminação ambiente colore os painéis das portas e harmoniza com as costuras azuis e vermelhas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Comparado ao interior do Song Plus 2027, por exemplo, o Koleos integra melhor os elementos ao painel. A gigante tela flutuante do BYD rouba o protagonismo. A Renault transmite sensação de tecnologia sem recorrer a telas giratórias ou botões chamativos. O teto panorâmico reforça o ambiente sofisticado. Resta saber se o cliente brasileiro prefere a ousadia de alguns modelos ou a proposta mais discreta do Koleos. Banco traseiro generoso É de se imaginar que quem busca um veículo desse porte não quer passar aperto no banco traseiro. A plataforma CMA, também usada por Volvo e Geely, garante 2,82 m de entre-eixos e posiciona a bateria de forma compacta no centro do carro. O resultado é um assoalho praticamente plano e bom espaço para joelhos, ombros e cabeça. Além do espaço generoso, os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado com ajuste próprio de temperatura e bancos aquecidos, algo raro na segunda fileira. Também é possível reclinar o encosto, o que torna a viagem mais confortável. Bancos traseiros do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Equipamentos e preço para brigar O Koleos será vendido no Brasil em versão única, sem opcionais. A lista inclui rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado, pacote visual Esprit Alpine, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, head-up display e outros itens de conforto. No lançamento, a Renault afirmou que o Koleos poderá ser comprado em qualquer um dos mais de 250 pontos de venda da marca. A empresa não confirmou preço, prazo de garantia, planos de manutenção nem expectativa de vendas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação O g1 apurou que a Renault considera como principais concorrentes do Koleos o BYD Song Plus e, nas versões mais completas, o GWM Haval H6. A lista também inclui Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander. Com esses concorrentes na mira e o pacote de equipamentos oferecido, é possível estimar um preço próximo de R$ 260 mil. A confirmação dos valores e de informações como a garantia será feita no dia 1º de abril. “Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, explica Guilherme Ruibal, gerente de produto da Renault. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação São 29 sistemas de assistência ao motorista O Renault Koleos consegue fazer manobras de estacionamento de forma autônoma; o motorista não precisa nem acelerar. Há também condução semiautônoma de nível 2. Em vias rápidas, o SUV mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa. Ele identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado. O SUV conta com frenagem automática e assistente de manobras evasivas. Nesse caso, o sistema identifica quando a força aplicada pelo motorista pode não ser suficiente para evitar uma colisão e adiciona mais assistência à direção. Há câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura do veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática inclusive em curvas, alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal, aviso para saída segura dos ocupantes, alerta de colisão traseira, entre outros recursos. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Concorrentes plugáveis O motor 1.5 turbo com injeção direta do Koleos é movido apenas a gasolina e gera 144 cv, com torque de 23,4 kgfm. Os dois motores elétricos, acoplados à transmissão de três marchas, entregam juntos 136 cv e 32,6 kgfm de torque. A potência combinada chega a 245 cv. Os dados oficiais da Renault indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. Segundo o Inmetro, o consumo é de 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada — números que não impressionam para um híbrido. O g1 já experimentou o Koleos pelas ruas de São Paulo, mas as impressões de como o modelo se comporta ao volante só podem ser compartilhadas mais para frente. Motor 1.5 turbo do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Já é possível comparar o Renault com alguns dos modelos apontados como concorrentes. O BYD Song Plus acaba de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv. Além disso, a bateria de 26,3 kWh do modelo chinês permite rodar até 99 km no modo elétrico, sem acionar o motor a combustão. O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e tem mais força. A potência combinada do motor 1.5 turbo com o elétrico chega a 326 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 segundos, mais rápida que a do Koleos. Já deu para perceber que a concorrência é pesada, tanto em preço quanto em números de desempenho. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 144 cavalos Torque: 23,4 kgfm Motores elétricos: 2 Potência: 136 cavalos Torque: 32,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 1,64 kWh Tanque de combustível: 55 litros Câmbio: 3 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 8,3 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,78 m Largura: 1,88 m Altura: 1,68 m (com as barras do teto) Entre-eixos: 2,82 m Peso: 1.804 kg
Veja Mais

01/04 - Volvo EX30 Ultra Twin Motor: como anda o SUV mais rápido já registrado pela marca no Brasil
Volvo EX30 Ultra Twin Motor divulgação/Volvo O Volvo EX30 Ultra Twin Motor quebra uma lógica comum do mercado automotivo: a de que os carros mais rápidos também são, necessariamente, os mais caros da marca. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em míseros 3,6 segundos, custando nem tão míseros R$ 309.950. Muito longe de ser barato, o valor é menos da metade do imponente EX90, o modelo mais caro da Volvo, que custa R$ 849.950 e acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Esse EX30 "turbinado" também custa menos que os R$ 329.950 do EX40. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A pergunta é: por que apimentar logo o modelo mais barato da marca? A aposta da Volvo é fazer o EX30 ir além do papel de porta de entrada e oferecer uma experiência atraente para quem gosta de desempenho. O novo modelo tem dois motores, um em cada eixo, que juntos entregam 428 cv de potência. São 156 cv a mais que a versão tradicional do EX30. Agora, cada eixo traciona um par de rodas, formando um sistema de tração integral, em vez da tração traseira do modelo mais simples. O g1 dirigiu o novo EX30 em trechos urbanos e de estrada. Em ambos os cenários, foi fácil perceber o desempenho do novo conjunto. Pisou, o EX30 responde imediatamente em qualquer situação. O modelo não teve dificuldade em ultrapassagens ou arrancadas, o que ficou evidente nas saídas de pedágio ao longo do test-drive. O maior cuidado era conter a empolgação até o limite de 120 km/h da rodovia. A performance é superior ao clássico Golf GTI, por exemplo — e o modelo ainda é mais barato. O hatch esportivo da Volkswagen custa R$ 430 mil e leva 6,1 segundos para ir de 0 a 100 km/h, quase o dobro do tempo. A pegada esportiva deixa a suspensão do EX30 um pouco rígida, e uma calibração mais macia seria bem-vinda no uso urbano. Na estrada, o acerto funciona muito bem. Nas curvas mais rápidas, a tração integral e os sistemas de assistência ao motorista garantem a segurança esperada de um Volvo. Ao longo do trajeto, não houve sensação de perda de controle em condições normais de condução. Esse limite só é ultrapassado se o motorista insistir muito, já que sistemas como controle de estabilidade e distribuição de torque entram em ação para manter o carro sob controle. A sensação ao dirigir lembra a de um kart: posição de condução mais baixa, carro curto e respostas rápidas. Fora a esportividade, quase nada muda neste EX30 No design, é quase impossível distinguir a nova versão das demais do EX30, exceto pelo tamanho das rodas: no Ultra Twin Motor, elas são de 20 polegadas, enquanto no modelo de entrada são de 19. Mesmo com foco em desempenho, o Volvo EX30 Ultra Twin Motor mantém porte de SUV compacto, com dimensões próximas às de modelos conhecidos do mercado, como: Volkswagen Tera: o EX30 é 8 centímetros mais comprido; Honda WR-V: o EX30 é 9 centímetros mais curto; Jeep Renegade: o EX30 é 3 centímetros mais curto. Volvo EX30 Ultra Twin Motor Durante o trajeto, foi difícil ignorar o nível de minimalismo adotado pela marca sueca: Não há informações exibidas à frente do motorista, já que o painel de instrumentos simplesmente não existe; Tudo fica concentrado na central multimídia, que oferece amplo espaço para informações em sua tela de 12,3 polegadas; “Tudo” é literal: velocímetro, indicadores de luzes e sistemas de assistência à condução ficam ali. Para conferir a velocidade, é necessário desviar o olhar para a tela lateral; Ao olhar para a velocidade, o sistema alerta que é preciso manter a atenção na estrada; Os ajustes dos retrovisores também ficam na central, e não em botões na porta. Para subir ou descer o espelho, é preciso acessar o menu, selecionar a função e usar os comandos do volante; Até a abertura do porta-luvas é feita apenas pela tela. Todo esse minimalismo, aliado à menor carroceria já oferecida pela Volvo no Brasil e à ausência de itens presentes em modelos maiores — como o sensor a laser do EX90, usado para ampliar a percepção do ambiente no trânsito —, contribui para que o carro tenha um preço mais baixo. Volvo EX30 Ultra Twin Motor por dentro Há uma curva de aprendizado para se adaptar aos comandos concentrados na tela. No teste, foi necessário passar algum tempo com o carro antes da viagem para memorizar onde ficam funções básicas, como o acesso ao porta-luvas. A ausência de botões físicos para o ar-condicionado já parece uma tendência consolidada, mas a falta de comandos dedicados para o porta-luvas e os retrovisores ainda incomoda. Nada, porém, pesa tanto quanto o velocímetro no centro da tela — que nem sequer aparece com números grandes, como nos modelos da Mini. Sistema de som chamou atenção Em testes desse tipo, realizados durante lançamentos, raramente há tempo para explorar o sistema de som dos carros. Com o Volvo EX30, porém, isso foi possível, e a soundbar frontal chamou a atenção pela fidelidade sonora. Foram ouvidas músicas de rock e eletrônica, com forte presença de sintetizadores. Nas faixas com instrumentos acústicos, o chimbal e os vocais se mostraram nítidos e mantiveram a definição, mesmo com graves bem presentes. Nas faixas de synthwave, que combinam instrumentos eletrônicos com saxofone, a experiência se aproximou da de um show ou de um ambiente com caixas de som de alta fidelidade. Considerando as limitações naturais de um carro — como o ruído externo, que ainda chega à cabine mesmo com bom isolamento —, a impressão é a de um sistema de som muito competente. Volvo EX30 está em recall, mas não o novo modelo Recentemente, o EX30 passou por uma crise de imagem após a Volvo comunicar um amplo programa de recall do carro por risco de incêndio. ⚠️ De forma resumida: a Volvo identificou um problema na fabricação do conjunto de baterias do EX30. Segundo o comunicado de recall, as células internas podem entrar em curto-circuito, o que provoca superaquecimento e pode evoluir para incêndio. Na segunda quinzena de fevereiro, a Volvo afirmou que são 40.323 os modelos envolvidos no recall e que a troca da bateria, única solução para o problema, vai custar cerca de US$ 200 milhões à companhia. O g1 questionou a Volvo se o novo modelo já chega ao mercado dentro do programa de recall, já que ele tem a mesma capacidade de bateria da versão com dois motores. “Trocamos o fornecedor. O antigo fornecedor trabalhou para lotes específicos e o problema foi nesse lote. Agora já é outro fornecedor e não tem o mesmo problema", disse Marcelo Godoy, presidente da Volvo no Brasil. Volvo convoca recall do EX30 por risco de incêndio na bateria
Veja Mais

31/03 - Toyota GR Yaris chega ao Brasil por R$ 354.990 e já esgota vendas
GR Yaris chega ao Brasil por R$ 354.990 O Toyota lançou nesta terça-feira (31) o novo GR Yaris no Brasil em duas versões: automática e manual. Durante a pré-venda, que termina hoje, a marca vendeu todas as 99 unidades do primeiro lote. A previsão inicial da Toyota era de emplacar 198 GR Yaris no Brasil em 2026. O preço é R$ 354.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Galerias Relacionadas O motor é o três cilindros 1.6 turbo mais potente do mundo. O hatch produz 304 cv e 40,8 kgfm de torque. Para aguentar toda essa força, os pistões são reforçados. A injeção direta teve pressão elevada para 260 bar. O radiador de óleo teve sistema de refrigeração aperfeiçoado e o Toyota pode pulverizar água no intercooler para controlar a temperatura do ar na admissão. A tração é integral GR-Four, a mesma usada pelo GR Corolla. E pode ser ajustada para o modo Normal, Gravel (cascalho) e Track. A novidade é a opção de câmbio automático de oito marchas, além do manual de seis marchas que já era oferecido. A estrutura é exclusiva da Gazoo Racing, divisão esportiva da Toyota. São aplicados 15% a mais de pontos de solda e 15% a mais de adesivos estruturais. A suspensão dianteira é McPherson; a traseira, independente, usa double wishbone. A direção elétrica foi recalibrada por Kazuya Oshima, piloto japonês multicampeão em categorias de protótipos e Fórmula. Galerias Relacionadas *Essa reportagem está em atualização.
Veja Mais

31/03 - Etanol ajuda Brasil a conter alta do petróleo em meio à guerra com o Irã
Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta. Enquanto a guerra no Irã abala os mercados globais de petróleo, o Brasil está parcialmente protegido por uma reserva contra choques que já dura décadas, é barata e ecologicamente correta: dezenas de milhões de motoristas no país podem escolher entre abastecer seus tanques com etanol 100% derivado da cana-de-açúcar ou com uma mistura de gasolina que contém 30% de biocombustível . A enorme frota de veículos bicombustíveis do Brasil — composta por veículos capazes de funcionar com qualquer combinação de etanol e gasolina — é única em sua escala. O programa, lançado em 1975 durante a ditadura militar, evoluiu com sucesso em tempos democráticos, reduzindo a dependência do petróleo estrangeiro. Hoje, enquanto o mais recente conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel entra em sua quinta semana, nações como Índia e México estão olhando para o modelo brasileiro como um projeto para a segurança energética. Enquanto consumidores em todo o mundo enfrentam aumentos acentuados de preços , os preços da gasolina no Brasil subiram apenas 5% em março — em comparação com 30% nos Estados Unidos. Analistas atribuem parcialmente essa estabilidade a uma indústria nacional de biocombustíveis já consolidada, que permite ao país resistir a choques geopolíticos com risco mínimo de escassez de combustível. “O Brasil está muito mais bem preparado do que a maioria dos países porque possui uma alternativa viável dessa natureza”, afirmou Evandro Gussi, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA). O momento é particularmente oportuno, já que a próxima safra de cana-de-açúcar do Brasil, que começa na primeira quinzena de abril, deverá produzir um recorde de 30 bilhões de litros de etanol — 4 bilhões a mais que no ano passado. “Esse aumento, por si só, equivale à quantidade total de gasolina que o Brasil importou durante todo o ano passado”, observou Gussi. Apesar de ser um grande produtor e exportador de petróleo bruto, o Brasil ainda depende de importações para suprir sua demanda interna por combustíveis refinados. Atualmente, o país importa petróleo dos Estados Unidos, da Arábia Saudita, da Rússia e da vizinha Guiana. No entanto, o etanol se tornou a espinha dorsal do deslocamento diário. Em 2025, o etanol representou 37,1 bilhões de litros de vendas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal. Embora fique um pouco atrás do diesel e da gasolina em participação total no consumo de energia, sua presença em todos os postos de gasolina oferece aos brasileiros uma rede de segurança psicológica e econômica. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Investimento em pesquisa O sucesso da economia de biocombustíveis do Brasil está enraizado no estado de São Paulo, o polo industrial e agrícola do país. A produção aqui é uma mistura de "megafazendas" de alta tecnologia voltadas para a exportação e operações familiares menores, como a fazenda Bom Retiro, fundada em 1958, cujos poucos dezenas de trabalhadores estão agora se preparando para colher suas terras de 40 quilômetros quadrados. A tecnologia brasileira em biocombustíveis também é impulsionada por anos de pesquisa financiada pelo Estado. Um desses centros fica nos arredores de São Paulo: o Centro de Desenvolvimento Científico do Etanol, da Universidade Unicamp, em Campinas. O coordenador Luis Cortez afirma que o programa brasileiro possui vantagens únicas, incomparáveis ​​às de outros países. “Temos flexibilidade na produção de etanol, nos motores dos veículos e por parte do governo federal, que define a porcentagem de etanol na mistura de combustível”, disse Cortez. “Temos flexibilidade em três níveis.” Em última análise, ele argumenta que o investimento em pesquisa acaba fazendo a diferença nos postos de gasolina. ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras O problema do diesel Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, a gasolina refinada pela Petrobras — que inclui uma mistura de biocombustíveis — está atualmente 46% mais barata que o combustível importado, ou R$ 1,16 (US$ 0,22) a menos por litro. Da mesma forma, o diesel da Petrobras está sendo vendido nas refinarias a um preço 63% inferior ao dos importados. Embora o fechamento do Estreito de Ormuz ainda não tenha causado mudanças drásticas no mercado de gasolina do Brasil, o país enfrenta dificuldades com o aumento dos preços do diesel. Isso ocorre porque o diesel é produzido principalmente a partir de petróleo bruto importado e contém uma porcentagem menor de biocombustíveis. Ao contrário do sucesso do etanol de cana-de-açúcar, o biodiesel brasileiro, produzido principalmente a partir da soja, representa apenas 14% da mistura do diesel. Esse percentual poderá subir para os mesmos 30% utilizados na gasolina somente em 2030, caso as pesquisas e os avanços tecnológicos o permitam, o que significa que o conflito teve impacto imediato. Os preços do diesel no Brasil subiram mais de 20% em março, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propor subsídios à importação até maio. Estimativas do governo mostram que o país precisa comprar entre 20% e 30% do seu diesel mensalmente, sendo a maior parte proveniente da Rússia. As autoridades brasileiras afirmam que o país importou quase 17 bilhões de litros de diesel no ano passado. Para o presidente Lula, de 80 anos, que busca a reeleição em outubro, estabilizar os preços do diesel é fundamental para evitar greves de caminhoneiros e controlar a inflação dos alimentos. Gussi, presidente da UNICA, afirmou que, desde a última guerra com o Irã, diversos chefes de Estado o procuraram para discutir a indústria brasileira de biocombustíveis. Entre eles, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum , que declarou no início deste mês ter interesse na tecnologia da Petrobras para a produção de etanol a partir do agave , planta muito popular em seu país. “A melhor notícia, mesmo em meio a uma situação como a que estamos vivenciando, é que essa solução possui um alto grau de replicabilidade”, disse Gussi.
Veja Mais

31/03 - Nova CNH: economia com a renovação automática passa de R$ 1 bilhão, diz ministério
Pedido de CNH disparam após mudanças Com as novas regras da CNH, em vigor desde o fim de 2025, mais de 1,5 milhão de motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas, entre 10 de dezembro e 19 de março de 2026, foi de R$ 1,182 bilhão. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre as regiões do Brasil, o Sudeste lidera o ranking de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a pasta, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados com maior número de CNHs renovadas automaticamente. São Paulo: 406.882 renovações; Minas Gerais: 176.816 renovações; Rio de Janeiro: 141.898 renovações; Paraná: 117.321 renovações; Rio Grande do Sul: 98.002 renovações; Santa Catarina: 80.158 renovações; Bahia: 76.350 renovações; Pernambuco: 56.979 renovações; Goiás: 55.063 renovações; Ceará: 42.254 renovações; Espírito Santo: 34.181 renovações; Pará: 30.313 renovações; Distrito Federal: 28.239 renovações; Mato Grosso: 27.309 renovações; Rio Grande do Norte: 23.209 renovações; Alagoas: 22.306 renovações; Mato Grosso do Sul: 19.986 renovações; Paraíba: 19.341 renovações; Maranhão: 19.305 renovações; Sergipe: 17.428 renovações; Tocantins: 9.591 renovações; Amazonas: 9.492 renovações; Rondônia: 9.351 renovações; Piauí: 7.728 renovações; Acre: 3.931 renovações; Roraima: 3.832 renovações; Amapá: 2.373 renovações. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Rio Grande do Sul, a taxa é de R$ 80,37. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde. Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI
Veja Mais

27/03 - Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número 'relevante' de estados, diz secretário da Fazenda
Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número 'relevante' de estados, diz secretário da Fazenda O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta sexta-feira (27) que um número "relevante" de estados aceitou a proposta do governo federal para conter a forte alta dos preços do diesel, causada pela guerra no Oriente Médio. O secretário não especificou quais governadores concordaram com a proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, dividido igualmente entre União e estados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”, disse, após reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo. Os estados que ainda não se posicionaram terão até a próxima segunda-feira (30) para enviar um parecer final. A expectativa, segundo Ceron, é que a medida seja publicada entre segunda e terça-feira da próxima semana. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Foi um debate longo, mas de altíssimo nível. Estamos buscando realmente entender e compreender o momento que estamos vivendo”, afirmou. Segundo ele, o governo tem atuado com urgência diante dos impactos da alta do petróleo. “É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse. O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como zerar tributos e subsídios, mas que ainda há necessidade de ações adicionais, especialmente na importação. “O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou. Para ele, a proposta em discussão busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse. Reunião positiva Já o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Flávio Cesar de Oliveira, avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, o encontro permitiu avanços importantes, principalmente no esclarecimento de dúvidas técnicas que ainda travavam a adesão de parte dos estados. “Foi apresentada informalmente uma primeira proposta […] que, depois de uma longa discussão e análise inclusive de legalidade, entendemos que não teria viabilidade”, afirmou. Uma nova alternativa foi então construída em conjunto e formalizada pela equipe econômica na última sexta-feira. Desde então, segundo o presidente do Comsefaz, os estados vêm debatendo os impactos da medida, especialmente diante das diferentes realidades regionais. A reunião mais recente, segundo ele, foi decisiva para ampliar a compreensão sobre a proposta. “Tivemos um tempo de qualidade longo, onde cada secretário pôde se posicionar, apresentar suas considerações e esclarecer dúvidas. O saldo foi muito positivo, com um grande avanço principalmente nos esclarecimentos”, destacou. A expectativa, segundo ele, é que os estados que ainda não se posicionaram consigam tomar uma decisão nos próximos dias. Resistência dos estados e impacto fiscal A proposta inicial do governo previa zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União. A medida poderia custar cerca de R$ 3 bilhões por mês, com ressarcimento de R$ 1,5 bilhão aos estados. No entanto, o Comsefaz rejeitou a redução do ICMS, argumentando que a medida prejudica a arrecadação para serviços públicos e que cortes no imposto nem sempre chegam ao consumidor final. O governo também pediu maior colaboração dos estados na fiscalização, como o envio de notas fiscais em tempo real à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o compartilhamento de listas de devedores contumazes. Além disso, já adotou medidas como redução de tributos federais e subsídios ao diesel. Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro Como o g1 mostrou, distribuidoras e postos de combustíveis aumentaram significativamente suas margens de lucro no Brasil após o início da guerra entre EUA e Irã, mesmo com medidas do governo para conter a alta dos preços. Levantamento do Ibeps mostra que, desde o fim de fevereiro, as margens subiram mais de 30% em média. Esse aumento se refere apenas à fatia de lucro de distribuidoras e postos, e não ao preço total pago pelo consumidor. O conflito no Oriente Médio provocou uma disparada no preço do petróleo, com o fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial. O diesel mais caro impacta toda a economia, encarecendo transporte, alimentos, energia e o agronegócio. O preço médio do combustível desde o começo da guerra subiu 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro. Operação da PF combate a prática de preços abusivos Nesta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em 11 estados e no Distrito Federal para investigar possíveis preços abusivos de combustíveis. A ação, chamada “Vem Diesel”, contou com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor e da ANP e mirou práticas como aumentos injustificados nas bombas, combinação de preços entre concorrentes e outras condutas que prejudiquem o consumidor. Segundo as autoridades, preços são considerados abusivos quando sobem sem justificativa e geram vantagem excessiva, o que fere o Código de Defesa do Consumidor. A fiscalização ocorreu em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com participação de Procons. Irregularidades encontradas podem virar investigação policial. A operação ocorre após dados indicarem aumento nas margens de lucro de postos e distribuidoras, mesmo com medidas do governo para conter os preços. Enquanto isso, segue o impasse com os estados sobre a redução do ICMS dos combustíveis.
Veja Mais

27/03 - Alta do diesel desacelera, mas preço do sobe quase 24% desde o início da guerra, diz ANP
Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Depois de uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (27). Porém, quando consideramos a evolução no preço médio do diesel desde o começo da guerra, a alta acumulada é de 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro: Preço médio do litro do diesel em 28 de fevereiro: R$ 6,03; Preço médio do litro do diesel em 27 de março: R$ 7,45. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A desaceleração no aumento do preço do diesel pode ser explicada por dois fatores principais: O preço do barril de petróleo está praticamente estável desde a última sexta-feira (20). Na ocasião, custava US$ 106,41 e atualmente está em US$ 106,47; O presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira a produtores e importadores de diesel. Segundo o levantamento da ANP: ▶️ O preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,45 por litro. O maior valor foi de R$ 9,35, registrado em Porto Seguro (BA). Já o menor preço foi encontrado em Mococa (SP), a R$ 5,47. ▶️ A gasolina teve preço médio de R$ 6,78 por litro, alta de 1,95% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado no Rio de Janeiro (RJ), onde a agência identificou o litro a R$ 5,69. ▶️ O etanol teve preço médio de R$ 4,72 por litro, alta de 0,43%. O maior valor foi de R$ 6,59, registrado em Serra Talhada (PE). Já o menor preço foi encontrado em Araraquara (SP), a R$ 3,79. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis. Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. Preço do diesel nos postos brasileiros sobe quase 24% em março Jornal Nacional/ Reprodução Redução de impostos ajudou a frear a alta do diesel O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país. Entre as ações apresentadas estão: Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro; O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel; Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final. Quais são os direitos do consumidor Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas. “O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento. Como identificar se o posto está com preços abusivos Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”. O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.
Veja Mais

27/03 - Lucro da BYD cai quase 20%, mas chinesa segue à frente da Tesla nos elétricos
BYD Atto 8 divulgação/BYD A gigante chinesa de veículos elétricos BYD informou nesta sexta-feira (27) que seu lucro anual caiu 19,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, em um cenário econômico marcado pela fraqueza do consumo interno. Segundo comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, o lucro da BYD destinado aos acionistas somou 32,6 bilhões de yuans (R$ 24,6 bilhões) no ano passado, abaixo dos 40,3 bilhões de yuans (R$ 30,49 bilhões) registrados em 2024. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A BYD consolidou-se como a principal empresa no competitivo mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo. Embora a indústria chinesa de veículos elétricos lidere o mercado global, a concorrência interna tem reduzido os ganhos das empresas. Diante disso, muitas companhias — entre elas a BYD — passaram a direcionar seus esforços para o exterior. A pressão regulatória também aumentou. Em maio, uma entidade do setor criticou as montadoras chinesas por estimularem uma guerra de preços, poucos dias depois de a BYD anunciar descontos. No ano passado, a BYD teve receita de 804 bilhões de yuans (R$ 606 bilhões), um crescimento modesto de 3,5% em relação a 2024. Em 2024, a receita anual da empresa superou a de sua rival americana, a Tesla, e ultrapassou a marca simbólica de US$ 100 bilhões (R$ 523 bilhões). Paralelamente, a expansão internacional da BYD vem ganhando ritmo. Em setembro, a empresa vendeu mais de 13 mil veículos nos países da União Europeia, um salto de 272,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.
Veja Mais

27/03 - Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã
Carro sendo abastecido em posto de combustíveis REUTERS/Max Rossi Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. (leia mais aqui) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. O diesel S-500, usado principalmente por veículos mais antigos, teve alta de 71,6% no período. No diesel S-10, usado por veículos mais novos, o aumento foi de 45%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 32,2%. Esses percentuais se referem apenas à parcela do preço final que fica com distribuidoras e postos — não ao valor total do combustível pago pelo consumidor. Veja abaixo: A análise usa dados do Ministério de Minas e Energia (MME), extraídos do Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, que detalha a composição dos preços — combustível fóssil, biocombustíveis, tributos e margens de distribuição e revenda — com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Esalq/USP. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diante da disparada recente dos preços, a ANP e outros órgãos do governo federal também passaram a acompanhar se há irregularidades ou práticas abusivas na formação dos preços dos combustíveis. (entenda mais nesta reportagem) Embora o movimento recente acompanhe a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra, o aumento das margens de distribuidoras e postos ocorre desde 2021, segundo o Ibeps. Na comparação com aquele ano, o aumento das margens de lucro é ainda maior: No diesel S-500, a alta é de 238,8% no período. No diesel S-10, o aumento foi de 111,8%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 90,7%. Segundo o economista do Ibeps Eric Gil Dantas, dois fatores explicam a alta das margens ao longo do tempo. "O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país", afirma. Naquele período, a Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado, com fortes reajustes — tanto para cima quanto para baixo. "Essa tendência de alta, junto com a volatilidade dos preços e a perda de referência para os consumidores, permitiu que as margens crescessem sem serem percebidas. Mas isso não acabou com o período de maior volatilidade: as margens continuaram subindo ao longo de 2023, mesmo com poucos reajustes", explica o economista. O segundo fator, diz Dantas, foi a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, as únicas estatais em setores altamente concentrados. "Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu", completa. A Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou que "não se manifesta sobre a formação de preços, pois essa é uma questão estratégica de cada associada, sem interferência da entidade." Em nota, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) diz que foram detectadas “muitas inconsistências” na metodologia e forma de divulgação dos dados do MME. Entre os pontos, afirma que as margens de distribuição e revenda foram divulgadas de forma agregada, o que “compromete a correta interpretação dos dados reais” sobre elos distintos da cadeia. Diz ainda que, a formação de preços divulgada pelo MME “não contempla componentes essenciais” da cadeia de combustíveis e que foram verificadas “distorções significativas” nos custos estimados das parcelas de diesel A e gasolina A, por conta dos expressivos aumentos nos preços de produtos importados e dos oriundos das refinarias privadas. A federação afirma que os preços de referência da Petrobras divulgados pelo MME “não representam a efetiva realidade dos preços dos combustíveis”, pois importadores trabalham com preços “acima do preço artificial” praticado pela estatal, que não segue a paridade de preços internacionais. “Diante desse cenário, esta Federação entende que os dados divulgados pelo MME não devem ser utilizados como base para atribuir à revenda eventuais aumentos de margem. Ademais, informamos que o MME será formalmente notificado, com o objetivo de questionar a metodologia empregada e solicitar a devida revisão e correção das informações, para que a sociedade seja informada corretamente sobre a realidade”, diz a Fecombustíveis. Aumentar a margem de lucro é ilegal? Entenda o que diz a lei Em um mercado de combustíveis com preços livres, como o brasileiro, não há uma limitação legal prévia para a margem de lucro de distribuidoras e postos. A avaliação é da advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados. Segundo ela, a legislação brasileira parte do princípio da livre iniciativa, previsto no artigo 170 da Constituição. Na prática, isso significa que empresas podem definir seus preços de acordo com suas estratégias comerciais e as condições do mercado. Essa liberdade, no entanto, tem limites. A Lei nº 12.529/2011, que trata da defesa da concorrência, considera infração qualquer prática que possa prejudicar a competição — como limitar a atuação de concorrentes ou usar posição dominante de forma abusiva. Também existem regras voltadas às relações de consumo: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a cobrança de vantagem manifestamente excessiva e considera abusiva a elevação de preços sem justa causa. Embora essa norma seja aplicada com cautela em mercados de preços livres, ela pode ocorrer em situações excepcionais, sobretudo quando empresas se aproveitam de crises ou circunstâncias extraordinárias para impor valores desproporcionais. Ainda assim, Daniela ressalta que a elevação das margens, por si só, não caracteriza ilegalidade. “O aumento das margens, ainda que expressivo, não configura ilegalidade por si só. O critério jurídico determinante não é o percentual da margem, mas sim a existência de justificativa econômica legítima e a ausência de condutas anticoncorrenciais”, afirma. A advogada explica que momentos de instabilidade internacional — como conflitos geopolíticos que afetam o preço do petróleo — podem levar empresas a ampliar suas margens para lidar com riscos, oscilações cambiais e incertezas no abastecimento. Por outro lado, a situação passa a levantar questionamentos quando não há fundamento econômico para os reajustes ou quando surgem indícios de atuação coordenada entre concorrentes. “A intervenção jurídica ocorre não sobre o lucro em si, mas sobre eventuais abusos, desvios de finalidade econômica ou práticas que comprometam a livre concorrência e a proteção do consumidor.” LEIA TAMBÉM: Se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? Entenda Entenda o impacto da alta do petróleo na economia brasileira Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional. O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27). Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano. Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.
Veja Mais

26/03 - Ferrari retoma entrega de carros ao Oriente Médio após interrupção causada pela guerra
Ferrari 296 GTB, um dos carros mais caros vendidos no país. Divulgação/ Ferrari Segundo a Reuters, a Ferrari retomou o envio de seus carros ao Oriente Médio e também reorganizou suas operações de venda na região. “Ferrari tem o prazer de confirmar que seus envios para o Oriente Médio estão sendo retomados e que as operações de varejo em toda a região estão totalmente operacionais”, disse a empresa em nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A marca havia suspendido as entregas dos supercarros no início da segunda quinzena deste mês. A decisão de interromper as remessas foi motivada pela guerra no Oriente Médio. A região do Oriente Médio é importante para o resultado de vendas da Ferrari. Segundo o balanço mais recente, de 2024, a marca italiana vendeu 479 carros naquele mercado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pode não parecer muito, mas vamos comparar com a China, que só fica atrás dos Estados Unidos no número de bilionários e tem população de 1,4 bilhão de pessoas. Os chineses compraram 814 carros da Ferrari no mesmo período. Esses dados não incluem Hong Kong nem Taiwan. A Ferrari tem 10 pontos de venda no Oriente Médio, segundo dados da empresa. Número bem maior do que a soma de toda a América do Sul, que só tem quatro lojas da marca. Abu Dhabi tem parque temático da Ferrari A paixão pela Ferrari no Oriente Médio é tão grande, que a marca italiana tem um parque temático licenciado em Abu Dhabi. Lá é possível experiementar uma das montanhas russas mais rápidas do mundo. Chamada de Formula Rossa, a atração acelera de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos e alcança 240 km/h. Nas curvas, os ocupantes sentem os efeitos de até 4,8 g.
Veja Mais

26/03 - 'Brasil tem uma arma secreta contra crises do petróleo', diz The Economist
Posto Shell Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images via BBC Com o petróleo em alta e uma crise energética global em curso devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Brasil conta com uma vantagem estratégica: os biocombustíveis. É o que avalia a revista britânica The Economist. A revista publicou um artigo nesta quinta-feira (26/3) em que afirma que "o Brasil tem uma arma secreta contra choques do petróleo" e que "os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio". A guerra, que teve início em 28 de fevereiro, gerou uma crise energética global, com alta do petróleo e do gás e risco de desabastecimento, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da energia mundial. No início desta semana, o preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100, chegando a picos de mais de US$ 110. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, o cenário de incerteza política tem pressionado ainda mais os preços. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar que haveria negociações em curso, enquanto Teerã nega qualquer diálogo. Neste contexto, a The Economist afirma que poucos países estavam preparados para um choque do petróleo, mas "o Brasil estava". Isso porque o país, ao longo de décadas, investiu em alternativas e construiu "a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo". A reportagem destaca ainda o papel estrutural desses combustíveis na economia brasileira. "Eles são misturados à gasolina e ao diesel, com percentuais obrigatórios definidos pelo governo de 30% e 15%, respectivamente, entre os mais altos do mundo", observa a revista. O artigo também chama atenção para a frota nacional: "três quartos dos veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer mistura, desde gasolina pura até etanol 100%". "Isso reduz a dependência do Brasil de combustíveis fósseis importados e protege o país contra mercados inflacionados. O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu 10% desde o início da guerra, e o do diesel, 20%, segundo dados divulgados em 20 de março pelo regulador de energia. É um aumento doloroso, mas muito abaixo dos saltos de 30% a 40% observados nos Estados Unidos." A The Economist lembra que essa estratégia começou nos anos 1970, após outra crise do petróleo, e desde então se consolidou como base da política energética do país. "Na época, o Brasil importava 80% do combustível que consumia; o embargo árabe estava sufocando a economia. Transformar o excedente de cana-de-açúcar em etanol foi uma solução óbvia", aponta o texto. A revista menciona ainda um plano do governo federal, em 2023, para promover o biodiesel, derivado de sementes, principalmente de soja. Hoje, diz a revista, o governo federal mantém essa linha, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que como "poucos abraçaram os biocombustíveis com tanta intensidade". "Lula vê os biocombustíveis como solução para dois problemas. Primeiro, reforçam a soberania de um país que, apesar de ser um dos maiores exportadores de petróleo bruto do mundo", afirma. "Segundo, permitem ao Brasil reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem alienar os agricultores, que produzem as matérias-primas dos biocombustíveis." Ainda assim, a revista faz uma ressalva: "os biocombustíveis não podem eliminar totalmente os custos provocados pela alta do petróleo". Mas a avaliação é que o Brasil entra nessa crise em posição mais favorável. Enquanto grandes economias enfrentam alta mais intensa de preços e risco de escassez, o país consegue amortecer parte do impacto — e até se beneficiar com o aumento da demanda global por alternativas ao petróleo. A análise aponta também que o modelo começa a chamar atenção internacional, com países como Índia e Japão estudando adaptar a experiência brasileira.
Veja Mais

26/03 - Ford do Brasil faz recall para Maverick e Bronco por defeito em válvula do motor
Ford Maverick Tremor Fabio Tito/g1 A Ford anunciou nesta quinta-feira (26) o recall de Ford Bronco Sport 2025 e Ford Maverick Black e Tremor 2025 por um problema na válvula de recirculação de gases do escape (EGR). Segundo a montadora, o componente pode não funcionar corretamente em razão de uma falha no processo de fabricação. De acordo com a Ford, o defeito pode provocar aceleração fraca, vibração do motor, dificuldade na partida, acendimento da luz de aviso de mau funcionamento do motor e perda de força motriz, especialmente em baixas velocidades, de até 20 km/h. Nessas condições, há aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os consumidores devem verificar se seus veículos estão envolvidos na campanha por meio do aplicativo Ford, pelo Centro de Atendimento Ford (CAF), ou em uma concessionária da marca. Ford Maverick Tremor fica mais afiada para incomodar a RAM e reconquistar clientes Caso confirmado o envolvimento, o reparo gratuito será agendado a partir do último trimestre de 2026, assim que a solução estiver disponível nas concessionárias. A montadora informou que fará um novo chamamento no início do atendimento e ressaltou a importância de que os proprietários atendam à convocação. Números de chassis Ford Bronco Sport: de SRE31747 até SRE52905 / modelo 2025 Ford Maverick Black: de SRA19048 até SRA74514 / modelo 2025 Ford Maverick Tremor: de SRA19047 até SRA85942 / modelo 2025
Veja Mais

25/03 - Após prejuízo bilionário da Honda, Sony é obrigada a cancelar produção de carros elétricos da parceria
Sony Afeela 1 (azul) e protótipo Sony Afeela (cinza) mostrados na CES 2026 divulgação / Sony Honda Mobility A Sony Honda Mobility (SHM) anunciou nesta quarta-feira (25) que vai interromper o desenvolvimento de seus primeiros carros. Entre eles estão o Afeela, que já estava em fase avançada de preparação para produção, e o Afeela 1, um modelo em estudo que serviria de base para um SUV. Os dois são totalmente elétricos e já haviam sido apresentados ao público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A decisão está diretamente ligada ao prejuízo bilionário anunciado pela Honda. A empresa revisou seus planos para carros elétricos e cancelou três modelos que seriam produzidos nos Estados Unidos. Os veículos da linha Afeela usariam tecnologia e fábricas da Honda. A mudança de rumo ocorreu após decisões tomadas pelas matrizes da Sony e da Honda. A SHM já realizava testes iniciais de produção em uma fábrica no estado de Ohio, nos Estados Unidos. Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility Afeela 1 já estava pronto Com preço anunciado de US$ 89.900 nos Estados Unidos, o Afeela 1 já tinha data de lançamento confirmada. A versão de entrada, chamada Origin, estava prevista para chegar em 2027. Antes dela, em 2026, a marca planejava lançar uma opção mais sofisticada, com preço de US$ 102.900. O sedã conta com tração integral e dois motores elétricos, um em cada eixo. Cada motor entrega 245 cv (180 kW). As baterias de íon de lítio têm 91 kWh de capacidade e, segundo a SHM, permitem rodar até 482 km com uma carga. Interior do Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility O interior do Afeela seguia uma proposta simples e focada em tecnologia. O volante, com formato semelhante ao de um manche, era combinado com telas grandes que ocupavam quase todo o painel. O carro também teria um conjunto avançado de sensores para recursos de direção autônoma. No teto, saliências concentravam radares e câmeras responsáveis por esse sistema. Entenda o prejuízio bilionário da Honda A Honda registrou seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos. A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda. A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo. Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário
Veja Mais

24/03 - Volkswagen Tiguan chega por R$ 299.990 e quer desbancar SUVs chineses
Volkswagen Tiguan 2026 durante apresentação em São Paulo Carlos Cereijo / g1 A Volkswagen apresentou nesta terça-feira (24) o novo Tiguan. O modelo chega às lojas em maio e teve atualizações de design, motor e equipamentos. O SUV tem porte semelhante a GWM Haval H6, BYD Song Plus, Jeep Commander e CAOA Chery Tiggo 8. O Tiguan está na sua terceira geração, tem 17 anos de história no Brasil e já vendeu mais de 65 mil unidades. O SUV, importado do México, será oferecido em versão única R-Line 350 TSI. A tração nas quatro rodas volta a ser item de série. A aposta da Volkswagen é que o modelo conquiste pelo desempenho e tecnologia, pois não há opção híbrida e o consumo de combustível é alto. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O design é novo, mas mantém o DNA Volkswagen. O destaque na dianteira é a generosa grade e os faróis com tecnologia iQ Light e a logo da VW iluminada. As rodas têm 19 polegadas e a linha de cintura dá a sensação de mais agilidade para o gigante da VW. As medidas da carroceria mudaram pouco, veja ficha técnica. O Tiguan leva cinco ocupantes. Na traseira, a linha horizontal em LED proporciona uma assinatura noturna parecida com a do VW Taos. O logo da empresa se ilumina também. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Evolução na plataforma O modelo também incorpora um diferencial eletrônico do tipo Haldex, responsável por distribuir a força entre as rodas. Esse recurso melhora a estabilidade, adapta o carro a diferentes estilos de condução e aumenta a segurança em situações de perda de aderência. A arquitetura de suspensão mantém a configuração tradicional, com eixo dianteiro do tipo McPherson e traseiro multi-braço. Toda essa estrutura é baseada na plataforma MQB Evo, uma evolução da já conhecida base utilizada pela Volkswagen em diversos modelos. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O novo Tiguan traz avanços relevantes em tecnologias de assistência e automação. O SUV agora é capaz de entrar e sair de vagas de estacionamento de forma totalmente autônoma. Entre os assistentes de condução, o modelo conta com alerta de ponto cego, câmera 360 graus, alerta de colisão com frenagem autônoma, controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo e sistema de leitura de placas, que exibe as informações diretamente para o motorista. São 6 airbags. Segundo a VW, o Tiguan recebeu o melhor resultado da marca em testes de frenagem autônoma para pedestres e veículos. Cabine com iluminação personalizada do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O sistema de tração integral 4Motion também foi atualizado, com novo gerenciamento de energia e um novo acoplamento traseiro. Na prática, trata-se de uma tração sob demanda: em condições normais, o carro opera com tração dianteira, acionando o eixo traseiro apenas em situações de perda de aderência ou uso fora de estrada. Faróis inteligentes Na iluminação, o destaque é o sistema IQ Light HD Matrix. São mais de 750 lumens de fluxo luminoso nos faróis, permitindo uma iluminação mais precisa e definida durante a condução noturna. O sistema possibilita o uso contínuo do farol alto sem ofuscar outros veículos, além de oferecer iluminação adaptativa avançada. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen No interior, o Tiguan estreia uma nova geração de arquitetura digital. A central multimídia tem tela de 15 polegadas — esta última prevista para o Brasil. O painel de instrumentos digital possui 10,25 polegadas, e há ainda um novo head-up display que projeta informações diretamente no para-brisa. Segundo a Volkswagen, toda a interface foi redesenhada, com telas posicionadas mais altas e integradas. Banco traseiro do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O modelo também conta com um assistente de voz IDA, capaz de compreender comandos em linguagem mais natural. Para personalização do ambiente interno, há o modo “Atmosfera”, que permite ajustar iluminação e som da cabine. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Em termos de conectividade, o Tiguan oferece carregamento sem fio com refrigeração para o celular, além de entradas USB-C com potência de 45 watts. A alavanca de câmbio foi reposicionada para a coluna de direção, liberando espaço no console central. Os bancos contam com ajuste elétrico, sistema de massagem com 10 câmaras, além de ventilação e aquecimento automáticos. A Volkswagen também afirma ter melhorado a qualidade dos materiais e adotado um design interno mais limpo e ergonômico. Motor já tem história no Brasil A boa notícia é que o motor é um velho conhecido do mercado brasileiro, o que elimina surpresas em relação à manutenção e ao funcionamento no dia a dia. Por outro lado, quem esperava a presença de versões híbridas, como já acontece na Europa, não terá essa opção por enquanto. Este é o VW Tiguan mais potente já lançado; motor 2.0 turbo entrega 272 cv Divulgação / Volkswagen O motor adotado é o 2.0 turbo da família EA888, uma nova geração chamada Evo 5. Trata-se de um quatro cilindros de dois litros com turbo. Esse propulsor entrega 272 cavalos, o torque é de 35,7 kgfm e o SUV faz 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. O consumo oficial do Inmetro é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. O Tiguan é abastecido exclusivamente com gasolina. A transmissão é automática de oito marchas da Aisin. É o mesmo câmbio de outro modelo da VW, o Atlas. O sistema de tração é integral sob demanda, o chamado AWD, que atua principalmente com tração dianteira e acopla o eixo traseiro quando necessário. As impressões de condução serão detalhadas numa próxima reportagem. Os dados completos de desempenho e consumo, segundo a Volkswagen, acompanham a ficha técnica apresentada na sequência. VW Tiguan R-Line 350 TSI 2026 Motor a combustão: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 272 cavalos Torque: 35,7 kgfm Tanque de combustível: 59 litros Câmbio: 8 marchas, automático Tração: Integral Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos ventilados (traseira) Consumo gasolina: 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,4 segundos Comprimento: 4,69 m Largura: 1,87 m Altura: 1,67 m Entre-eixos: 2,79 m Porta-malas: 423 litros (VDA) Peso: 1.820 kg
Veja Mais

24/03 - É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a R$ 15,89; trata-se de montagem
É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Circula nas redes socias uma foto que supostamente mostraria preços exorbitantes de combustíveis em um posto de gasolina de São Félix do Xingu, no Pará, após a guerra no Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como são os posts? Publicados desde 12 de março no X, Facebook e Instagram, eles exibem uma foto de uma placa de preços em um posto de gasolina, na qual se lê "Petro Posto Xingu VI". Ao lado esquerdo, ao fundo, há um homem de boné apoiado em uma caminhonete. Uma das versões leva uma tarja com este texto: "Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis no Brasil. Imagem de São Félix do Xingu". Já outros posts usam a mesma foto, mas sem a faixa de texto. Uma das legendas diz: "Tava ruim, parece que piorou 😂". Os valores exibidos são estes: Gasolina: R$ 12,85 Gasolina aditivada: R$ 13,10 Diesel S500: R$ 15,25 Diesel S10: R$ 15,89 Etanol: R$ 10,99 ⚠️ Por que o post é mentiroso? Os números exibidos nos posts estão incorretos. Ao Fato ou Fake, o gerente Edivaldo Saraiva desmentiu as alegações e apontou que uma foto real do posto foi editada para que os preços ficassem maiores: "Alguém passou, tirou uma foto da nossa placa de preço. A pessoa adulterou, fez essa montagem". Ele também comentou que o homem que aparece na imagem é um dos clientes do estabelecimento. Além disso, a unidade mencionada nos posts não fica em São Félix do Xingu, mas na cidade de Tucumã, também no Pará. A rede de postos também se pronunciou em 12 de março no Instagram para esclarecer as publicações: "Esclarecemos que se trata de uma montagem, que não correspondem aos preços reais praticados em nossas unidades. Infelizmente esse tipo de ato pode gerar desinformação e prejudicar a imagem de quem trabalha seriamente todos os dias", diz o responsável pelas mídias do posto. Segundo Edivaldo, apesar de os preços serem falsos, os combustíveis sofreram um aumento gradual desde o início da guerra. "As distribuidoras estão passando muito reajuste para a gente", explicou. Ao Fato ou Fake, ele enviou uma foto da placa com os valores de 20 de fevereiro, oito dias antes do início da guerra, e desta segunda-feira (23). Veja a comparação: Foto dos preços em 20 de fevereiro (à esquerda) e a placa com os valores em 23 de março (à direita). Reprodução A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento do preço dos combustíveis no Brasil. Entre 8 e 14 de março, o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. Veja o preço médio de diesel, gasolina e etanol nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP de sexta-feira (20): ▶️Diesel: o maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79. ▶️ Gasolina: teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49. ▶️ Etanol: teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.preço médio subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26 O Fato ou Fake submeteu a imagem sem tarja ao SynthID. Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. A ferramenta apontou que o conteúdo "não foi feito com a IA do Google". Depois, o Fato ou Fake repetiu o processo, mas dessa vez usando um recorte da versão com tarja, mantendo apenas a imagem do posto com a placa de preços. Nesse caso, a análise foi esta: "SynthID detectado em todo ou em parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Alta" (veja abaixo). Por fim, o Fato ou Fake pediu que o Google Gemini analisasse se existe alguma manipulação por inteligência artificial na imagem. O resultado apontou: "Se observar bem os números, eles parecem ter uma nitidez diferente do resto da placa, o que é um sinal comum de edição de imagem (Photoshop ou aplicações semelhantes) para alterar os valores originais". Resultado da análise do SynthID. Reprodução SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução Uma trégua entre Estados Unidos e Irã? É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
Veja Mais

24/03 - Volkswagen faz recall de quase 100 mil carros elétricos por risco de incêndio
Volkswagen iD Buzz faz parte do serviço de assinatura da marca no Brasil Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou o recall de quase 100 mil veículos elétricos, dos quais cerca de 28 mil estão na Alemanha, por problemas relacionados aos módulos de bateria. A informação é que os módulos de alta tensão fora das especificações podem causar redução da autonomia e, em casos mais graves, risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O recall afeta cerca de 75 mil veículos da linha ID. Ainda não está claro se o recall atinge os modelos disponíveis no Brasil, que ainda têm presença limitada por aqui. O g1 procurou a Volkswagen, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Como solução, a montadora informou que fará uma atualização de software, além de inspecionar as baterias. Se necessário, módulos individuais serão substituídos. Volkswagen ID.4 no Brasil divulgação / Volkswagen Linha ID no Brasil A Volkswagen lançou seu primeiro carro 100% elétrico no Brasil em 2023, mas somente no serviço de assinatura. O ID.4 usa uma arquitetura que nasceu para ser usada só por elétricos. Nessa mesma plataforma nasceram o ID.3 e a 'kombi elétrica' ID.Buzz. O ID.4 não é vendido no Brasil, mas faz parte de um programa de assinatura da marca. No site da Volkswagen não há detalhes do preço e condições. Em 2025, a VW ofereceu aos clientes a possibilidade de comprar o ID.4 ao fim do contrato. A empresa ainda não confirmou ao g1 quantas unidades foram vendidas nessa modalidade. Volkswagen ID.Buzz tem motor elétrico de 204 cavalos divulgação / Volkswagen Hoje é possível fazer uma assinatura da ID.Buzz de R$ 8.990, há um limite de 1.500 km que podem ser rodados por mês. Para percorrer 3.000 km, é preciso desembolsar R$ 10.490 por mês. Esses valores são para contratos de 48 meses. O motor elétrico da 'kombi' tem 204 cavalos de potência e 31,6 kgfm de torque. A tração é traseira e a aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos. A autonomia, segundo a VW é de 337 km. Baterias dos modelos Volkswagen ID ficam no assoalho Divulgação / Volkswagen As baterias que a VW usa na linha ID são compostas por perfis de alumínio, e cada perfil tem um módulo com 24 células. De acordo com o tamanho do carro, a engenharia acrescenta esses perfis e aumenta o tamanho da bateria. No Brasil, ID.Buzz e ID.4 usam bateria com 12 módulos e capacidade de 77 kWh (sendo 82 kWh brutos). Elas pesam até 500 kg e estão localizadas no assoalho dos veículos. * Com informações da agência de notícias Reuters Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

23/03 - Projeto de lei quer permitir CNH 'comum' para dirigir veículos elétricos de até 4.250 kg
Cadillac Escalade IQ e elétrico e pesa mais de 4.000 kg divulgação/Cadillac Foi aprovado em comissão da Câmara dos Deputados um projeto que permite motoristas com carteira de habilitação B dirigir carros elétricos e híbridos com até 4.250 kg. Hoje o limite de peso para esse tipo de CNH é de 3.500 kg para qualquer tipo de veículo. Modelos da Cadillac, Chevrolet e GMC se encaixariam nos critérios do projeto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O texto passou pela Comissão de Viação e Transportes e se aplica a veículos elétricos, híbridos e com tração predominantemente elétrica. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) poderá definir outros critérios por regulamento. Vale lembrar que hoje não é obrigatório fazer aulas teóricas para conseguir a CNH. O deputado Pedro Aihara (PRD-MG), autor do projeto de lei, diz que o objetivo é compensar o peso extra das baterias de modelos elétricos. O relator Hugo Leal (PSD-RJ) incluiu no texto a categoria de veículos híbridos com tração predominantemente elétrica, mas sem especificações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A própria justificação do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, argumentou Leal. Agora o projeto, que começou a tramitar em março de 2025, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado para virar lei. Outro projeto também aprovado em comissão propõe criar CNH separada para carros automáticos e manuais. Quais veículos se encaixam no projeto de lei Quem tem a categoria B na CNH pode dirigir veículos que pesam até 3.500 kg e levam até oito assentos, excluído o do motorista. Pelos critérios atuais do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estes carros elétricos e híbridos precisariam de motoristas com categoria C ou superior — para caminhões e ônibus. Chevrolet Silverado EV: 3.839 kg Chevrolet Silverado EV divulgação/Chevrolet A Chevrolet Silverado EV continua sendo uma picape de grandes dimensões e bastante pesada. Ela não chega aos mesmos níveis de potência e força do “primo” Hummer EV, mas seus dois motores elétricos entregam 760 cv e 108,5 kgfm de torque. Hummer EV: 4.103 kg GMC Hummer EV Divulgação / General Motors Picape totalmente elétrica, desenvolvida e fabricada nos Estados Unidos por uma subsidiária da GM. O Hummer EV impressiona pelos números em praticamente todos os aspectos. Possui três motores elétricos de 338 cv cada, totalizando 1.014 cv, e entrega 165,9 kgfm de torque — força equivalente à soma de quase três Ford F-150, a maior picape que a Ford comercializa no Brasil e que, juntas, alcançam cerca de 170 kgfm. Cadillac Escalade iQ: 4.241 kg Cadillac Escalade IQ divulgação/Cadillac O único veículo desta lista que não é uma picape é o Cadillac Escalade IQ. Trata-se de um SUV de luxo com números impressionantes, incluindo peso de até 4.241 kg, dependendo da versão. Grande parte dessa massa vem do conjunto de baterias, que garante autonomia de até 748 km por carga. A potência chega a 750 cv, o que permite ao utilitário acelerar de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos, 0,2 segundo mais rápido que o Porsche 718 Cayman.
Veja Mais

23/03 - ONG quer banir carros a combustão de BMW e Mercedes, mas justiça nega
Mercedes AMG GT 63 S é híbrido de 816 cv com motor a combustão 4.0 V8 Divulgação / Mercedes-Benz Nesta segunda-feira (23), a corte federal alemã em Karlsruhe negou o pedido de uma ONG que buscava proibir a venda de carros a combustão produzidos pela BMW e pela Mercedes-Benz a partir de 2030. O processo estava em andamento desde 2021 e já havia sido decidido a favor das montadoras em instâncias inferiores. A organização Deutsche Umwelthilfe (DUH) argumenta ainda que existiria um limite específico de emissões de poluentes para BMW e Mercedes e que as empresas estariam ultrapassando esse “orçamento de carbono”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A corte reafirmou o entendimento dos julgamentos anteriores: não há uma cota individual de emissões de carbono estabelecida para cada fábrica. Um porta-voz da BMW afirmou à agência Reuters que a decisão oferece segurança jurídica às empresas que atuam na Alemanha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda o caso Os ambientalistas da DUH entraram com o processo em 2021. Eles querem que as montadoras assumam um compromisso legal de parar a produção de carros a combustão a partir de 2030. Eles também pedem que as fábricas emitam apenas uma “fatia justa” de CO₂ em suas operações. Porém, não existe nenhuma lei que defina qual seria essa parcela para empresas como BMW ou Mercedes. O cálculo dessa “fatia” foi elaborado pela própria DUH com base em dados sobre aquecimento global. Essas informações vêm do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A pesquisa do IPCC, usada pelos ambientalistas, estima quanto carbono o planeta pode liberar sem que a temperatura global aumente mais do que 1,7 grau Celsius. De acordo com os cálculos, as metas atuais de emissões das empresas não seriam suficientes. A Daimler, dona da marca Mercedes, disse na ocasião que não via cabimento no argumento usado pelos ambientalistas. Já a BMW disse na época que suas metas de compromisso com o clima estavam à frente da indústria. *com informações da Reuters
Veja Mais

21/03 - Honda HR-V EXL ainda é boa compra? Veja comparação com novos rivais WR-V e Yaris Cross
Honda HR-V EXL é melhor que Toyota Yaris Cross O HR-V é o carro mais vendido da Honda no Brasil. A versão EXL se destaca como a opção mais equilibrada, com boa lista de equipamentos e preço competitivo dentro do segmento. Porém, duas novas ameaças surgiram recentemente para complicar a vida do SUV. A Toyota lançou o Yaris Cross XRX, com preço próximo e pacote de equipamentos atraente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E a própria Honda apresentou o WR-V, que deixou de ser apenas um Fit modificado e se tornou um SUV compacto com qualidades importantes. Ainda faz sentido comprar o Honda HR-V EXL? O g1 responde essa dúvida. Bom recheio Analisada isoladamente, a versão EXL é a opção mais racional da linha HR-V. Acima dela estão as versões Advance e Touring, por R$ 203.300 e R$ 214 mil, respectivamente. Mas o cenário muda quando comparamos com o Toyota Yaris Cross. Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito A lista de equipamentos não desaponta. O HR-V EXL, que custa R$ 174.300, oferece ar-condicionado de duas zonas com saída de ar para o banco traseiro, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, carregador por indução, central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, volante e bancos de couro, além de ajustes de altura e profundidade no volante, entre outros itens. Ao analisar o que o Yaris Cross oferece na versão XRX, que custa R$ 178.990, percebe-se um equilíbrio entre os dois. No entanto, o Toyota não traz sensor de chuva nem ar-condicionado de duas zonas, apenas climatização automática. Por outro lado, o Yaris Cross tem teto solar panorâmico e abertura elétrica do porta-malas com função de aproximação. Sua multimídia é de 10 polegadas, enquanto a do Honda é de 8". Interior do Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito No quesito segurança, o HR-V EXL traz como destaque alerta de colisão frontal com frenagem automática, câmera para monitorar o ponto cego do lado direito, controle de velocidade adaptativo, assistente de permanência em faixa, sistema para evitar saída de pista, ajuste automático do farol alto, seis airbags, câmera de ré e controle de descida. Já o Toyota inclui câmera 360 graus, alerta de ponto cego (com aviso luminoso nos dois retrovisores externos) e alerta de tráfego cruzado na traseira. Porém, o Yaris Cross não possui assistente de permanência em faixa, sensor de chuva nem controle de descida. Assim, as listas de itens ficam bem próximas. Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito Tamanho importa As dimensões do HR-V contribuem para o bom espaço interno. Se na primeira geração o SUV tinha um teto mais arredondado, nesta segunda fase o foco é oferecer mais conforto aos ocupantes do banco traseiro. Comparando com o Toyota, as medidas dos dois são bastante próximas: Medidas Em dois pontos o HR-V perde terreno. Com 1.303 kg, ele é quase 100 kg mais pesado que o Toyota. E o porta-malas também favorece o rival: o Honda tem 354 litros, enquanto o concorrente oferece 400 litros. Desempenhos tímidos Quem escolhe o HR-V com motor 1.5 aspirado normalmente não busca desempenho em primeiro lugar, pois só tem 126 cv. O foco está no conforto e na condução pacata. O câmbio CVT é bem calibrado e funciona de maneira discreta, como se espera desse tipo de transmissão. Fórmula parecida a do Yaris Cross, que tem 122 cv no motor 1.5 aspirado. Motor 1.5 aspirado flex do Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito Apenas nas acelerações mais fortes o motor do Honda mantém o giro alto e faz ruído, algo normal em carros com câmbio continuamente variável. A suspensão absorve bem as imperfeições do asfalto e a direção elétrica privilegia o conforto. O HR-V é eficiente em entregar uma condução tranquila, ideal para quem enfrenta trânsito e valoriza suavidade. O Toyota Yaris Cross tem volante leve, suspensão bem ajustada como em outros modelos da marca, mas demonstra pouca força nas retomadas. Os dados de consumo do Inmetro mostram que o Honda gasta mais combustível na estrada. Já no uso urbano, há um empate técnico entre Yaris Cross e HR-V EXL. Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito O inimigo mora ao lado Ao analisar o ranking de vendas, é possível notar uma queda acentuada nos números do HR-V, mesmo ele ainda sendo o modelo mais vendido da Honda. Em janeiro de 2026, a marca registrou 35% menos emplacamentos do que no mesmo mês de 2025. E o principal responsável está dentro da própria Honda: o WR-V. O irmão mais novo tem medidas próximas às do HR-V, já que usa a mesma plataforma. Motor 1.5 e câmbio CVT também são os mesmos do modelo maior. A lista de equipamentos do WR-V EXL é ampla e, para complicar ainda mais para o HR-V, ele custa R$ 20 mil a menos. Hora de barganhar Assim, o Honda HR-V EXL ainda pode valer a pena por custar menos que o Yaris Cross. Porém, itens como teto panorâmico, central multimídia maior, câmera 360 graus e o apelo de novidade podem atrair muitos consumidores. A dica é negociar na concessionária Honda em busca de um desconto, já que a marca deveria reposicionar a versão para enfrentar o Toyota com mais competitividade e continuar fazendo sentido ao lado do WR-V EXL. Interior do Honda HR-V EXL 2026 g1 | Fábio Tito Honda HR-V EXL 2026 Veja abaixo a ficha técnica: Motor: 1.5 flex aspirado Potência: 126 cv a 6.200 rpm (com etanol ou gasolina) Torque: 15,8 kgfm a 4.600 rpm (com etanol) Câmbio: Automático CVT com 7 marchas simuladas Comprimento: 4,35 m Largura: 1,79 m Altura: 1,59 m Entre-eixos: 2,61 m Porta-malas: 354 litros Peso: 1.303 kg Tanque: 50 litros Consumo etanol: 8,8 km/l (cidade) / 9,9 km/l (estrada) Consumo gasolina: 12,5 km/l (cidade) / 13,9 km/l (estrada)
Veja Mais

21/03 - Por que setor fez alerta para risco de falta de diesel no Brasil — e o que o governo está fazendo
Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil. A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor. Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo. Mas, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor. Por isso, as entidades pediram novas ações do governo para baixar os preços do diesel, que já subiram quase 20% desde o início da guerra. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta que o governo tem uma "série de medidas" que podem ser adotadas, a depender da evolução dos preços dos combustíveis com o desenrolar da guerra. (veja abaixo) Veja abaixo os principais pontos. 1️⃣ Desconto não chega totalmente ao consumidor O governo anunciou corte de impostos e ajuda financeira para baratear o diesel. Mas isso vale para o diesel “A” (vendido pelas refinarias). O consumidor compra o diesel “B”, que é uma mistura de 85% diesel A e 15% biodiesel. Resultado: O desconto não é repassado de forma completa para o preço na bomba. 2️⃣ Aumento da Petrobras reduz o efeito das medidas A Petrobras aumentou o diesel A em R$ 0,38 por litro na venda para as refinarias. Considerando a mistura, isso gera impacto de cerca de R$ 0,32 por litro no diesel vendido ao consumidor. Resultado: Parte do alívio dado pelo governo é anulada por esse aumento. 3️⃣ Preços continuam altos em outras vendas Nos leilões da Petrobras, o diesel está sendo vendido acima do preço de referência das próprias refinarias da empresa. Resultado: Isso pressiona os custos em toda a cadeia. 4️⃣ Outros custos também pesam no preço final O valor do diesel não depende só das medidas do governo. Também entram na conta o preço do biodiesel, impostos estaduais (ICMS), custo do transporte, despesas operacionais e origem do combustível (nacional ou importado). Resultado: o impacto das isenções de impostos federais é limitado. 5️⃣ Parte do mercado segue preços internacionais Uma parcela importante do diesel vem de refinarias privadas e importadores. Essas empresas seguem os preços do mercado internacional. Resultado: mesmo com ações do governo, os preços continuam pressionados quando o petróleo sobe no exterior. 6️⃣ Risco de falta de diesel O setor vê um risco crescente de desabastecimento, principalmente se a Petrobras não alinhar seus preços ao mercado internacional e houver redução ainda maior na oferta de combustível. Resultado: com menos produto disponível e preços desalinhados, o preço pode ficar ainda mais pressionado. Corrida contra o tempo Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação. Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115. A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro. Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis. A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto. O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20. Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassados ao consumidor final”. Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado. Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta. "Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida", disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda. A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.
Veja Mais

20/03 - Preço médio do diesel sobe quase 20% nos postos desde o início da guerra e chega a R$ 7,26, diz ANP
Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 19,41% em duas semanas, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (20). Na última semana, o preço médio no Brasil subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26. Antes da guerra, o valor médio era de R$ 6,08. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na tentativa de amenizar a alta, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. Mas, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras decidiu elevar em 11,6% o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Segundo o levantamento da ANP: ▶️ O preço médio do diesel nos postos do Brasil ficou em R$ 7,26 por litro. O maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79. ▶️ A gasolina teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49. ▶️ O etanol teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 112, aumentando em 86,67% o custo da matéria-prima usada na produção de combustíveis. Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP Redução de impostos não impediu alta do diesel O governo brasileiro anunciou um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país. Entre as ações apresentadas estão: Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro; O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel; Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final. Quais são os direitos do consumidor Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas. “O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento. Como identificar se o posto está com preços abusivos Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”. O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti. *Essa reportagem está em atualização.
Veja Mais

20/03 - Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo
Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil. A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor. Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo. "Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação ao longo de toda cadeia", diz o texto. Isso porque, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor. Mas, segundo as entidades, o resultado é que o diesel vendido nos postos não está ficando mais barato. Primeiro porque as medidas afetam o preço do diesel “A”, vendido pela Petrobras às distribuidoras. O consumidor compra o “diesel B”, composto por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel. Por isso, os incentivos não são repassados automaticamente nem de forma integral ao produto vendido nos postos, dizem as associações. Segundo as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores. Outro exemplo citado pelas entidades são os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Esse valor, dizem, está acima do preço de referência das refinarias da própria companhia. A nota também destaca que parte relevante do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. Essas empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências internacionais. A percepção do setor é que a situação pode piorar se a Petrobras não alinhar seus preços aos do mercado internacional e continuar evitando vender volumes adicionais de combustível. Com menos produto disponível e preços desalinhados em relação aos importados, aumenta o risco de pressão ainda maior sobre os preços. “Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, diz o texto. De acordo com a nota, o tamanho do efeito das medidas determinadas pelo governo depende de fatores como a proporção da mistura obrigatória, o custo do biodiesel, o ICMS, o frete, os custos operacionais e a origem do produto. Corrida contra o tempo Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação. Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74. Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115. A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro. Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis. A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto. O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20. Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassados ao consumidor final”. Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado. Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta. "Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida", disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda. A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Por isso, o governo também reforçou a fiscalização da tabela do frete no Brasil, para garantir que os caminhoneiros não rodem “no prejuízo” e buscando impedir uma nova paralisação da categoria, que agravaria ainda mais a situação. O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026. “O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão.
Veja Mais

20/03 - GAC GS3 aposta em preço agressivo para bater ‘campeões de venda’ como T-Cross e Creta; veja o teste
Como anda o GAC GS3 O GAC GS3 marca não apenas a segunda leva de lançamentos da fabricante chinesa no Brasil, mas também uma nova fase: a chegada de um SUV a combustão em meio a tantos modelos asiáticos eletrificados. Seus objetivos são claros, de embolar uma das maiores disputas do mercado nacional. Com porte de SUV compacto, ele disputa mercado com Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross e Honda HR-V, mas com preço inicial de R$ 139.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse preço o coloca abaixo das versões de entrada dos rivais diretos e pouco acima dos modelos de categoria inferior, os subcompactos. Veja abaixo alguns exemplos. Fiat Pulse Impetus Turbo: R$ 151.490; Renault Kardian Iconic, versão topo de linha: R$ 149.990; Volkswagen Tera Highline, versão topo de linha: R$ 144.390; Honda HR-V EX, versão de entrada: R$ 166.400; Hyundai Creta Comfort Safety, versão de entrada: R$ 156.590; Volkswagen T-Cross Sense, versão de entrada: R$ 161.490. GAC GS3 divulgação/GAC Além do preço, o GAC GS3 aposta em um motor 1.5 turbo, de 170 cv, enquanto os principais concorrentes usam blocos 1.0 turbo. A marca também tenta atrair clientes com visual esportivo e bom acabamento interno, com destaque para a enorme central multimídia de 14,5 polegadas. O g1 passou uma tarde com o GS3 para entender como um comprador acostumado a SUVs de marcas como Volkswagen e Hyundai pode se sentir ao volante de um modelo chinês. Veja abaixo as primeiras impressões. Visual chamativo. É difícil passar pelo GS3 sem dedicar alguns segundos ao visual. Ele faz questão de parecer esportivo, e essa proposta aparece de forma clara em quase todas as linhas, predominantemente retas. No desenho da carroceria, as curvas ficam restritas à lateral das portas, ao capô, pequeno difusor abaixo do vidro do porta-malas e ao teto. Todo o restante aposta em ângulos retos, incluindo a lanterna traseira, a luz de rodagem diurna e os espelhos laterais. GAC GS3 A proposta esportiva também aparece na parte inferior do para-choque traseiro, que traz difusores de ar posicionados entre ponteiras cromadas, solução visual comum em modelos de perfil mais esportivo como BMW M2, Golf GTI, Audi RS3 e um tanto de Porsches. E há outro traço herdado de muitos esportivos: o porta-malas pequeno, com apenas 341 litros. É um volume baixo até mesmo para um SUV compacto de entrada. Volkswagen Tera: 350 litros; Renault Kardian: 410 litros; Fiat Pulse: 370 litros. GAC GS3 divulgação/GAC Por outro lado, o espaço que falta para bagagens se reflete em mais conforto para as pernas de quem vai no banco traseiro. Um adulto de 1,90 metro não encosta os joelhos no banco da frente. Somado a isso, o túnel central quase plano ajuda a melhorar o conforto dos passageiros. Por dentro, o visual não é tão minimalista quanto outros chineses. Os botões físicos e ajustes manuais chamam a atenção porque estão cada vez mais raros. Por outro lado, a central multimídia e o painel digital — esse de sete polegadas — deixam clara a proposta moderna do carro, típica de chineses. Também foge do padrão em um SUV de quase R$ 140 mil o acabamento de bons materiais em quase todas as áreas ao alcance das mãos. Até a lateral do câmbio, área onde a perna costuma encostar, é revestida com material macio. Há diferentes texturas de acabamento, inclusive no plástico que envolve a área do câmbio. GAC GS3 divulgação/GAC Há um capricho também na ergonomia. Todos os controles e comandos do ar-condicionado estão onde devem estar: ao alcance dos dedos. Os botões têm textura, o que ajuda o motorista a identificá-los pelo tato, sem precisar desviar os olhos da estrada. Eles também são levemente inclinados, solução semelhante à usada pela Peugeot. Outro ponto que remete à marca francesa é o ângulo da central multimídia, voltada para o motorista. Ainda assim, o passageiro consegue ver o conteúdo sem dificuldade, já que a tela mantém cores e brilho mesmo quando observada de lado. Para o motorista, a visualização é completa sem a necessidade de virar muito o rosto. A sensação lembra a de uma tela levemente curvada de cinema, que permite enxergar todo o conteúdo com menos movimento da cabeça. GAC GS3 divulgação/GAC WhatsApp.mídia responde rapidamente, como se espera desse tipo de carro, mas falta um controle de volume dedicado para o passageiro. Quem vai ao lado precisa deslizar o dedo na tela para ajustar o som. Esse comando ocupa parte da tela e chega a cobrir o mapa, algo que também acontece quando a seta é acionada. Nesse momento, câmeras laterais exibem imagens dos pontos cegos, recurso semelhante ao usado pela Honda, mas disponível nos dois lados do GS3. Não é difícil perder uma saída na estrada, justamente porque o mapa não aparece na central, ocupada pela imagem da câmera da direita. A qualidade da imagem é excelente, mas acaba atrapalhando a navegação. Há, sim, um ajuste para evitar essa situação, e o formato mais largo dos retrovisores laterais ajuda a compensar a ausência de um sensor de ponto cego. Assim que outro carro surge no limite do espelho, ele já fica visível quando o motorista olha para o lado. GAC GS3 Falta brilho nas retomadas Apesar de o motor 1.5 turbo, mais forte que todos os concorrentes diretos, foi nas retomadas que o g1 sentiu pouca empolgação ao volante do GS3. Em arrancadas, como nas saídas de semáforo, o desempenho é muito bom, ajudado pelo torque disponível a partir de 1.500 giros. O GS3 se mostra ágil nesse cenário, mas em retomadas, como ao acelerar novamente a partir de 60 km/h, a sensação de esportividade diminui. Nessas situações, há um atraso proposital de quase dois segundos na resposta do GS3. O termo não é por acaso: o diretor de engenharia da GAC, Leonardo Lukacs, explicou que esse ajuste na resposta ao acelerar foi adotado para atender às regras de emissão de gases no Brasil. GAC GS3 divulgação/GAC Ele também explicou outros dois pontos que reduzem a esportividade sugerida pelo design do GS3: não há trocas manuais no câmbio de dupla embreagem, banhado a óleo, com sete marchas, nem saída de escapamento integrada às ponteiras cromadas — as saídas do escapamento ficam escondidas atrás das ponteiras, direcionadas para baixo. Segundo Leonardo Lukacs, a ausência de trocas manuais, seja pelo câmbio ou por aletas atrás do volante, foi uma decisão de projeto. “Se houver demanda, o hardware permite que [as trocas manuais] sejam desenvolvidas. A mudança é simples.” No caso da saída do escapamento voltada para baixo, e não integrada à ponteira cromada, o executivo também citou exigências da regulamentação. “Todo carro tem que passar por pass-by noise. E, quando a saída é para baixo, é mais fácil passar do que para cima. Se você tiver ela para cima, além do risco de não passar, a temperatura do equipamento pode danificar qualquer parte plástica”, disse. Conhecida como “ruído de passagem”, essa medição usa microfones para verificar se o veículo ultrapassa o limite máximo de som permitido. O teste é obrigatório para a homologação de todos os carros vendidos oficialmente no Brasil e é conduzido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em conjunto com o Ibama. A ausência de trocas manuais de marcha, o escapamento com ponteiras apenas decorativas e, sobretudo, o atraso nas retomadas de velocidade pesam contra a esportividade, que é um dos principais atrativos do GS3. Mesmo com essas ressalvas, o GS3 se mostra mais ágil e potente do que o Volkswagen Nivus GTS, por exemplo. O SUV de proposta esportiva da Volkswagen custa mais caro que a versão topo de linha do GS3: Volkswagen Nivus GTS: R$ 189.690; GAC GS3 Elite: R$ 159.990. O Nivus leva vantagem no porta-malas, ponto em que o GS3 perde para muitos dos SUVs concorrentes. Ele também é superior no acerto de suspensão, embora a diferença seja menor do que a vista em outros modelos chineses. No teste, considerando uma escala em que de um lado está a maciez excessiva típica de alguns carros chineses e, do outro, a rigidez maior dos modelos da Volkswagen, o GS3 se posiciona mais próximo do padrão da Volks. Embora o GS3 tenha mostrado firmeza e bom controle da carroceria em velocidades mais altas na rodovia Anhanguera, que liga São Paulo (SP) a Campinas (SP), o volante se revelou leve demais. Tanto em baixas quanto em altas velocidades, a sensação transmitida pelo volante lembra algo artificial, pouco consistente. Essa leveza vem de uma assistência elevada, que ajuda bastante em manobras e estacionamentos, especialmente para quem não usa o sistema automático para baliza que o carro tem. Em contrapartida, pode causar insegurança até mesmo em vias com limite de 40 km/h. Um ajuste para tornar a direção elétrica mais firme conforme a velocidade aumenta seria suficiente para corrigir esse comportamento. Vale a pena? O maior ativo do GAC GS3 é o preço. Ele custa menos do que os concorrentes, oferecendo mais potência, acabamento macio em várias áreas, câmera de visão 360 graus, visual esportivo, bom desempenho e um pacote tecnológico robusto. A principal desvantagem segue sendo o porta-malas. Quem tem família grande, costuma viajar com frequência ou precisa de espaço para carrinho de bebê pode desgostar do lançamento. Em praticamente todos os outros cenários, o GS3 se destaca por entregar mais e cobrar menos.
Veja Mais

20/03 - Preço médio do diesel dispara 25% e já chega a R$ 7,22 no Brasil, mostra levantamento
Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22 nesta quarta-feira (19). No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74. As informações da empresa vêm de mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos. Cerca de 94% desses postos estão em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% dessas transações foram feitas por caminhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Evolução diária do preço do diesel no Brasil segundo dados da TruckPag Arte / g1 Na última semana a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do diesel, comparado à semana anterior. Os dados oficiais de preços da ANP são publicados semanalmente. Os preços são coletados nos três primeiros dias úteis da semana, analisados e divulgados, geralmente, na sexta-feira. Isso causa algum atraso para mostrar variações bruscas. "Num choque como esse, onde os preços subiram quase 1% ao dia, essa janela de atraso da ANP é significativa", explica Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. “Na prática, nossos dados mostram que o preço transacionado no posto já subiu quase R$ 1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro”, diz Seefeld. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estados com maiores aumentos O levantamento da TruckPag mostra que alguns estados tiveram subidas expressivas desde 28 de fevereiro. Na região Norte, Tocantins viu o litro do diesel aumentar 37,1%. Já no Nordeste, o Piauí registrou alta de 28%. O diesel em Goiás registrou a maior subida no Centro-Oeste, com 29,2%. São Paulo teve aumento de 27% e ficou no topo no Sudeste. Na região Sul, Santa Catarina teve o maior aumento: 29,9%. Aumento do preço do diesel em R$ e em percentual, dados da TruckPag Arte / g1 Guerra pressiona preços Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado. “Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado direto no mercado internacional. Quando o barril sobe 80% em 20 dias, esse diesel chega mais caro no porto e a distribuidora não tem como absorver. O repasse vai para o posto, e do posto vai para o transportador”, explica Seefeld. Variação de preço do diesel por estado segundo dados da ANP Arte / g1 O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz. Nas últimas semanas, o governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel. Porém o efeito ainda não é sentido nas bombas dos postos. Saiba mais na reportagem abaixo. Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro
Veja Mais

19/03 - É #FAKE que BYD contratou 10 mil chineses para formar 'cidade' na Bahia
BYD não contratou 10 mil chineses para fábrica em Camaçari, na Bahia g1 Vídeos e publicações que ganharam força nos últimos dias nas redes sociais afirmam que a instalação do complexo industrial da BYD no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, envolveria a chegada em massa de trabalhadores chineses ao Brasil. Segundo essas narrativas, cerca de 10 mil estrangeiros estariam sendo trazidos para ocupar empregos e formar uma espécie de "cidade chinesa" no local. É #FAKE. selo fake g1 No entanto, a informação é falsa e resulta na distorção de dados reais sobre a geração de empregos no projeto. Documentos oficiais e posicionamentos enviados ao "Globo" pela empresa e pelo governo do estado da Bahia indicam que não há previsão de envio massivo de trabalhadores estrangeiros e que a prioridade é a contratação de mão de obra brasileira, especialmente local. 🛑 Como é o post? O conteúdo circula principalmente em vídeos nas redes sociais, que mostram estruturas de grande porte sendo construídas e são descritas como o início de uma "cidade chinesa" em solo baiano. As publicações sugerem que milhares de estrangeiros estariam sendo levados para ocupar vagas que deveriam ser destinadas a trabalhadores locais, além de levantarem suspeitas sobre acordos entre autoridades brasileiras e a empresa. Parte desse conteúdo foi amplificada por agentes políticos. Em um dos vídeos, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) afirma: "Olha aí o que o [presidente] Lula, o [governador] Jerônimo [Teixeira] estão fazendo aí com a Bahia. Entregando a Bahia pra China e um monte de chinês invadindo aí o nosso estado [...]. A Bahia vai ser invadida pela China de vez". Outro vídeo com teor semelhante foi publicado pela comentarista Karina Michelin, do programa "Sem Rodeios", da "Gazeta do Povo", reforçando a narrativa de que haveria uma estrutura para abrigar milhares de estrangeiros e até impactos políticos futuros. Em resposta ao "Globo", Karina Michelin afirmou que suas publicações se baseiam em "relatos de moradores, imagens amplamente divulgadas e reportagens internacionais". Enquanto isso, o deputado estadual Leandro de Jesus reiterou ao "Globo" que mantém as declarações feitas nas redes sociais e defendeu a necessidade de investigação sobre o tema. Segundo ele, a presença de trabalhadores chineses em Camaçari "é fora da normalidade" e "chama atenção pela cidade", embora reconheça não ter números sobre esse contingente. O parlamentar também relacionou suas afirmações a denúncias de condições de trabalho no canteiro de obras, dizendo que casos de trabalho análogo à escravidão "atestam essa presença numerosa de chineses em postos de trabalho que muito bem poderiam ser ocupados por baianos". Ele acrescentou que imagens feitas por moradores indicariam uma presença "em massa" desses trabalhadores e levantou questionamentos sobre a regularidade da entrada desses profissionais no país e o cumprimento da legislação brasileira. "Reitero, inúmeras irregularidades podem estar ocorrendo e a apuração é necessária. Não precisamos de inúmeros chineses ocupando postos de trabalho aonde muito bem poderíamos ter brasileiros", afirmou ao "Globo". O deputado, no entanto, não apresentou dados oficiais ou fontes verificáveis que comprovem as alegações. ⚠️ Por que é falso? A afirmação de que 10 mil chineses serão levados para Camaçari não é verdadeira. O número citado nas publicações se refere, na realidade, à estimativa de empregos que o projeto deve gerar — majoritariamente ocupados por brasileiros. Em resposta ao "Globo", a BYD foi categórica: "Não. Essa informação é falsa. A BYD não vai trazer trabalhadores chineses em grande escala para Camaçari". A empresa detalhou que: atualmente, o complexo conta com cerca de 3.200 trabalhadores brasileiros diretamente ligados à operação; as obras são realizadas por empresas contratadas, que empregam cerca de 3.700 trabalhadores, também brasileiros; ao todo, já são aproximadamente 6.900 trabalhadores brasileiros no projeto; há previsão de abertura de mais 3.000 vagas, com prioridade para mão de obra local; e o total deve chegar a 10 mil trabalhadores brasileiros até 2026. Ou seja, o número que circula nas redes foi retirado de contexto: trata-se da projeção de empregos gerados, não de trabalhadores estrangeiros. Por dentro da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia ▶️ O que é fato? O que existe, de fato, é a implantação de um grande complexo industrial no local onde funcionava a antiga fábrica da Ford em Camaçari. A operação da montadora começou de forma gradual: a primeira das 26 instalações do complexo entrou em funcionamento em outubro de 2025, quando a empresa informou ter mais de 1,5 mil colaboradores. Em dezembro, ao ultrapassar a marca de 2 mil trabalhadores, o presidente da companhia no Brasil, Tyler Li, afirmou que cada nova contratação representa "a oportunidade de gerar impacto positivo na vida das pessoas e no desenvolvimento de Camaçari e da Bahia". A empresa também indica que novas vagas seguem sendo abertas atualmente, com candidaturas feitas por meio de canais como o SineBahia, o CIAT e plataformas digitais de recrutamento. Como a BYD é uma empresa chinesa, é esperado que técnicos e especialistas da matriz participem da implantação das operações e da transferência de tecnologia, prática comum em projetos industriais desse porte. Ainda assim, a empresa afirma que a maior parte dos trabalhadores no local é brasileira. As estruturas exibidas nos vídeos, por sua vez, são alojamentos ligados às obras. Segundo a empresa, o "complexo em construção foi planejado como alojamento para brasileiros, como forma de buscarmos formar e reter os melhores profissionais". 📝 O que diz o governo da Bahia O governo do estado da Bahia também reforçou que o projeto prevê prioridade para trabalhadores brasileiros, com regras contratuais estabelecidas: "De acordo com o contrato firmado entre o Estado da Bahia e a BYD, a empresa deve priorizar a contratação de mão de obra local necessária à implantação e operação da sua unidade industrial localizada em Camaçari, observando o percentual mínimo obrigatório de 70% (setenta por cento) de trabalhadores brasileiros. Com isso, instrumento contratual estabelece a previsão de geração de 10 mil empregos diretos até o ano de 2028. No ano de 2025, os resultados apresentados pela empresa demonstram um desempenho superior ao pactuado. A BYD registrou a geração de 4.409 empregos diretos e terceirizados em sua planta industrial, ultrapassando significativamente a meta contratual prevista para o período, que era de 3.500 postos de trabalho. Destaca-se, ainda, que 93% desse contingente é composto por mão de obra nacional". 📌 Denúncias trabalhistas e contexto Parte dos vídeos também associa o projeto a denúncias de trabalho análogo à escravidão. Esse ponto tem base em fatos reais, mas também aparece descontextualizado nas publicações. Uma reportagem do jornal "The Washington Post", publicada em 14 de março, abordou condições degradantes envolvendo operários chineses ligados às obras. O caso, no entanto, não é recente. Em dezembro de 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que uma força-tarefa resgatou 163 trabalhadores em situação de vulnerabilidade no canteiro de obras e identificou 471 chineses trazidos de forma irregular ao país. Em junho do ano seguinte, o Ministério Público do Trabalho autuou a empresa por condições análogas à escravidão. Após investigações e diligências, a BYD e empreiteiras firmaram um acordo judicial de R$ 40 milhões, com indenizações individuais e coletivas. Apesar dessas irregularidades, os episódios não têm relação com a narrativa atual de “invasão”. As investigações tratam de condições de trabalho em obras específicas, e não de uma política de migração em massa. A própria dinâmica do canteiro mostra a presença significativa de brasileiros. Em dezembro de 2025, por exemplo, trabalhadores locais realizaram paralisações por melhores condições de trabalho, episódio registrado por veículos da imprensa brasileira, o que evidencia que a força de trabalho do projeto é majoritariamente nacional. 🔎 Conclusão É falso que 10 mil chineses serão levados para Camaçari em uma "invasão". O número citado nas redes sociais corresponde à estimativa de empregos gerados pelo projeto, majoritariamente destinados a trabalhadores brasileiros. Embora haja presença pontual de profissionais estrangeiros, como técnicos e engenheiros, isso não configura migração em massa nem substituição da mão de obra local. A narrativa viral distorce informações reais e cria um cenário sem base nos dados oficiais. BYD não contratou 10 mil chineses para fábrica em Camaçari, na Bahia g1 Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
Veja Mais

19/03 - Ferrari suspende entregas no Oriente Médio devido à guerra
Ferrari 296 GTB Divulgação/ Ferrari Segundo a Reuters, a montadora italiana de carros esportivos Ferrari suspendeu nesta quinta-feira (19) temporariamente as entregas no Oriente Médio, enquanto a guerra avança na região. “Estamos monitorando de perto os desdobramentos no Oriente Médio e as possíveis implicações para o nosso negócio”, afirmou a empresa em comunicado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Neste momento, suspendemos temporariamente as entregas na região, enquanto gerenciamos algumas entregas por via aérea”, acrescentou a companhia. A região do Oriente Médio é importante para o resultado de vendas da Ferrari. Segundo o balanço mais recente, de 2024, a marca italiana vendeu 479 carros naquele mercado. Pode não parecer muito, mas vamos comparar com a China, que só fica atrás do Estados Unidos no número de bilionários e tem população de 1,4 bilhão de pessoas. Os chineses compraram da 814 carros da Ferrari no mesmo período. Esses dados não incluem Hong Kong nem Taiwan. A Ferrari tem 10 pontos de venda no Oriente Médio, segundo dados da empresa. Número bem maior do que a soma de toda a América do Sul, que só tem quatro lojas da marca. Abu Dhabi tem parque temático da Ferrari Felipe Massa e Fernando Alonso na atração Formula Rossa do Ferrari World de Abu Dhabi em 2013 Divulgação / Ferrari A paixão pela Ferrari no Oriente Médio é tão grande, que a marca italiana tem um parque temático licenciado em Abu Dhabi. Lá é possível experiementar uma das montanhas russas mais rápidas do mundo. Chamada de Formula Rossa, a atração acelera de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos e alcança 240 km/h. Nas curvas, os ocupantes sentem os efeitos de até 4,8 g. Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

19/03 - Carros na Argentina ficam mais baratos mesmo sem a redução de imposto criada por Milei
Fiat Titano Endurance ganhou desconto de R$ 37 mil na Argentina Divulgação / Stellantis Mesmo sem participar da mais recente isenção de impostos, carros das marcas Volkswagen, Fiat, DS, Peugeot e Hyundai ficaram mais baratos na Argentina. Os descontos oferecidos neste mês de março chegam a até 10 milhões de pesos argentinos (R$ 37 mil, em conversão direta). Esse movimento ocorre por uma reorganização de preços após o fim do chamado “imposto do luxo”, um tributo interno que deixará de existir na Argentina a partir de abril de 2026. A decisão faz parte das medidas do presidente Javier Milei e resultou em reduções significativas em veículos mais caros. O Porsche 911 Turbo S, por exemplo, ficou mais de R$ 600 mil abaixo do valor anterior. Já o Ford Mustang Dark Horse teve queda próxima de R$ 200 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preços mais competitivos Na Volkswagen, o Vento GLI (Jetta GLI no Brasil) ficou 7% mais barato e agora custa 77,7 milhões de pesos argentinos (R$ 289 mil). As duas versões do Tiguan, Life e R-Line, tiveram redução de 8,7%. Toda a linha Amarok recebeu cortes de preço que, em média, chegaram a 6%. A Hyundai reduziu em US$ 2 mil (R$ 10.400) o preço do Tucson 1.6 Turbo, que agora parte de US$ 46 mil (R$ 239 mil). Os primeiros compradores ainda recebem ingressos para jogos da Argentina na Copa do Mundo. Volkswagen Vento GLI tem desconto de 7% na Argentina Divulgação / Volkswagen A Fiat também adotou condições especiais de financiamento e baixou os valores. A picape Titano, na versão Endurance manual 4x2, custa agora 39,9 milhões de pesos (R$ 148 mil), o que representa um desconto de R$ 37 mil. Modelos da Peugeot e da DS, ambas pertencentes à Stellantis, também ficaram mais baratos na Argentina. A Jeep, porém, ainda não revisou seus preços. Clientes podem ficar insatisfeitos Esse cenário de redução de preços e maior disponibilidade de estoque depende da estratégia de cada montadora e do contexto externo, explica Cássio Pagliarin, da Bright Consulting. Ele lembra que algo semelhante ocorreu na China, quando houve realocação de oferta após o fim dos incentivos para carros elétricos. As fabricantes passaram a direcionar seus modelos para outros mercados, como o Brasil. Mesmo com menor margem de lucro, empresas chinesas conseguem escoar a produção ao enviar veículos para o Brasil. Na Argentina, a margem também pode diminuir, mas as marcas buscam evitar acúmulo de estoque. O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional, no prédio do Congresso Nacional REUTERS/Agustin Marcarian Por outro lado, há efeitos negativos. O primeiro surge entre consumidores que compraram carros recentemente pagando valores mais altos e agora veem o preço do veículo cair rapidamente. “O consumidor sai perdendo com isso. O ideal é que a própria marca entre em contato com o cliente e busque alguma forma de reduzir a insatisfação”, afirma Pagliarin. Outro impacto ocorre no mercado de usados. Quem depende do carro atual para comprar um novo provavelmente terá de recalcular tudo. Já quem planejava vender um usado acordou com o veículo valendo menos. A estimativa é que, quando um carro zero quilômetro recebe desconto, cerca de 60% dessa queda é repassada imediatamente para os usados. Assim, se um modelo novo fica 5% mais barato, o seminovo perde cerca de 3% do valor, explica o consultor.
Veja Mais

19/03 - Jetour chega ao Brasil com SUVs híbridos a partir de R$ 199 mil
Jetour começa oficialmente operação no Brasil nesta quarta-feira (18) Carlos Cereijo / g1 A Jetour iniciou nesta quarta-feira (18) oficialmente as operações no Brasil. A marca chinesa chega já com três modelos: S06, T1 e T2. E já promete lançar mais três novidades até o fim de 2026. A marca manteve os preços promocionais de pré-venda, mas só até o fim de abril. A aposta da marca, que nasceu em 2018 como subsidiária da Chery, é ofererecer modelos bem equipados e com design que remete a aventura. Apesar disso, nenhum dos modelos apresentados tem tração nas quatro rodas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em fevereiro a Jetour já contava com 14 pontos de venda e, segundo a marca, a expectiva é chegar a 100 pontos, entre concessionárias e lojas, até o fim de 2026. Já existe um centro de distribuição de peças de reposição em Cajamar (SP). Todos os modelos contam com sistema ADAS, que integra sensores e auxiliares para mitigar acidentes. Veja a seguir mais detalhes dos modelos da Jetour que já podem ser comprados. Jetour S06 Divulgação / Jetour Jetour S06 a partir de R$ 199.900 O Jetour S06 chega como o modelo mais acessível da marca. Ele tem dimensões de SUV médio, concorre com BYD Song Plus e GWM Haval H6. Desenvolvido para ser o carro de maior volume da Jetour no Brasil, o S06 tem tecnologia de híbrido plug-in. O S06 usa um motor 1.5 turbo a gasolina com 135 cv e 20,4 kgfm e motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm. Em conjunto, o torque chega a 52 kgfm, permitindo acelerar de 0 a 100 km/h em 7,9 s. A bateria de 19,43 kWh garante 70 km de alcance elétrico, segundo o Inmetro. A autonomia total pode atingir 1.200 km, dependendo das condições de uso. Jetour S06 Divulgação / Jetour No ciclo de teste PBEV, do Inmetro, o S06 recebeu nota A. registrando 36,2 km/l em modo elétrico na cidade e 28,9 km/l no ciclo rodoviário. Em modo híbrido a média de consumo é de 13,4 km/l. A versão Advance, que custa R$ 199.900, chega com chave presencial com partida remota, ar‑condicionado digital de duas zonas e central multimídia de 12,8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O modelo ainda oferece câmera 360°, sensores de estacionamento traseiros, rodas de 18 polegadas, iluminação full LED e banco do motorista com ajustes elétricos. Para completar, traz carregador por indução, além de cinco conexões USB e mais itens. A versão Premium, que custa R$ 229.900, adiciona rodas diamantadas de 20 polegadas, a tela multimídia aumenta para 15,6" e o sistema de som Sony com nove alto‑falantes. Nesta configuração os bancos dianteiros passam a oferecer aquecimento e resfriamento, além de ajustes elétricos mais completos com memória para o motorista. O conjunto de itens ainda tem teto solar panorâmico. Ficha técnica do Jetour S06 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motor elétrico: 1 Potência: 204 cv Torque: 31,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 19,4 kWh Tanque de combustível: 60 litros Câmbio: 1 marcha Consumo gasolina PBEV : 14 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,8 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,61 m Largura: 1,91 m Altura: 1,69 m Entre-eixos: 2,72 m Peso: 1.746 kg Jetour T1 Divulgação / Jetour Jetour T1 a partir de R$ 249.900 O Jetour T1 é mais um híbrido plug‑in. Combina o motor 1.5 turbo de 135 cv e 20,4 kgfm com um motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm, totalizando 52 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,7 s, a transmissão tem só 1 marcha. Com bateria de 26,7 kWh toda carregada, o T1 oferece 88 km elétricos medidos pelo Inmetro. A autonomia combinada de até 1.200 km, somando tanque de 70 litros e bateria em 100%. Segundo Inmetro, registra o equivalente a 34,7 km/l elétrico na cidade e 26,8 km/l na estrada, com nota A. Em modo híbrido, a média de consumo combinado é de 13 km/l. No mercado, o T1 encara versões topo de linha de Jeep Compass, GWM Haval H6, BYD Song Plus e até Ford Bronco Sport. Interior do Jetour T1 Divulgação / Jetour A versão Advance, que custa R$ 249.900, vem com central multimídia de 15,6 polegadas, cluster digital de 10,3" e carregador sem fio para celular, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O modelo inclui ainda ar‑condicionado digital, rodas de 19 polegadas e conjunto de faróis e lanternas em LED. A versão Premium, que custa R$ 264.900, tem o seletor de marchas em cristal, o teto solar panorâmico elétrico e o porta‑malas com acionamento elétrico. O pacote inclui ainda o sistema de som com nove alto‑falantes, banco do motorista com memória e função de acesso, que facilita a entrada e saída do veículo ao recuar automaticamente. Para completar, o modelo oferece o Nap Mode, recurso que mantém o ar‑condicionado ligado com o carro estacionado, ideal para momentos de espera. Assim como o S06, o T1 tem 8 anos de garantia para bateria e motores elétricos, 7 anos para o veículo e 10 revisões com valores fixos. Ficha técnica do Jetour T1 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motor elétrico: 1 Potência: 204 cv Torque: 31,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 26,7 kWh Tanque de combustível: 70 litros Câmbio: 1 marcha Consumo gasolina PBEV : 13,6 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 8,7 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,70 m Largura: 1,97 m Altura: 1,84 m Entre-eixos: 2,80 m Peso: 2.000 kg Jetour T2 Divulgação / Jetour Jetour T2 a partir de R$ 289.900 Este SUV, que é o mais caro do portfólio, também é híbrido plug‑in. São três motores: 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm, além de dois motores elétricos, de 102 cv e 17,3 kgfm e 122 cv e 22,4 kgfm, respectivamente. Juntos, eles entregam 62,2 kgfm de torque. A transmissão é de 3 marchas, capaz de ajustar automaticamente a entrega de força para priorizar eficiência ou desempenho. Com esse conjunto, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, desempenho compatível com modelos turbo de maior cilindrada. Interior do Jetour T2 Divulgação / Jetour Equipado com uma bateria de 26,7 kWh e um tanque de 70 litros, o SUV alcança até 1.100 km de autonomia total, combinando os modos elétrico e híbrido. Nos testes do Inmetro no modo elétrico, o T2 marca o equivalente a 27,6 km/l na cidade e 23,4 km/l no ciclo rodoviário, conquistando nota A na classificação energética. Em modo híbrido tradicional, atinge média de 11 km/l. A versão Advance, que custa R$ 289.900, vem central multimídia de 15,6 polegadas, cluster digital de 10,3" e carregador sem fio, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O conjunto inclui ainda ar‑condicionado digital, rodas de 19 polegadas e faróis e lanternas em LED, e outros itens. Já a versão Premium, que custa R$ 299.900, adiciona o seletor de marchas em cristal, teto solar panorâmico elétrico e porta‑malas com acionamento elétrico, sistema de som com nove alto‑falantes, o banco do motorista com memória e função de acesso e o Nap Mode. Além de vários assistentes de segurança, como controle automático de velocidade adaptativo e frenagem de emergência autônoma. Uma versão com tração integral está nos planos da marca para o segundo semestre de 2026. Os concorrentes do T2 também são GWM Tank 300, BYD Song Plus Premium e Ford Bronco Sport. Ficha técnica do Jetour T2 Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 135 cavalos Torque: 20,4 kgfm Motores elétricos: 2 Potências: 122 cv e 102 cv Torques: 22,4 kgfm e 17,3 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 26,7 kWh Tanque de combustível: 70 litros Câmbio: 3 marchas Consumo gasolina PBEV : 11,4 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,5 segundos Velocidade máxima: 197 km/h Comprimento: 4,78 m Largura: 1,88 m Altura: 1,87 m Entre-eixos: 2,80 m Peso: 2.110 kg
Veja Mais

18/03 - Chinesa GAC anuncia produção de veículos no Brasil a partir de 2027
GAC GS3 Divulgação / GAC A GAC confirmou nesta quarta-feira (18) que vai iniciar a produção de veículos no Brasil a partir de 2027. A fábrica é da HPE Automotores e está localizada em Catalão (GO). Lá já são produzidos modelos da Mitsubishi. A previsão é de uma capacidade de produção de até 50 mil veículos da GAC por ano. Segundo a montadora, já existe uma equipe de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A missão desse time é adaptar os produtos ao mercado nacional e às necessidades dos clientes. A GAC já conta com centro de distribuição de peças em Cajamar (SP) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para estabelecar a marca e operação no Brasil, a GAC diz que vai investir US$ 1,3 bilhão até 2030 (R$ 6,76 bilhões, em conversão direta). Fábrida da HPE em Catalão (GO) vai produzir modelos da GAC Divulgação / GAC "A produção local no Brasil representa um passo importante em nossa estratégia global e reforça nossa confiança no potencial do setor industrial brasileiro”, afirmou Lu Guojie, vice-presidente da GAC International. Segundo o executivo, a cooperação com a HPE Automotores vai combinar a experiência de manufatura local com a tecnologia global da GAC. Como é o GAC GS3 GAC GS3: SUV 'esconde' origem chinesa para disputar mercado de carros a combustão O GAC GS3 ainda não foi confirmado como o primeiro carro a ser produzido na fábrica brasileira, mas é o modelo que marca a estreia dos veículos totalmente a combustão entre as chinesas que chegaram recentemente ao Brasil. O modelo já está à venda no Brasil, com preços a partir de R$ 139.990. Na fase de pré-venda, limitada a 1.000 unidades, há um desconto de R$ 10.000. Nas dimensões, o GS3 tem porte de SUV que já virou figurinha comum nas ruas brasileiras. No visual, porém, mira em um caminho pouco explorado tanto por chinesas como por marcas tradicionais: a esportividade. Isso fica claro no escapamento com ponteira dupla cromada na traseira, junto de difusores — solução típica de carros esportivos. GAC GS3 Divulgação / GAC Outro elemento que reforça a proposta esportiva está nas linhas. As curvas são raras: quase tudo é marcado por ângulos retos. Isso aparece nos vincos da carroceria, no aerofólio traseiro, no desenho dos faróis e das lanternas, e chega até aos retrovisores. Lembra o visual cheio de linhas retas das Lamborghinis mais antigas, como a Diablo? É mais ou menos esse o caminho. Há também um toque de retrofuturismo, que traz o DMC DeLorean na lembrança, famoso pelo desenho quase todo formado por ângulos retos. GAC GS3 Divulgação / GAC Comparar o novo SUV com modelos americanos ou europeus não é por acaso. Por fora, o GS3 foge do minimalismo tão associado aos carros chineses. Para quem vê rapidamente, ele pode até lembrar modelos recentes da Hyundai, Peugeot ou da Renault, sobretudo pela grande tomada de ar frontal. Para completar o pacote esportivo, o GS3 chega ao Brasil com uma única motorização. É um motor 1.5 turbo que gera 170 cv, aliado a um câmbio automatizado de dupla embreagem. Entre SUVs de dimensões semelhantes, perde apenas para o 1.6 turbinado do Hyundai Creta na versão mais cara. GAC GS3 Divulgação / GAC Além do visual ousado, as dimensões colocam o GS3 20 centímetros à frente do Volkswagen T-Cross em comprimento, com 9 centímetros a mais de largura e o mesmo entre-eixos. Na prática, pela fita métrica, ele se aproxima mais de SUVs médios como o Volkswagen Taos. Se por fora o GS3 não parece chinês, por dentro a origem aparece apenas no minimalismo das texturas do acabamento do painel. No restante, a inspiração é claramente ocidental. GAC GS3 Divulgação / GAC Lista de equipamentos do GAC GS3 No Brasil o GS3 chega em duas versões, onde a única diferença está na quantidade de itens de série em cada uma: GAC GS3 Premium, por R$ 139.990 Central multimídia de 14,6 polegadas; Painel de instrumentos digital; Faróis de LED com acendimento automático; Câmera de ré; Freio de estacionamento eletrônico; Rodas de liga leve com 18 polegadas; Chave presencial. GAC GS3 Elipte custa R$ 159.990 e tem todos os itens acima, mais: Piloto automático adaptativo; Frenagem automática de emergência; Assistente de permanência em faixa; Câmera 360 graus; Teto solar panorâmico; Rodas de liga leve com 19 polegadas.
Veja Mais

18/03 - Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel; veja resultado
Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto. Alain Jocard/AFP A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou nesta terça-feira (17) uma fiscalização para identificar possíveis aumentos abusivos em postos de combustíveis em nove estados e no Distrito Federal. A ação foi conduzida por fiscais da agência, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons municipais e estaduais. Há denúncias de que alguns postos tenham aproveitado o contexto da guerra no Oriente Médio para elevar preços sem justificativa. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a ANP, foram analisados 42 postos e uma distribuidora de combustíveis em 22 cidades. A operação resultou em 13 autos de infração por "motivos diversos". A agência informou que, nesses casos, notificou os estabelecimentos para que enviem notas fiscais de compra de combustíveis de períodos recentes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esses dados serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos, poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos, multas", acrescentou, em nota, a agência. Em caso de irregularidades, as multas podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da conduta e do porte do infrator. A aplicação pode ser feita pela ANP ou por seus órgãos conveniados. O que motivou a operação Segundo a agência, o objetivo da fiscalização é acompanhar a evolução do preço do diesel, especialmente após a publicação da Medida Provisória 1.340, na última sexta-feira (13). A MP zerou os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel, reduzindo o preço em R$ 0,32 por litro. Um decreto complementar determinou o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores do combustível, também no valor de R$ 0,32 por litro. As medidas foram adotadas em meio à guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo no mercado global. Até a publicação da MP, o diesel já havia subido 11,8%, chegando a R$ 6,80 por litro. A operação de fiscalização, porém, ocorreu após denúncias de que redes de postos estariam aproveitando o contexto internacional para elevar o preço do diesel de forma abusiva, antes mesmo de a Petrobras anunciar reajustes às distribuidoras. A operação desta terça-feira foi realizada nos seguintes estados: Amazonas; Bahia; Distrito Federal; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; São Paulo. Além dos preços do diesel, a fiscalização também verificou a quantidade de combustível fornecida pelas bombas e a qualidade do produto.
Veja Mais

15/03 - Fiat Toro, Jeep Commander e Ram Rampage têm recall por risco de incêndio
Modelos passam por recall. Divulgação A Stellantis anunciou um recall para os modelos Fiat Toro, Jeep Commander e Ram Rampage. De acordo com a empresa, há a possibilidade de falha na conexão da tubulação de retorno do combustível. Em casos extremos, segundo Stellantis, o defeito pode provocar vazamentos. Se houver contato com as partes do veículo, o combustível pode entrar em ignição e causar um incêndio. Unidades dos veículos comerciais Fiat Ducato, Citroën Jumper e Peugeot Boxer também fazem parte desse recall. A orientação da Stellantis é que os proprietários entrem em contato com a concessionária e agendem uma verificação a partir do dia 16 de março. Se necessário, segundo a empresa, será feita a substituição do tubo de retorno. O serviço demora em torno de duas horas e é gratuito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quais veículos estão na lista? A Stellantis divulgou que o total de unidades envolvidas é de 1.106. Veja os dados dos veículos que fazem parte deste recall. Jeep Commander Ano/modelo: 2025 e 2026 Chassis: SKN79541 a TKN80339 76 unidades Ram Rampage Ano/modelo: 2025 Chassis: SKS07456 a SKS07939 89 unidades Fiat Toro Ano/modelo: 2025 e 2026 Chassis: SKG44816 a TKG48533 199 unidades Fiat Ducato Ano/modelo: 2026 Chassis: TMB46363 a TMB73806 421 unidades Citroën Jumper Ano/modelo: 2026 Chassis: TMB47843 a TMB73805 121 unidades Peugeot Boxer Ano/modelo: 2026 Chassis: TMB46506 a TMB73894 200 unidades Buzina com volume baixo A Stellantis também anunciou recall para o Peugeot e-208. O elétrico pode ter falha na buzina. Segundo a empresa, existe a possibilidade do “nível de pressão acústica” estar menor do que estabelecido pelas normas. Ou seja, a buzina poderia estar com o volume abaixo do que a lei pede. Os proprietários do carro elétrico devem procurar a concessionária e agendar o serviço gratuito. São 83 unidades envolvidas neste recall. O tempo estimado para realizar o eventual reparo é de uma hora. Peugeot e-208 Ano/modelo: 2020 a 2023 Chassis: LT030572 a PT001030
Veja Mais

15/03 - Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil
Absurdos do Audi RS3 Fora do Brasil desde 2018, o Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui. O Audi RS Q8 é mais potente, mas trata-se de um SUV cupê, com proposta e preço bastante diferentes. O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro. A diferença entre as versões está no acabamento, nos bancos concha mais justos e no conjunto de freios. Os freios de carbono-cerâmica oferecem maior resistência ao uso intenso em pista. Audi RS3 2026 divulgação/Audi O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança. De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral. Tudo isso se traduz em dois pontos principais: Mais aceleração: o 0 a 100 km/h é feito em 3,8 segundos, mais rápido que os 4,1 segundos do Porsche 911 Carrera; Mais estabilidade: a tração nas quatro rodas faz o Audi RS3 “colar” no chão, reduzindo a perda de aderência mesmo em curvas fechadas de alta velocidade. Mesmo com tração integral, o Audi RS3 prioriza o envio de força às rodas dianteiras e transfere torque para as traseiras quando necessário. Se o motorista desejar, é possível favorecer ainda mais o eixo traseiro, desligar o controle de tração e, assim, entrar em uma competição de drift. Além do motor com fôlego de sobra, o ronco do conjunto ecoa pela cabine na medida certa. Ele aparece acima dos 5 mil giros e se mantém constante até as 7 mil rpm. É um deleite esportivo, com o assobio da turbina que reforça o DNA do sedã. Audi RS3 Como anda o Audi RS3? Com as mãos ao volante e em uma pista — onde o limite de velocidade é o bom senso para voltar vivo para casa —, as acelerações foram fortes, inclusive na saída das curvas. Ao entrar nelas, a sensação inicial é de que a traseira pode perder aderência, mas o sistema de tração integral devolve rapidamente o carro à trajetória, permitindo manter uma condução tão agressiva quanto antes. As retomadas de 60 km/h até além dos 120 km/h ocorrem em um piscar de olhos. Em certas situações, chega a causar um embrulho no estômago tamanha a potência. Audi RS3 2026 divulgação/Audi Ele é 10 centímetros mais curto que um Toyota Corolla ou um Honda Civic. Ou seja, o RS3 é relativamente compacto, o que contribui para uma direção mais precisa. A baixa altura em relação ao solo também ajuda nesse comportamento. Os mais puristas sentirão falta de um elemento que deveria estar presente em todo esportivo: a alavanca de câmbio. Mas o Audi RS3 compensa com borboletas no volante para as trocas manuais, que cumprem bem o papel e garantem segurança ao permitir manter as duas mãos sempre no volante. Uma preocupação para o uso de rua é o perfil dos pneus. Os dianteiros têm perfil 30 e os traseiros, 35, o que exige atenção redobrada aos buracos fora da pista, já que não são os mais resistentes a danos. Chega a ser injusto falar de consumo enquanto se explora o limite do motor turbo, mas o resultado foi de um litro de gasolina consumido a cada 3,5 quilômetros. Também não chega a ser um fator determinante para quem compra um RS3. Assim, a título de curiosidade, uma condução mais civilizada pode elevar o consumo para 7,3 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada, segundo dados da Audi. Audi RS3 2026 Com quem concorre? O Audi RS3 tem poucos concorrentes diretos no Brasil. O BMW M2 é um deles, assim como o Ford Mustang. Ambos contam com tração traseira e, em alguns casos, até mais potência, mas o 0 a 100 km/h do modelo testado pela reportagem é mais rápido. Outro concorrente é o Mercedes-AMG CLA 45 S, que é mais barato (R$ 624 mil), mas também não tem o mesmo 0 a 100 km/h do RS3. Os motoristas mais discretos também devem gostar. Apesar do apelo esportivo, o Audi RS3 pode passar facilmente por um carro de uso urbano no dia a dia.
Veja Mais

14/03 - Argentina derruba exportações de veículos produzidos no Brasil
Toyota Hiace sendo montado em Zárate, Argentina Divulgação Depois de um ano de exportações crescentes, impulsionadas pela demanda argentina, em 2025, a indústria automobilística iniciou 2026 em um cenário externo menos favorável. As vendas recuaram, refletindo a retração do mercado vizinho, que vinha sendo o principal destino dos embarques de veículos produzidos no Brasil. No total, no primeiro bimestre, foram embarcados 59,4 mil veículos, ante 82,4 mil no mesmo período de 2025, o que representou uma retração de 28%. O resultado só não foi pior porque o México trouxe uma inesperada demanda. Em fevereiro, as vendas para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil unidades. A Argentina sempre foi o principal destino das exportações de veículos produzidos no Brasil. Como reflexo de uma demanda crescente e constante, as exportações do setor subiram 32% no ano passado. No entanto, entre janeiro e fevereiro, os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades, uma redução de 7,5%. O efeito dessa retração foi, no entanto, maior em razão do peso da Argentina nas vendas externas do setor. Em 2025, o país vizinho foi o destino de 59% dos embarques. Absorveu 302 mil dos 528 mil veículos exportados pelo Brasil. Dados da Abeceb, uma das maiores consultorias da Argentina, mostram queda nas importações de todos os produtos produzidos no Brasil, mas com impacto maior no setor automotivo. Em fevereiro, as importações argentinas do Brasil somaram US$ 1,057 bilhão, o que representou queda de 26,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o maior declínio desde julho de 2024. Na avaliação da consultoria, o resultado negativo é decorrente, em grande parte, da retração das importações do setor automotivo, que, com uma redução de US$ 284 milhões em fevereiro, representaram 74% da queda geral. Segundo a Abeceb, o maior declínio das importações do setor automotivo foi registrado no segmento de caminhões, com retração de 64,3% em relação a fevereiro de 2025, seguido de uma redução de 51,4% nos comerciais leves. As importações de automóveis caíram 43,6% e as compras de peças e acessórios recuaram 30,9%. A queda nas vendas de peças produzidas no Brasil revela a redução no ritmo de produção nas fábricas de veículos da Argentina, uma consequência da retração do mercado interno diante de incertezas em relação à capacidade de o governo de Javier Milei conter a inflação e honrar o pagamento da dívida externa. A queda nas exportações teve efeito no ritmo de produção das fábricas brasileiras. No primeiro bimestre, o Brasil produziu 338 mil veículos, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025. No mercado interno, o resultado foi melhor. Nos primeiros dois meses do ano foram vendidas 355,7 mil unidades, uma leve queda de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2025. A demanda interna ainda revela o avanço dos produtos importados, com forte presença das marcas chinesas. Ao mesmo tempo, o fraco resultado nas vendas de caminhões revela pouco efeito do Move Brasil, programa governamental que oferece taxa de juros menor, com subsídios do BNDES. No primeiro bimestre, as vendas dos veículos de carga recuaram 28,7%. A produção caiu 27% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar das linhas de financiamento com juros mais baixos, as tensões no Oriente Médio afetam programações de compras de caminhões pelos transportadores à medida que os conflitos na região provocam instabilidade no fornecimento de petróleo e pressão nos preços do diesel e do frete. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

14/03 - Por dentro da fábrica da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia
Por dentro da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia Em três meses de funcionamento em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a fábrica da BYD alcançou a marca de cerca de 420 carros montados por dia. O g1 foi até a unidade e, nesta reportagem, mostra como é o funcionamento do complexo industrial da marca, considerado o maior fora da Ásia. A fábrica inaugurada em 9 de outubro é a primeira da empresa a montar carros no Brasil. A unidade teve um investimento de R$ 5,5 bilhões, com tamanho total correspondente a 646 campos de futebol. O espaço onde foi instalada pertencia à Ford, que encerrou a fabricação no país em janeiro de 2021, culminando no fim da operação em Camaçari. Porém, em agosto de 2023, o terreno foi vendido para o Governo da Bahia, que buscou investidores em contato com a Embaixada da China. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A autorização para a instalação da fábrica da BYD veio no ano seguinte, após a alienação da área — processo que consiste em passar, com ou sem remuneração, a propriedade para outra pessoa ou empresa. Nesse caso, o acordo foi de R$ 3 bilhões. Em dezembro do mesmo ano, mais de 224 trabalhadores chineses foram resgatados de trabalho análogo à escravidão na obra. Um ano depois, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) fechou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e as duas empreiteiras contratadas para o trabalho. Por dentro da fábrica Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA Inicialmente, o objetivo da empresa era chegar aos 150 mil carros produzidos por ano em Camaçari. Depois, com crescimento gradual, alcançar a marca de 300 mil veículos e seguir evoluindo. Mas a empresa reforça que essa estimativa já foi dobrada pelo presidente Wang Chuanfu. Com isso, a meta atual é produzir 600 mil carros por ano quando a fábrica estiver em plena operação. A empresa também tem o objetivo de liderar o segmento até 2030, exportando esses veículos para países da América Latina, África e outras regiões do mundo. Atualmente, o complexo de Camaçari faz as montagens dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro. As carcaças dos veículos chegam da Ásia através do Porto de Salvador e são levadas para a unidade, onde são colocados os motores, faróis e pneus, por exemplo. 👷 Tecnologia e interação no processo: os carros transitam pela fábrica por meio de estruturas similares a esteiras e elevadores, que são acompanhadas pelos funcionários em diferentes estações. Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA As máquinas são adaptáveis para os diferentes modelos da BYD, o que permite maior dinamismo na produção e favorece a implementação de outros modelos no futuro. Em 2026, a expectativa é de que a fábrica de Camaçari produza o híbrido Song Pro Plus. A estrutura percorre praticamente toda a fábrica e, ao final, os carros são levados para um túnel luminoso, onde passam por testes de qualidade para garantir que todos estejam no padrão da marca. Conheça os carros 🚗 Dolphin Mini Dolphin Mini Divulgação/BYD O carro 100% elétrico tem autonomia de bateria de até 280 km. Por dentro, o veículo tem tela flutuante giratória de 10,1 polegadas, espaço para carregamento sem fio e chave presencial. Os motoristas também podem usar o controle por voz para ativar funcionalidades. 💰 O veículo custa a partir de R$ 119.990 mil e está disponível nas cores verde, preto, branco e azul. 🚗 BYD King BYD King lidera o ranking dos híbridos mais econômicos no Brasil Divulgação O carro é um modelo sedã híbrido, ou seja, com dois motores: um a combustão e um elétrico. Ao priorizar a energia elétrica, o veículo chega a uma autonomia combinada de 1.200 km. Por dentro, o carro também tem uma tela giratória de 12,8 polegadas, câmera 360 graus, compatibilidade com cartão NFC, GPS integrado, conexão e espelhamento Apple Carplay e Android, comando de voz, sistema de som e entrada USB. Um dos diferenciais é o bagageiro do veículo: com espaço de armazenamento amplo e capacidade de até 450 litros, acomoda seis malas de tamanho padrão. 💰 O modelo custa a partir de R$ 169.900 mil. 🚗 BYD Song pro BYD Song Pro BYD O SUV híbrido plug-in conta com um motor de 1.500 cilindradas a gasolina e outro elétrico que, quando combinados, podem entregar 235 cavalos e até 1.100 km de autonomia. O carro tem uma tela giratória de 12,8 polegadas, mala de 520 litros e não é necessário o uso de chave: pode ser destravado através de um aplicativo ou de um cartão. Ainda dispõe de câmera panorâmica 3D de 360º, uma tela giratória sensível ao toque, carregamento sem fio para smartphones, conexão com internet, GPS integrado e mais. 💰 O veículo custa a partir de R$ 189.800 mil e está disponível nas cores branco, cinza e azul. Vendas na Bahia No acumulado de 2025, a marca alcançou o terceiro lugar de vendas no varejo em Salvador. Em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, a BYD ocupou o primeiro lugar do ranking, com 492 unidades vendidas. De acordo com Pablo Toledo, diretor de comunicação da empresa, o mercado brasileiro tinha a lacuna de carros elétricos acessíveis e de qualidade, o que justifica a adesão rápida após a implementação da fábrica em Camaçari. "Já chegamos a marca de quase 20 mil carros produzidos e nosso intuito é crescer ainda mais", afirmou. Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O diretor aponta que a principal vantagem de optar por um carro elétrico é o custo. Como não é necessário comprar combustível, o uso do veículo acaba saindo um quarto mais barato do que um carro comum. "Hoje em dia, o nosso principal influenciador é o motorista por aplicativo. O dinheiro que ele economiza com a gasolina, ele consegue pagar a parcela do carro, por exemplo. Se ele tiver um painel solar e um carregador em casa, a economia é ainda maior", explicou. Há ainda outro ponto favorável à adesão de motoristas: a tributação. Carros elétricos de até R$ 300 mil foram isentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na Bahia. Para veículos acima deste valor, a taxa atual é de 2,5%. Cenário atual Além da BYD, a GWM já produz carros elétricos no Brasil. A fábrica da marca fica em São Paulo. Para este ano, está prevista também a chegada das empresas Renault e Leapmotor, com atuação no mesmo setor. A primeira com instalação no Paraná e a outra em Pernambuco. Até a última atualização desta reportagem, a Bahia tinha 8.543 veículos elétricos registrados, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz). ⛽ Caso o motorista não tenha o carregador em casa, é possível carregar em postos espalhados pela cidade. LEIA TAMBÉM: Popó Freitas mostra garagem com Tesla Cybertruck IPVA 2026 poderá ser pago antecipado com desconto de 15% Lamborghini e Ferrari: conheça os carros com IPVAs mais caros da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Veja Mais

14/03 - Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida
Morador faz recarga em carro elétrico com equipamento instalado na própria vaga do prédio em Ribeirão Preto (SP). Marcelo Moraes/EPTV No mês passado, entrou em vigor em São Paulo uma lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas. Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga. “Dependendo do tamanho desse cabeamento até o carregador, o custo pode ser de R$ 5 mil para instalações de cinco metros até R$ 12 mil para 100 metros”, explica Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada em instalação de carregadores em prédios. “Se o condomínio não entrar com parte dos custos, o morador pode pagar três vezes mais no carregador do que um equivalente numa residência”, diz. Condomínio agora tem de colaborar Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. “Durante sete dias um equipamento verifica o consumo de energia e tensão do prédio. Com isso podemos ver quantos carregadores a rede comporta”, diz o gerente. Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio. É com esse documento que o síndico vai ter respaldo para prosseguir com a instalação ou não. Antes da nova lei paulista, o síndico ou assembléia de condomínio podiam vetar sem apresentar justificativa. Agora é preciso ter documento com motivos técnicos para proibir. “Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum, para todos os moradores. Passa a ser uma iniciativa do prédio, não só do morador”, explica Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, administradora de São Paulo. Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias. Segundo Santos, da Revo, outro custo que pode aparecer é o chamado furo técnico, que pode dobrar o valor do serviço. “Em alguns casos para o cabeamento passar pelas lajes é preciso um engenheiro para certificar. Assim, sabemos que não há comprometimento da estrutura com o furo técnico”, explica. O gerente da Revo diz que alguns condomínios estão arcando com uma parte da instalação que beneficia todos os moradores. “O condomínio paga e nós trazemos o cabeamento até um quadro. A partir dali cada morador, se quiser, instala o seu carregador seguindo as normas”, diz Santos. Segundo ele, isso proporciona padrão na instalação e diminui custos para todos. Existem prédios mais antigos em que seria necessário refazer toda a elétrica e ainda substituir o transformador na rua. “Os custos poderiam passar de R$ 500 mil, o que é inviável hoje em dia”, diz. Algumas empresas já se movimentam para facilitar o processo com soluções. "Nós conseguimos criar toda a infraestrutura do prédio sem cobrar nada do condomínio. À medida que os moradores vão aderindo aos carregadores, eles pagam pela instalação individual e manutenção do sistema”, explica Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go. Segundo Azevedo, é possível ter soluções para todas as condições dos clientes. “Mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios conseguem se organizar”, explica. O executivo acredita que o mais importante é síndicos e assembleias entenderem que implementar carregadores valoriza os imóveis. “Quase nenhum prédio no Brasil nasceu pensando em carro elétrico. É preciso fazer o balanceamento da energia e já deixar a estrutura pronta para todas as vagas no futuro e não somente para os poucos moradores que hoje usam o carregador”, aconselha Azevedo. Segundo uma projeção consultoria Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 65% das vendas de carros 0 km no Brasil será de eletrificados em 2035. Nova lei estabelece responsabilidade David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, diz que o desafio para os condomínios é criar regras claras para essa solicitação. "Situações que envolvam intervenções mais profundas em áreas comuns ou na infraestrutura coletiva ainda podem gerar discussões e exigir avaliação caso a caso, inclusive sobre a necessidade de deliberação em assembleia", explica Monteiro. Patrícia de Pádua Rodruigues, sócia da Martinelli Advogados, diz que o síndico e a assembléia do condomínio não podem criar exigências desproporcionais ou sem base técnica apenas para dificultar ou inviabilizar a instalação do ponto de recarga. "A nova lei permite ao condomínio exigir do morador o cumprimento das normas técnicas e das regras de segurança aplicáveis. Se houver previsão em normas da ABNT ou nas orientações dos Bombeiros", diz a advogada. Risco de incêndio Raquel Bueno conta que vários síndicos vetavam os carregadores por não terem normas para se orientar. “Depois das diretrizes nacionais para a instalação elétrica de carregadores, os bombeiros de São Paulo vão definir como deve ser feito o combate ao incêndio de carros elétricos. A partir disso os condomínios vão se adequar”, explica Raquel. Patrícia de Pádua Rodruigues diz que a nova lei autoriza o condomínio definir padrões técnicos e responsabilidade por danos ou consumo relacionados ao ponto de recarga. Portanto, o condomínio pode criar regras para um eventual ressarcimento de prejuízos. "No entanto, essa autorização não permite a atribuição automática de culpa ao dono do carro elétrico em qualquer situação. A convenção não pode simplesmente estabelecer que o morador será responsável por 'todo e qualquer incêndio' ocorrido na garagem, sem a necessária apuração técnica da causa do problema", explica a advogada Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta como deve ser feita a instalação de pontos de recarga. O texto não tem poder de lei, mas precisa ser seguido para renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Na hora da renovação do AVCB, o prédio precisa seguir as regras que estão vigentes, explica o advogado David Monteiro. "Se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação pode ser negada até que a situação seja regularizada", diz. Segundo a gerente da Lello, Raquel Bueno, a tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado. "Nesse modelo, o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a instalação. Assim como já é feito em prédios com motor gerador”, diz. Bombeiros discutem regras para recarga de carros elétricos em condomínios
Veja Mais

13/03 - Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP
Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11%, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (13). A pesquisa é referente à semana de 8 a 14 de março, o que mostra que os preços subiram antes mesmo do último reajuste divulgado pela Petrobras e ainda não refletem o desconto anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira. ▶️ O diesel foi comercializado no Brasil, em média, a R$ 6,80 o litro. O valor representa um aumento de 11,8% frente aos R$ 6,08 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 8,49. ▶️ A gasolina registrou preço médio de R$ 6,46 o litro, alta de 2,54% na última semana. ▶️ O etanol nas bombas ficou em R$ 4,64 o litro, um aumento de 0,65%. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis. Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. O aumento foge do padrão, já que o mercado costuma reajustar preços dessa forma após mudanças anunciadas pela Petrobras. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), depois que sindicatos do setor apontaram preços mais altos em várias regiões, mesmo sem alteração até então nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. A estatal anunciou hoje que vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) afirmou, em nota, que o mercado é livre e que há concorrência em todas as etapas da cadeia, da produção ao refino, passando pela distribuição e venda. Segundo a entidade, cabe a cada empresa do setor decidir se vai repassar aumentos ou descontos. A federação afirma que é importante deixar essa informação clara, pois considera injusto que a opinião pública ou fiscalizações responsabilizem apenas os postos pelo aumento de preços. Redução de impostos para conter alta O governo brasileiro anunciou nesta quinta‑feira (12) um pacote de medidas para tentar conter os efeitos da disparada do preço do petróleo sobre a inflação e reduzir o risco de desabastecimento de diesel no país. Entre as ações apresentadas estão: Zerar alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro; O aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; Uma medida provisória que cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel; Novas regras de fiscalização para garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final. O anúncio ocorre em meio ao avanço das cotações internacionais do petróleo, pressionadas pelo conflito no Oriente Médio. As sucessivas altas viraram alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor relatarem aumentos nos valores da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem alteração nos preços da Petrobras nas refinarias. Quais são os direitos do consumidor Quem compra combustível precisa ficar atento aos seus direitos. Segundo Luiz Orsatti, diretor executivo do Procon-SP, a comunicação do posto deve ser clara e não pode levar o cliente a interpretações equivocadas. “O consumidor não pode ser atraído por uma propaganda que exibe um preço e, ao final, perceber que aquele valor só vale para uma forma específica de pagamento ou para um programa de fidelidade”, explica Orsatti. Essa prática pode gerar punição ao estabelecimento. Como identificar se o posto está com preços abusivos Orsatti explica que um preço é considerado abusivo quando aumenta sem um motivo que justifique a mudança. “Não existe um percentual específico para definir esse abuso; cada caso é avaliado de forma individual”. O consumidor pode denunciar à ANP e ao Procon se acreditar que o posto está cobrando valores abusivos. “Analisamos o preço exibido na bomba, o valor da nota fiscal da compra do combustível e verificamos se existe abuso”, afirma Orsatti.
Veja Mais

13/03 - Chevrolet Onix Activ volta em 2026 como versão aventureira do hatch
Chevrolet Onix Activ 2026 divulgação/Chevrolet A Chevrolet anunciou, nesta sexta-feira (13), o retorno do Onix Activ ainda neste ano. O hatch chega ao Brasil em um cenário no qual esse tipo de carro vem perdendo espaço para os SUVs desde 2020. (veja abaixo) A fabricante americana demonstra estar atenta ao movimento do mercado, ao apresentar o Onix Activ como uma “alternativa racional aos SUVs”, voltada a consumidores que procuram veículos mais altos e robustos, mas sem migrar para um utilitário esportivo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse segmento inclui modelos como o Volkswagen Tera, que encerrou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo SUV mais vendido do Brasil, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Veja os SUVs cinco mais vendidos do Brasil em 2026: Volkswagen T-Cross: 11.408 unidades emplacadas; Volkswagen Tera: 10.350 unidades emplacadas; Hyundai Creta: 9.473 unidades emplacadas; Jeep Compass: 8.672 unidades emplacadas; Chevrolet Tracker: 8.535 unidades emplacadas. Para diferenciar este Onix do hatch tradicional, que ganhou uma nova versão no ano passado, a Chevrolet elevou o modelo aventureiro em 61 milímetros, mantendo o comprimento de 4,16 metros. O modelo também recebeu um novo ajuste de suspensão e passa a ter rodas de 16 polegadas como item de série, o maior tamanho disponível para o hatch nas demais versões. A Chevrolet não informou qual motor equipará o Activ, mas confirmou que o modelo não será vendido com câmbio manual. Até a publicação deste artigo, o Onix automático é oferecido exclusivamente com motor turbo de 115 cavalos e 16,8 kgfm de torque. Na mesma plataforma, a Chevrolet também utiliza um motor 1.2 turbo de 141 cavalos em outros modelos da marca, como a Tracker. Por isso, o novo Onix Activ pode adotar qualquer uma dessas opções. Chevrolet Onix Activ 2026 divulgação/Chevrolet Mesmo sem divulgar o preço, a expectativa é que o Onix Activ custe mais do que a versão automática mais básica do hatch, que hoje parte de R$ 114.990 e chega a R$ 133.390 na configuração RS Turbo. Chevrolet terá SUV de entrada Junto do hatch sabor SUV, a Chevrolet já anunciou um utilitário de entrada para brigar no mercado que anda dominado pela Volks. O modelo é um SUV cupê — segmento inédito para a marca e se chamará Sonic, resgatando o nome que antes identificava um hatch semelhante ao Onix. “O novo modelo virá para complementar a gama de veículos da marca e estrear em um segmento estratégico, ainda não explorado pela marca, o dos SUVs cupês”, diz Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul. O novo SUV será fabricado em Gravataí (RS). A unidade gaúcha é uma das cinco fábricas da Chevrolet no Brasil e, atualmente, concentra a produção do Onix nas versões hatch e sedã. Segundo Chamorro, a unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024. "Esse investimento de R$ 1,2 bilhão permitirá fortalecer e modernizar a nossa capacidade fabril neste complexo industrial", disse Chamorro em 2024. A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa em agosto deste ano. SUVs dominam as vendas A escolha pelo formato SUV tanto para o Sonic como partes dele no Onix Activ não é por acaso: esse tipo de veículo domina o mercado brasileiro desde 2020, quando os hatches começaram a perder espaço. Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor. Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor. Kalume Neto lembra que a chegada de vários SUVs compactos, com preços mais baixos, pode retirar ainda mais hatches da lista dos 10 carros mais vendidos do ano.
Veja Mais

13/03 - Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais
Após mudanças nas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais. A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor. (veja abaixo) Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH. A mesma regra vale para quem fizer a prova em um carro com câmbio manual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático. Somente após a aprovação a CNH seria atualizada para permitir a condução de ambos. "É forçoso constar no documento de habilitação do condutor que optar por fazer o curso e o exame em veículo com câmbio automático que ele não está apto a dirigir veículo com câmbio mecânico", diz o relator Neto Carletto (Avante-BA). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até a publicação desta reportagem, o projeto ainda precisa passar por outras etapas para se tornar lei. A proposta já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda aguarda: Ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; Entrar em votação no plenário da Câmara dos Deputados; Se aprovada, seguir para votação no Senado Federal. Já existe indicação na CNH para carros automáticos Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Crystofher Andrade/g1 Atualmente, já existe uma anotação no campo de observações da CNH que indica que o motorista deve usar um carro com câmbio automático. No entanto, essa restrição é voltada a condutores com necessidades específicas, que não conseguem dirigir veículos com câmbio manual. Outras letras significam: A: obrigatório uso de lentes corretivas; B: obrigatório uso de próteses auditivas; C: obrigatório uso do acelerador à esquerda; D: obrigatório o uso de veículo com transmissão automática; E: obrigatório o uso de empunhadura, manopla ou pomo de volante; F: obrigatório o uso de veículo com direção hidráulica; G: obrigatório o uso de veículo com embreagem manual ou com automação de embreagem ou com transmissão automática; H: obrigatório uso de acelerador e freio manual; I: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel ao volante; J: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo; K: obrigatório o uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou almofadas (fixas) de compensação de altura e/ou profundidade; L: obrigatório o uso de veículos com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e ou almofadas fixas de compensação de altura ou profundidade; M: obrigatório o uso de motocicleta com pedal de câmbio adaptado; N: obrigatório o uso de motocicleta com o pedal de freio traseiro adaptado; O: obrigatório uso de motocicleta com manopla de freio dianteiro adaptada; P: obrigatório o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada; Q: obrigatório o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo; R: obrigatório o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo; S: obrigatório o uso de motocicleta com automação de troca de marchas; T: vedado dirigir em rodovias e vias de trânsito rápido; U: vedado dirigir após o pôr do sol; V: obrigatório uso de capacete de segurança com viseira protetora, sem limitação de campo visual; W: aposentado por invalidez; X: outras restrições; Y: surdo (também representada como X na CNH); Z: visão monocular (também representada como X na CNH). Há ainda outras siglas, usadas em conjunto, que têm significados diferentes: ACC: autorização para conduzir ciclomotor; HTE: habilitado em transporte escolar; MTF: autorização motofretista; MTX: autorização para mototaxista; EAR: exerce atividade remunerada; HTVE: habilitado em transporte de veículos de emergência; HTC: habilitado em transporte coletivo de passageiros; HPP: habilitado em transporte de produtos perigosos.
Veja Mais

13/03 - Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras
Governo zera impostos federais sobre diesel e taxa exportações de petróleo A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste. Com a mudança, o preço médio do diesel será de R$ 3,65 por litro, alta de R$ 0,38 por litro. A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis. "Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período", diz a Petrobras. Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal. As medidas assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram: um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro; uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro; a tributação da exportação de petróleo, por meio de medida provisória, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento; um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em razão da subvenção. Para Carlos Thadeu, economista especializado em inflação e commodities da BGC Liquidez, o aumento no preço do diesel equivale a quase metade das reduções anunciadas ontem pelo governo federal. "Basicamente, quase anula o efeito de queda das medidas anunciadas ontem pelo governo federal. O impacto no IPCA das reduções de ontem e do aumento de hoje praticamente se cancelam", diz. Preços na bomba A petroleira explica que o preço do diesel nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal. São eles: Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores; Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C; Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins; Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação. Veja a nota da Petrobras A Petrobras informa que, a partir de amanhã, 14/03, ajustará os seus preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos. Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10. Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras, foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto. Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período. Impacto mitigado pela desoneração de tributos federais Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel. Adesão da Petrobras ao programa de subvenção econômica Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias. Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica. Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil. Fachada da Petrobras Reprodução Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

12/03 - Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente e executivos vão cortar próprios salários em até 30%
Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário A Honda registrou, segundo a Reuters, seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos. A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda. A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Honda, segunda maior montadora do Japão, também registrou prejuízos no mercado chinês. A empresa tem enfrentado dificuldades para competir com veículos mais avançados de concorrentes como a BYD. Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos Divulgação / Honda Executivos reduzem próprios salários O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que a forte queda na demanda por veículos elétricos torna “muito difícil” manter a lucratividade. Após o comunicado, as ações da empresa listadas nos Estados Unidos recuaram 8% durante as negociações prévias à abertura do mercado. Ainda segundo a Reuters, o presidente Mibe e Noriya Kaihara, vice-presidente da empresa, decidiram reduzir voluntariamente 30% de seus salários pelos próximos três meses. Outros executivos da Honda também farão cortes de aproximadamente 20%. De acordo com a Reuters, a Honda deve registrar uma perda anual de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) até o fim de março. A projeção anterior era de um lucro perto de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), mostrando uma mudança brusca nas expectativas. Analistas já previam perdas devido às mudanças nos planos de eletrificação da empresa. Mesmo assim, o valor apresentado surpreendeu o mercado, conforme explicou Julie Boote, analista da Pelham Smithers Associados, em entrevista à Reuters. Montagem de bateria na Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos Divulgação / Honda “O mais inesperado foi o cancelamento total da produção nos Estados Unidos, e não apenas sua redução. A Honda tinha metas ambiciosas para ampliar sua linha de veículos elétricos, mas essas expectativas foram prejudicadas pelas mudanças no mercado”, afirmou Boote. Outras montadoras também têm prejuízos A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën e Jeep, anunciou o maior baque financeiro entre as montadoras que revisaram suas operações ligadas a veículos elétricos. A companhia divulgou em fevereiro baixas de contábeis de 25,4 bilhões de euros. A Ford também reviu seus planos para o segmento eletrificados. Em dezembro, a empresa informou que faria um ajuste de US$ 19,5 bilhões e encerraria a produção de vários modelos movidos a bateria. A General Motors, dona de marcas como Chevrolet e Cadillac, seguiu caminho semelhante. Em janeiro, a empresa disse que registraria um impacto de US$ 6 bilhões por se desfazer de parte de seus investimentos em elétricos, incluindo um ajuste em caixa de US$ 4,2 bilhões relacionado ao cancelamento de contratos e acordos com fornecedores. O Grupo Volkswagen também sentiu os efeitos da reavaliação da sua estratégia de elétricos. Em setembro a VW anunciou o impacto de 5,1 bilhões de euros devido a revisão de produtos da Porsche, marca que pertence ao grupo. A mudança atrasou o lançamento de alguns modelos elétricos para priorizar veículos híbridos e movidos a combustão, incluindo uma baixa contábil de aproximadamente 3,5 bilhões de euros no Grupo VW. Honda Civic Hybrid vendido nos Estados Unidos Divulgação / Honda
Veja Mais

12/03 - Preço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio, diz pesquisa
Preço do diesel sobe 7% no Brasil: entenda o motivo Os preços do óleo diesel subiram mais de 7% nos primeiros dias de março, segundo levantamento da Edenred Mobilidade feito com base em dados de 21 mil postos no país. O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) compara a primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O preço médio do diesel S-10 subiu 7,72%, de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também calcula os preços médios do diesel no país. Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6), ainda não indicaram aumentos tão expressivos quanto os apontados pela Edenred. Segundo a ANP, o preço médio do diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, alta de 0,98% em relação aos sete dias anteriores. O diesel comum subiu 0,83% na mesma comparação, para R$ 6,08. Segundo o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, a alta dos combustíveis acompanhou o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. Há bastante preocupação sobre o combustível por conta de seu impacto indireto na inflação. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", explica o executivo. Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. "Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes. O executivo destaca ainda que os preços ao consumidor têm mudado mesmo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias. A situação virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela estatal. A investigação foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10). Segundo Fernandes, ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustíveis no país por causa do conflito no Oriente Médio, e é "importante ter cautela nesse momento". "A Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de tomar qualquer decisão", diz. Além disso, mais de 30 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior liberação já realizada pelo grupo e deve ajudar a conter os preços. Caminhão abastece com diesel em posto de combustível em Brasília no dia 27 de maio de 2018 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Nordeste registra a maior alta no diesel O IPTL indica que o maior avanço dos preços foi registrado no Nordeste, com alta de 13,17% no diesel S-10 e de 8,79% no diesel comum. O preço médio na região chegou a R$ 7,22 por litro. Em seguida, vieram as regiões Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo: Na análise por estado, o levantamento mostra que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima, a R$ 7,84 por litro. O menor valor apareceu em Pernambuco, a R$ 6,23 por litro. No diesel S-10, o maior preço foi registrado em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, enquanto o menor valor médio ficou na Paraíba, a R$ 6,26 por litro.
Veja Mais

11/03 - Mercedes apresenta a VLE: minivan elétrica com cabine de jato e tela de 31 polegadas
Mercedes-Benz VLE tem portas deslizantes com acionamento elétrico Divulgação / Mercedes-Benz A combinação de luxo e conforto sempre marcou os sedãs da Mercedes-Benz. Com o tempo, os utilitários esportivos da marca também passaram a oferecer essa experiência e, agora, ela chega às minivans. A Mercedes do Brasil monitora o mercado nacional e avalia o melhor momento de lançamento para os clientes no país. A VLE tem uma cabine que remete a jatos particulares, com bancos e acabamento que lembram o helicóptero Airbus ACH145, cuja cabine também é produzida pela Mercedes-Benz. O g1 apresentou todos os detalhes desse modelo avaliado em R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Descrita pela marca como uma “grand limousine” em formato de minivan, a VLE combina o conforto de um sedã com a praticidade de uma van e inaugura uma nova geração de veículos da empresa nesse segmento. A experiência começa com as portas deslizantes automáticas, que dispensam contato com a maçaneta. Pelo teto panorâmico, os passageiros podem apreciar o céu, e em dias de sol forte, a persiana elétrica garante conforto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A minivan oferece a opção de bancos “Grand Comfort”, com ajustes elétricos, almofada extra, carregamento sem fio para celular, função de massagem e apoio para as pernas. Esses recursos podem ser controlados pelos botões nas portas, pela tela multimídia ou pelo aplicativo da Mercedes-Benz. As versões com bancos maiores acomodam sete pessoas, enquanto as configurações com fileiras triplas convencionais elevam a capacidade para oito ocupantes. Mercedes-Benz VLE tem tela de 31,3 polegadas Divulgação / Mercedes-Benz Para entretenimento, a VLE conta com uma tela retrátil de 31,3 polegadas instalada no teto, com resolução 8K e possibilidade de dividir a imagem em dois conteúdos simultâneos. É possível assistir filmes, jogar, usar aplicativos ou participar de videoconferências graças à câmera de 8 megapixels integrada. Mercedes-Benz VLE tem trio de telas no painel Divulgação / Mercedes-Benz Para quem não quer usar fones de ouvido, o sistema de som conta com 22 alto-falantes e tecnologia Dolby Atmos, a mesma usada em salas de cinema. O sistema multimídia, agora na quarta geração do MBUX, inclui assistentes de voz como ChatGPT e Google Gemini, prometendo interação natural e intuitiva. O motorista também dispõe de luxo e tecnologia, com três telas distribuídas pelo painel: um cluster de 10,25 polegadas, uma tela central de 14 polegadas e outra de 14 polegadas para o passageiro, que pode acessar streaming, jogos e aplicativos — recurso semelhante ao do Renault Koleos, que chegará ao país em breve, embora no Brasil vídeos não possam ser exibidos com o veículo em movimento. Além disso, a VLE traz um head-up display de 23,1 polegadas, além de controle adaptativo de velocidade, assistentes de permanência e troca de faixa, alerta de colisão com frenagem automática, 10 câmeras externas, cinco radares, 12 sensores ultrassônicos e 11 airbags, reforçando o foco em segurança. Bancos do Mercedes-Benz VLE lembram os assentos de aviões particulares Divulgação / Mercedes-Benz Na motorização, a VLE 400 4Matic é a versão mais potente, com mais de 300 kW (407 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos. A arquitetura elétrica de 800 volts e a nova geração de baterias aumentam o desempenho e a eficiência, segundo a Mercedes. Ainda de acordo com a marca, em carregadores rápidos é possível recuperar até 355 km de autonomia em apenas 15 minutos. Ainda sem dados oficiais, a Mercedes estima mais de 700 km de alcance na versão VLE300, a opção menos potente. Ambas utilizam baterias de íon-lítio de 115 kWh. A suspensão pneumática contribui para o conforto e a estabilidade, permitindo ajustar a altura do veículo em até 40 milímetros. As rodas traseiras esterçam até 7 graus, facilitando manobras em espaços reduzidos. Mercedes-Benz VLE será fabricada na Espanha e lançada em 2026 Divulgação / Mercedes-Benz Prevista para ser lançada na Europa em 2026, a VLE utiliza uma nova arquitetura modular de vans da Mercedes, permitindo uma diferenciação mais clara entre modelos premium para passageiros e veículos comerciais. Essa plataforma também servirá de base para a VLS, uma minivan ainda mais luxuosa. LEIA MAIS R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G
Veja Mais

11/03 - Porsche anuncia desconto de R$ 660 mil no 911 Turbo S na Argentina após corte de impostos; entenda
Porsche 911 Turbo S tem desconto de R$ 667 mil na Argentina após corte de impostos Divulgação / Porsche Na Argentina, a Porsche anunciou um desconto de US$ 128 mil (R$ 667 mil, em conversão direta) no preço do 911 Turbo S. Como mostrou o g1 nesta terça-feira, a explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor no país vizinho. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Outras marcas também anunciaram descontos. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses
Veja Mais

10/03 - Com pressão das chinesas, Renault planeja metade das vendas em carros elétricos ou híbridos até 2030
A Renault pretende que metade das vendas de seus carros ocorra fora da Europa até 2030, além de ampliar a presença de modelos eletrificados em seu portfólio. A estratégia, apresentada nesta terça-feira (10), recebeu o nome de futuREady. O plano prevê a venda de 2 milhões de veículos até o fim da década, com metade desse volume destinada a mercados fora da Europa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "A Renault pretende que 100% de suas vendas na Europa sejam de veículos eletrificados e que 50% das vendas fora da Europa também sejam eletrificadas, ao mesmo tempo em que busca entregar uma rentabilidade forte e sustentável", revelou Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault; O grupo enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa de fabricantes chinesas conhecidas por preços mais baixos, como BYD e o grupo Chery, além de rivais tradicionais, como a Stellantis, que controla marcas como Fiat e Jeep. Renault Koleos, modelo híbrido será lançado em 2026 André Fogaça/g1 No Brasil, a marca francesa perdeu quase metade da participação de mercado registrada antes da pandemia. Em 2019, representava 9% dos emplacamentos de veículos zero quilômetro; hoje, esse índice é de 5,1%, o que corresponde a uma queda de 43% no período. No Brasil, a eletrificação da linha da marca começou. O Renault Koleos é o primeiro modelo híbrido da fabricante, com 245 cavalos de potência, e foi lançado com o objetivo de enfrentar o avanço de marcas chinesas como BYD e GWM. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Renault lançará 36 veículos em quatro anos De acordo com a nova estratégia, a Renault planeja lançar 36 modelos nos próximos cinco anos. Desse total, 14 serão voltados a mercados fora da Europa — número bem superior aos oito lançamentos feitos no período anterior. Quatro desses modelos serão destinados ao mercado indiano, segundo Fabrice Cambolive. A produção do SUV compacto Bridger deve começar no próximo ano, com lançamento previsto em outros países logo na sequência. A retomada do foco internacional indica uma nova prioridade para as vendas fora da Europa. Isso ocorre após a saída da empresa de diversos mercados durante a gestão do ex-presidente-executivo Luca de Meo, em meio a uma tentativa de conter prejuízos significativos dentro de uma estratégia conhecida como “Renaulution”. "Com a Renaulution, provamos que podemos vencer, agora precisamos provar que podemos durar", disse o presidente-executivo François Provost, que substituiu de Meo no ano passado, aos analistas em uma apresentação no centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa nos arredores de Paris. Embora a Renault esteja hoje em uma situação mais favorável, a concorrência ficou mais intensa. Além disso, a redução dos incentivos aos veículos elétricos nos Estados Unidos, durante o governo Donald Trump, levou alguns concorrentes a registrar grandes perdas financeiras e a mudar seus planos de forma repentina. Para Michael Foundoukidis, analista da Oddo BHF, a estratégia de priorizar modelos mais rentáveis e expandir a atuação internacional oferece um caminho mais claro para preservar a lucratividade. Ainda assim, ele ressalta que o sucesso depende da capacidade da empresa de colocar o plano em prática.
Veja Mais

10/03 - Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação
Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, coloca a Petrobras diante de um cenário com efeitos contraditórios. O barril mais caro aumenta as receitas e reforça o caixa da empresa. Mas também evidencia que a política de preços tem sido usada para conter a inflação, já que os reajustes não foram repassados aos combustíveis. A empresa ainda pode ter que pagar mais pela importação de diesel. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No único comunicado desde o início da guerra, a Petrobras informou que importa combustíveis por rotas não afetadas pelo conflito e que não há risco de desabastecimento. A empresa não comentou a política de preços. Segundo João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a valorização do petróleo tende a melhorar os resultados da Petrobras, principalmente por causa das exportações de petróleo. “A alta do petróleo dá margens maiores para a empresa neste momento.” 🛢️ A explicação é simples: quando o barril sobe no mercado internacional, as vendas externas passam a gerar mais receita. A Petrobras é uma das principais produtoras e exportadoras do mundo. De acordo com Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, períodos em que o barril de Brent operou próximo ou acima de US$ 100 houve forte geração de caixa para a empresa. Esse potencial ajuda a explicar por que empresas do setor tendem a se sair melhor em momentos de tensão internacional, quando conflitos ou riscos geopolíticos elevam o preço do petróleo. “A Petrobras costuma se destacar na bolsa junto com outras petroleiras, justamente por essa relação direta com o preço do petróleo”, explicam Rafael Figueiredo e Maria Irene, analistas da XP Investimentos. Veja abaixo os principais efeitos para a empresa e para os brasileiros. Política de preços volta ao debate Dependência de diesel importado Petróleo pode pressionar inflação Petróleo muito alto também preocupa Política de preços volta ao debate Se o petróleo caro melhora os resultados da Petrobras, também reacende discussões sobre como a empresa define os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2023, a empresa deixou de seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. O modelo anterior, conhecido como paridade de importação (PPI), foi substituído por um sistema mais gradual de reajustes. Segundo Marcos Bassani, analista e sócio da Boa Brasil Capital, a mudança ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os preços dos combustíveis no país. “A Petrobras abandonou o PPI e adotou um modelo gradual, o que reduz a frequência de reajustes e suaviza o impacto da guerra para o consumidor no curto prazo”, explica. Isso significa que oscilações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente para a gasolina ou o diesel vendidos no Brasil. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, a estratégia evitar aumentos bruscos nas bombas. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. 📊 Quando essa diferença cresce, parte do mercado passa a questionar os impactos da política de preços sobre os resultados da Petrobras e sobre as contas públicas, já que os dividendos da empresa têm peso relevante na arrecadação do governo. Segundo Abdouni, a Petrobras tem adotado postura cautelosa. “A empresa tem adiado o repasse de preços e prefere esperar a estabilização das cotações em níveis elevados para evitar transmitir a volatilidade imediata ao mercado local”, diz. Voltar ao início. Dependência de diesel importado Um dos principais pontos de atenção nesse cenário é o diesel. Embora o Brasil produza muito petróleo, ainda depende da importação desse combustível para atender totalmente ao consumo interno. Isso significa que grandes diferenças entre os preços praticados pela Petrobras e os valores do mercado internacional podem desestimular empresas privadas que importam diesel. Bassani alerta que essa situação pode gerar problemas de abastecimento. “Grandes defasagens podem desestimular importadores e gerar risco de oferta”, afirma. Se o petróleo continuar caro por muito tempo, a pressão por reajustes tende a aumentar. Nesse caso, segundo o analista, a Petrobras pode ter que elevar os preços para recompor margens. Esse equilíbrio entre manter preços estáveis e preservar os resultados da companhia é um dos pontos mais sensíveis na gestão da empresa, especialmente em períodos de inflação elevada. Voltar ao início. Petróleo pode pressionar inflação A alta do petróleo não afeta apenas os resultados da Petrobras. O impacto se espalha por toda a economia. O diesel, por exemplo, é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. Segundo Jhonny Martins, especialista contábil e vice-presidente do SERAC, o impacto vai além do transporte. “O combustível não é apenas custo de transporte. Ele afeta toda a cadeia produtiva e a logística”, afirma. Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. “A dependência da importação de diesel e gasolina faz com que o preço internacional influencie diretamente o mercado interno, resultando em valores mais altos no supermercado e nos serviços”, diz Martins. Voltar ao início. Petróleo muito alto também preocupa Apesar dos ganhos para empresas do setor, preços muito elevados do petróleo também podem gerar preocupações no mercado financeiro. Segundo Rafael Figueiredo, estrategista de ações da XP, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, aponta. Isso acontece porque energia mais cara pressiona a inflação e pode dificultar a queda das taxas de juros, afetando diferentes setores da economia. Em cenários assim, analistas afirmam que os efeitos costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir. 👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Mesmo entre empresas do setor, alguns analistas recomendam cautela neste momento. Para Vitor Sousa, da Genial Investimentos, parte do cenário positivo já pode estar refletida nos preços das ações. “O melhor já passou”, afirma o analista, ao argumentar que o mercado trabalhava anteriormente com o Brent entre US$ 70 e US$ 80. Segundo ele, comprar ações do setor quando o petróleo já está muito valorizado pode ser arriscado — razão pela qual a recomendação atual para algumas empresas é apenas manter as posições. Voltar ao início. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1
Veja Mais

10/03 - Lucro da Volkswagen cai pela metade impactado por tarifas e dificuldades no mercado chinês
SUVW Volkswagen – Crédito: Divulgação A Volkswagen enfrenta mais um ano desafiador, marcado por tarifas comerciais e pela disputa para recuperar espaço na China. A maior montadora da Europa informou nesta terça-feira (10) uma forte queda no lucro operacional e prevê apenas uma recuperação limitada de sua margem de lucro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Assim como outras empresas do setor, a companhia sofre pressão em seus principais mercados. As tarifas impostas pelos Estados Unidos têm gerado custos bilionários, enquanto a concorrência local reduz a participação da montadora na China, o maior mercado automotivo do mundo. Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país O grupo alemão, que inclui as marcas Porsche e Audi, também sob pressão, projeta uma margem operacional entre 4% e 5,5% em 2026. Em 2025, esse indicador ficou em 2,8%, após registrar 5,9% no ano anterior. Analistas consultados pela Visible Alpha estimam uma margem de 5,2% para este ano, no limite superior da faixa projetada pela empresa. “Estamos operando em um ambiente completamente diferente”, afirmou o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, em comunicado. O lucro operacional da montadora caiu mais da metade em 2025, para 8,9 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões), abaixo da estimativa de analistas, que apontava 9,4 bilhões de euros. O resultado foi pressionado pelas tarifas e pelos custos de uma mudança estratégica na Porsche, que interrompeu no ano passado o avanço de sua transição para veículos elétricos diante da demanda fraca. A receita permaneceu praticamente estável, em 322 bilhões de euros. Para 2026, a empresa prevê crescimento entre 0% e 3%, enquanto as projeções de analistas estão no limite superior dessa faixa. Segundo o diretor financeiro da companhia, Arno Antlitz, os lançamentos de novos produtos e as medidas de reestruturação adotadas em 2025 ajudaram a tornar o grupo mais resistente às dificuldades do mercado. “Mas a margem operacional ajustada de 4,6% ainda não é suficiente no longo prazo”, afirmou, acrescentando que a empresa continuará adotando medidas rigorosas de redução de custos. Em janeiro, a Volkswagen informou um fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros em 2025, resultado muito melhor que a previsão inicial de valor próximo de zero. A divulgação impulsionou as ações da empresa, mas também gerou críticas de sindicatos, que questionaram o desempenho enquanto a companhia promove cortes significativos de empregos. O grupo pretende eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030. O plano inclui um programa de reestruturação na Porsche, cujo lucro operacional praticamente desapareceu em 2025, com queda de 98%, para 90 milhões de euros.
Veja Mais

10/03 - Por que carros de luxo na Argentina estão sendo vendidos com desconto de até R$ 200 mil?
Ford Mustang Dark Horse custa R$ 649 mil no Brasil. Na Argentina agora ele sai por R$ 390 mil (US$ 75 mil) Divulgação / Ford Dezenas de carros de luxo na Argentina receberam grandes descontos nos últimos dias. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. A explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor. A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover, Porsche e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses
Veja Mais

09/03 - Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã
Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes. Petróleo sobe, mas gasolina e diesel seguem quase estáveis Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias. 🚗 Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo. 🔎 Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno. 💰 Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor. De acordo com Marcos Bassani, analista de investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, a nova política reduziu a frequência de reajustes. “Quando o petróleo sobe rapidamente, os combustíveis no Brasil podem ficar temporariamente mais baratos que no mercado internacional. Isso mostra que a Petrobras está absorvendo parte do impacto externo para evitar aumentos bruscos”, afirma. Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis O preço do petróleo influencia os combustíveis porque é a principal matéria-prima usada na produção de gasolina e diesel. Como é negociado globalmente em dólar, a alta do barril ou da moeda americana tende a elevar os custos. Ainda assim, o petróleo não é o único fator que determina o valor pago pelo consumidor. Segundo a Petrobras, o preço final também inclui impostos, a mistura obrigatória de biocombustíveis e os custos de transporte, distribuição e venda. No caso da gasolina, por exemplo, a parcela ligada à Petrobras representa cerca de 28,7% do preço final. Considerando o preço médio nacional recente de R$ 6,30 por litro, segundo a ANP, isso equivale a cerca de R$ 1,81. O restante corresponde a impostos federais e estaduais, à mistura de etanol anidro e aos custos de distribuição e venda até os postos. No diesel, a participação da Petrobras é maior: cerca de 46% do preço final. Em um valor médio de R$ 6,08 por litro, isso representa cerca de R$ 2,80, enquanto o restante inclui impostos, biodiesel e custos de transporte. Há limites para segurar os preços? Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. “Se o petróleo permanecer em nível elevado por muito tempo, a Petrobras tende a reajustar os preços para recuperar margens”, diz Bassani. Outro fator de pressão é a dependência brasileira de importações, especialmente de diesel. Se a diferença entre os preços internos e os internacionais ficar muito grande, importadores podem reduzir a oferta no país. Para Johnny Martins, vice-presidente do SERAC, conflitos em regiões produtoras costumam provocar alta global do petróleo e aumentar as oscilações nos mercados. “Qualquer risco de interrupção na produção, no transporte ou na exportação gera insegurança. E, quando há insegurança, o preço sobe”, afirma. Segundo ele, como o petróleo é negociado em dólar, altas no barril ou na moeda americana elevam o custo dos combustíveis e afetam toda a cadeia produtiva, especialmente transporte e logística. Com o diesel mais caro, por exemplo, o frete aumenta — o que pode encarecer produtos e serviços para o consumidor. Na avaliação de João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a Petrobras pode continuar adiando parte dos repasses enquanto aguarda a estabilização dos preços. “A empresa tende a esperar antes de realizar reajustes, que podem ocorrer nos próximos dias caso os preços se mantenham em níveis mais elevados”, afirma. Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba Marcelo Camargo/Agência Brasil
Veja Mais

08/03 - Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas
A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade. Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares. O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans. Veja os modelos abaixo. Max Verstappen: Aston Martin Valkyrie Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos. Sem dúvida, o carro mais extremo de sua coleção é o Aston Martin Valkyrie. Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica. Max Verstappen participou dos teste do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle. Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh. O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h. Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões. Lewis Hamilton: Pagani Zonda LH760 Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760. O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto. Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida. A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã. O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani. Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021. Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original. Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões. Lando Norris: Ferrari F40 Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante. Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail. Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação. A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO. A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988. Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Os números são superlativos até hoje, especialmente considerando as especificações de 1987. O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h. Em leilão recente, o preço de uma Ferrari F40 superou US$ 3,8 milhões. Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele. Novos carros da Fórmula 1 prometem deixar temporada imprevisível
Veja Mais

07/03 - BYD Atto 8: quais os pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca; veja o teste
BYD Atto 8: os absurdos do híbrido mais caro da BYD Apresentado no Salão do Automóvel de 2025, o BYD Atto 8 será o híbrido mais caro e mais completo do portfólio da marca no Brasil. Só perde em preço para o Tan porque não é 100% elétrico. Por R$ 399.990, a montadora quer ganhar espaço no mercado de híbridos — hoje tem cerca de 30% do market share — ao trazer ao país uma opção de SUV de luxo, equipado até os dentes de tecnologia e com bastante espaço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nesta semana, a marca mostrou o modelo em detalhes e permitiu uma breve experiência ao volante, para que jornalistas pudessem conhecer os principais atributos do lançamento. De início, o espaço é um dos pontos fortes. O Atto 8 tem 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil. Na prática, um motorista de 1,90 metro deixaria os passageiros da segunda fileira muito confortáveis. A terceira fileira, claro, não acompanha esse grau de conforto. Acessar os assentos do fundo não foi fácil, mesmo para uma pessoa de 1,65 metro. Ao menos há apoio de braço e saída de ar-condicionado. Os passageiros dali vão no aperto, mas não passam calor. A BYD faz o máximo para dar conforto aos viajantes. Há controle de zona para as saídas de ar-condicionado nas fileiras traseiras. O ajuste é feito em uma tela que reúne temperatura, direção do fluxo, intensidade do ar e a opção de deixar tudo no modo automático, para que o carro ajuste o sistema até atingir a temperatura desejada. O couro se mostrou macio e quem viaja na segunda fileira de bancos ainda conta com mimos extras nada comuns em carros deste preço: ventilação, aquecimento e massagem que estão presentes também para o motorista e o passageiro ao lado. Sem a última fileira, o Atto 8 tem 960 litros de porta-malas. É tão grande que um adulto com mais de 1,70 metro consegue até se deitar no assoalho acarpetado. Como anda o BYD Atto 8 BYD Atto 8 divulgação/BYD As impressões ao volante do SUV serão analisadas com mais profundidade no futuro. O primeiro contato do g1 com o carro foi bastante limitado e permitiu apenas destacar os pontos mais chamativos. O primeiro deles é o desempenho, que vai bem: os 488 cv de potência combinada, com torque imediato do híbrido, são suficientes para não deixar o gigante de 2.650 kg parecer lento. Não foi possível avaliar a aceleração de 0 a 100 km/h, mas a marca promete que o Atto 8 cumpre a prova em 4,9 segundos — um número que não desaponta e é o mesmo de um Porsche 718 Cayman. Fica claro que o conjunto é mais do que suficiente para uso urbano e rodoviário, em qualquer situação. Durante o percurso, não houve nenhuma situação em que o Atto 8 desse a entender que faltaria força, até mesmo em pisos sem asfalto, já que o Atto 8 tem tração integral. Ela vem dos dois motores elétricos, um em cada eixo trabalhando junto do a combustão. Inclusive, um ponto relevante no teste ao volante foi o acerto da suspensão, que não lembra em nada os primeiros modelos da BYD vendidos no Brasil. O Atto 8 é mais firme, mas sem deixar de absorver as irregularidades do asfalto. O teste ter ocorrido apenas na cidade ajudou a perceber que os amortecedores não têm o estilo “joão-bobo” de antes — um molejo confortável, mas pouco seguro em velocidades mais altas. BYD Atto 8 Outro ponto que ficou evidente foi a capacidade de rodar no modo 100% elétrico. A bateria é de 35,6 kWh, a maior de um híbrido da BYD. Segundo o Inmetro, o Atto 8 percorre 111 km com apenas uma carga. Não é, porém, o híbrido com maior alcance para as baterias. Essa posição é ocupada pelo GWM Wey 07, com 128 km de autonomia. O painel de instrumentos é um dos mais completos e organizados já vistos em um BYD. Os comandos estavam bem distribuídos, sem exageros ou dados duplicados: velocidade, potência consumida, música tocando e até o mapa com a rota traçada. A tela não parecia poluída mesmo quando a imagem da câmera lateral aparecia com a seta acionada. É um recurso interessante, mas não exatamente inovador. Mesmo assim, agradou. O que incomodou, quando ao volante, foi a quantidade de alertas sonoros emitidos pelo carro. Era quase uma sinfonia de avisos, que chegava a atrapalhar a música que tocava. BYD Atto 8 por dentro Mercado de luxo pode ser favorável à BYD Um estudo da McKinsey, publicado em 2025, mostra que apenas 37% dos clientes de marcas de luxo se consideram leais a uma marca. Dos entrevistados, 35% afirmaram que considerariam mudar de marca e 28% disseram que provavelmente fariam isso já na próxima compra. A aposta da BYD para o Atto 8 é olhar para esse cliente em dúvida. O desejo da BYD é que profissionais bem-sucedidos e suas famílias tirem o olho de carros tradicionais da garagem dos endinheirados, como: Volvo XC60: a partir de R$ 459.950; Audi Q5: a partir de R$ 424.990; Lexus NX 450h+: a partir de R$ 480.990; BMW X2: a partir de R$ 410.950. Em comum, todos são SUVs de marcas premium ou de luxo, voltados a clientes que valorizam acabamento, tecnologia e conforto, mas sem a opção de sete lugares. Preço, mais espaço interno, potência e mais tecnologia fazem parte da estratégia da BYD para compensar a falta de outro item importante desta lista: o logo que estampa a frente, traseira e a chave do carro. A aposta da BYD é quem está aberto ao teste, e o Atto 8 serve para impressionar. i
Veja Mais

06/03 - Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026
Veículos da Stellantis produzidos no Brasil para exportação Divulgação / Stellantis As montadoras brasileiras podem não aproveitar uma nova onda de exportações em 2026. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado. Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina. Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirma o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. Das 528 mil unidades enviadas ao exterior, 302 mil tiveram como destino o país vizinho. Na comparação com o ano anterior, a alta havia sido de 85%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agora, os emplacamentos de automóveis na Argentina em fevereiro caíram 37% em relação a janeiro. O resultado reflete as incertezas do mercado em relação às reformas implementadas recentemente pelo presidente Javier Milei. O resultado das exportações brasileiras só não foi pior por causa dos números do México, que cresceram 318%. No último mês, os embarques para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil veículos em relação a janeiro. Já o Chile registrou aumento de 34,1%, passando de 1,6 mil para 2,2 mil unidades. Vendas no Brasil com boa média diária Os dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos no Brasil somaram 355,7 mil unidades no primeiro bimestre, uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025. À primeira vista, o número indica estabilidade. Porém, houve aumento de 1,8% nas vendas de automóveis e comerciais leves, que passaram de 334,1 mil para 340,1 mil unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram 29,4%, de 22,1 mil para 15,6 mil unidades. Em fevereiro, a média diária de vendas foi de 10,3 mil veículos, na comparação com o mesmo mês de 2025 — a segunda melhor média diária dos últimos dez anos. Já a produção de veículos no Brasil no bimestre foi de 338 mil unidades, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025. Os veículos eletrificados acumularam 28,1 mil unidades vendidas, das quais 43% são nacionais. “Esse já é um sinal dos investimentos em tecnologia e produção anunciados pelas fábricas nos últimos anos”, explica o presidente da Anfavea. Taxa Selic alta é inimiga Segundo Calvet, o aumento da taxa Selic ao longo de 2025 pressionou a indústria e o mercado consumidor. “A Selic nesse nível tem o poder de afetar negativamente os investimentos e o poder de consumo. A Selic atinge fortemente os emplacamentos de veículos pesados”, explica. Mesmo com a expectativa de recuo da Selic em 2026, a previsão da Anfavea é que os reflexos demorem a ser sentidos. “O Comitê de Política Monetária já sinalizou que estamos no caminho de redução da Selic, mas o mercado leva, em média, sete meses para sentir o efeito do ajuste. Portanto, devemos ter respostas no começo de 2027”, diz Calvet. Impacto da guerra no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio já provoca reflexos no preço do barril de petróleo e na cadeia logística. “Ainda não há alerta de desabastecimento de componentes e matérias-primas, mas estamos monitorando a situação com as fábricas no Brasil”, diz Calvet. Segundo ele, ainda não está claro qual será o impacto do conflito na produção de automóveis no país.
Veja Mais

06/03 - GAC GS3: SUV 'esconde' origem chinesa para disputar mercado de carros a combustão
GAC GS3: SUV 'esconde' origem chinesa para disputar mercado de carros a combustão O foco recente do setor automotivo chinês está nos veículos eletrificados, mas o GAC GS3, anunciado nesta sexta-feira (6), faz uma curva de 180 graus e chega ao Brasil apenas com motor a combustão — e nem está entre os mais econômicos. O carro está em pré-venda com sinal de R$ 4 mil, com as primeiras entregas previstas para começar nas duas últimas semanas de março. A GAC não revelou o preço do GS3, mas o g1 apurou que ele custará menos de R$ 200 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp GAC GS3 divulgação/GAC Nas dimensões, o GS3 tem porte de SUV que já virou figurinha comum nas ruas brasileiras. No visual, porém, mira em um caminho pouco explorado tanto por chinesas como por marcas tradicionais: a esportividade. Isso fica claro no escapamento com ponteira dupla cromada na traseira, junto de difusores — solução típica de carros esportivos. Outro elemento que reforça a proposta esportiva está nas linhas. As curvas são raras: quase tudo é marcado por ângulos retos. Isso aparece nos vincos da carroceria, no aerofólio traseiro, no desenho dos faróis e das lanternas, e chega até aos retrovisores. Lembra o visual cheio de linhas retas das Lamborghinis mais antigas, como a Diablo? É mais ou menos esse o caminho. Há também um toque de retrofuturismo, que traz o DMC DeLorean na lembrança, famoso pelo desenho quase todo formado por ângulos retos. GAC GS3 Comparar o novo SUV com modelos americanos ou europeus não é por acaso. Por fora, o GS3 foge do minimalismo tão associado aos carros chineses. Para quem vê rapidamente, ele pode até lembrar modelos recentes da Hyundai, Peugeot ou da Renault, sobretudo pela grande tomada de ar frontal. Para completar o pacote esportivo, o GS3 chega ao Brasil com uma única motorização. É um motor 1.5 turbo que gera 170 cv, aliado a um câmbio automatizado de dupla embreagem. Entre SUVs de dimensões semelhantes, perde apenas para o 1.6 turbinado do Hyundai Creta na versão mais cara. Além do visual ousado, as dimensões colocam o GS3 20 centímetros à frente do Volkswagen T-Cross em comprimento, com 9 centímetros a mais de largura e o mesmo entre-eixos. Na prática, pela fita métrica, ele se aproxima mais de SUVs médios como o Volkswagen Taos. Se por fora o GS3 não parece chinês, por dentro a origem aparece apenas no minimalismo das texturas do acabamento do painel. No restante, a inspiração é claramente ocidental. GAC GS3 Lista de equipamentos do GAC GS3 No Brasil o GS3 chega em duas versões, onde a única diferença está na quantidade de itens de série em cada uma: GAC GS3 Elite Central multimídia de 14,6 polegadas; Painel de instrumentos digital; Faróis de LED com acendimento automático; Câmera de ré; Freio de estacionamento eletrônico; Rodas de liga leve com 18 polegadas; Chave presencial. GAC GS3 Elipte Plus tem todos os itens acima, mais: Piloto automático adaptativo; Frenagem automática de emergência; Assistente de permanência em faixa; Câmera 360 graus; Teto solar panorâmico; Rodas de liga leve com 19 polegadas. Quem é GAC? Nova no mercado nacional, a GAC (Guangzhou Automobile Group Motor) é a quinta maior fabricante de automóveis da China e chegou ao Brasil no ano passado. Atuando desde 1955, a empresa não apenas desenvolve seus próprios veículos, como também fabrica para marcas japonesas como Mitsubishi, Honda e Toyota. A GAC também mantém parceria com a BYD. Juntas, as duas montadoras chinesas colaboram no desenvolvimento e na produção de ônibus destinados ao mercado chinês. Em 2023, a GAC vendeu 2,52 milhões de veículos na China e emprega atualmente cerca de 110 mil pessoas. A meta da montadora é atingir 4,75 milhões de unidades comercializadas e alcançar um lucro estimado em US$ 137 bilhões até 2030. Para isso, a empresa tem investido fortemente na expansão internacional. Esse movimento começou em 2021 e, atualmente, a empresa já está presente em países do Oriente Médio, Europa, Ásia, África e América Latina — incluindo mercados como Chile, Bolívia e Panamá.
Veja Mais

06/03 - Cadillac vem aí: GM confirma que vai vender SUVs de luxo da marca no Brasil
Cadillac confirma chegada oficial ao Brasil em 2026 Carlos Cereijo/g1 A General Motors confirmou, nesta quinta-feira (5), que vai vender oficialmente modelos da Cadillac no Brasil. O anúncio foi feito por Thomas Owsiaski, presidente da General Motors América do Sul. As vendas começam com três lojas nas cidades de São Paulo, Brasília e Curitiba. "O país reúne maturidade no segmento e ambiente adequado para a expansão de uma marca global de luxo”, afirma Owsianski. Os veículos confirmados até o momento são os utilitários esportivos Lyriq, Optiq e Vistiq . A estratégia da Cadillac é começar as vendas em 2026. “Estamos convencidos que existe espaço para a Cadillac", diz Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul. Segundo o executivo, a oferta de carros será feita de modo gradativo. "Vamos investir na experiência do cliente", explica. A marca não confirmou as versões que serão oferecidas nem data exata de abertura de lojas. Porém, o g1 apurou que a Cadillac vai oferecer as configurações topo de linha. Sempre com opção de dois motores elétricos e maior pacote de equipamentos. Dessa maneira, os preços dos modelos devem ficar entre R$ 600 mil e beirar R$ 1 milhão. As lojas já estão em processo de montagem e as equipes de vendas e manutenção também passam por treinamento. A General Motors do Brasil já realizou clínicas, um tipo de teste de produto sigiloso com potenciais clientes, e definiu sua estratégia. Durante a apresentação da Cadillac foi possível experimentar um dos principais atributos da marca: o requinte no acabamento. Todos os modelos se destacam pela qualidade dos materiais e construção da carroceria. O foco é entregar tecnologia com DNA mais sóbrio na cabine. Parece que estamos numa primeira classe ou jato particular. Veja a seguir detalhes dos modelos que serão vendidos no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Cadillac Lyriq Cadillac Lyriq durante evento de anúncio da chegada da marca ao Brasil Divulgação O Lyriq foi apresentado em 2021, começou a ser produzido em 2022 como modelo 2023 e foi o primeiro SUV 100% elétrico da Cadillac. À época, os destaques eram o design ousado, a plataforma Ultium e o conjunto de baterias de 100 kWh. O Brasil vai receber a versão 2026, que traz atualizações em relação ao lançamento, como novo sistema de som com 23 alto-falantes, controle de cruzeiro adaptativo mais moderno, head-up display com realidade aumentada e opções de rodas de 22 polegadas. As baterias de íons de lítio agora têm capacidade de 102 kWh, e há duas opções de motorização. A primeira conta com um motor elétrico no eixo traseiro, com 369 cv de potência e 44,9 kgfm de torque. Segundo dados da Cadillac nos Estados Unidos, a versão com tração traseira percorre 524 quilômetros com uma carga completa. Cadillac Lyriq Divulgação Já o Lyriq com tração integral (AWD) tem dois motores elétricos, um em cada eixo, que entregam juntos 522 cv de potência e 62,2 kgfm de torque. Dependendo da configuração, a autonomia varia entre 487 km e 513 km. Esse método de medição é diferente do utilizado pelo Inmetro no Brasil. O modelo tem 4,99 m de comprimento, 2,20 m de largura com os retrovisores, 1,63 m de altura e entre-eixos de 3,09 m. A configuração com dois motores pesa 2.648 kg. Para efeito de comparação, um Toyota Corolla híbrido pesa 1.450 kg. Nos Estados Unidos, onde é fabricado, o Lyriq custa entre US$ 65 mil e US$ 83 mil. Cadillac Lyriq Divulgação Cadillac Optiq Cadillac Optiq apresentado no anúncio da chegada da marca ao Brasil Divulgação O Optiq foi lançado em 2024 como um “novo ponto de entrada para o luxo do carro elétrico”, segundo a Cadillac. Chegou com dois motores elétricos de série, mas na linha 2026 passou a oferecer também versão com um motor no eixo traseiro. A configuração de entrada gera 319 cv de potência e 45,9 kgfm de torque. A versão mais potente entrega 446 cv e 68,9 kgfm. São 10 módulos de bateria — no Lyriq são 12 — que totalizam 85 kWh. A autonomia varia entre 487 km e 510 km. As medidas são mais modestas se comparadas às do Lyriq, mas isso não significa que o Optiq seja pequeno. Ele tem 4,82 m de comprimento, 2,12 m de largura com os retrovisores, 1,64 m de altura e entre-eixos de 2,95 m. Cadillac Optiq Divulgação A versão com um motor pesa 2.423 kg, e a topo de linha, com dois motores, pesa 2.323 kg. O SUV é fabricado no México e custa entre US$ 52 mil e US$ 55 mil nos Estados Unidos. No Brasil o preço deve ficar acima dos R$ 500 mil. Cadillac Vistiq Cadillac Vistiq Divulgação Com aceleração até 100 km/h em menos de 4 segundos, o Vistiq se destaca pelo parentesco com o Escalada IQL. O interior tem tela de 33 polegadas, sistema de som com 23 alto-falantes e cabine luxuosa. Cadillac Vistiq apresentado no anúncio da chegada da marca ao Brasil Divulgação O conjunto de baterias tem 102 kWh e os dois motores elétricos entregam 615 cv. Com isso o Vistiq consegue números de desempenho de fazer inveja a muito cupê esportivo. Interior Cadillac Vistiq apresentado no anúncio da chegada da marca ao Brasil Divulgação A combinação de madeira, couro e plásticos de boa qualidade deixa a cabine do Vistiq em outro patamar. Está no mesmo nível de modelos topo de linha da Mercedes-Benz e BMW. Em tecnologia o suv traz, por exemplo, câmera térmica. Com ela é possível ver na escuridão pedestres, cilcistas e animais com antecedência. Importação independente Já existem modelos atuais da Cadillac rodando no Brasil. Essas unidades chegaram por meio de importadores independentes. O processo é burocrático, envolve diversos formulários e taxas que podem dobrar o valor do veículo quando ele chega ao porto. Em fevereiro, o g1 mostrou como modelos da Cadillac, Tesla e de outras marcas chegam ao país. Saiba mais na reportagem abaixo. Como pode um Tesla aparecer nas ruas mesmo sem vender no Brasil; saiba regras e custos
Veja Mais

05/03 - Free flow: governo quer suspender até dezembro multas e pontos na CNH por não pagamento de pedágio
Pedágio 'free flow' na Rodovia Carlos Tonani, em Jaboticabal (SP) Divulgação/EcoNoroeste O Ministério dos Transportes afirmou, nesta quinta-feira (5), que pretende suspender as multas por evasão de pedágio aplicadas a motoristas que passaram pelo sistema “free flow” e não pagaram a tarifa. A medida também incluiria a suspensão dos pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aplicados por causa da infração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O pedágio eletrônico, ou “free flow”, é um sistema de cobrança que dispensa cabines de atendimento e não exige o uso de tag pelo motorista. No entanto, as concessionárias utilizam sistemas diferentes de cobrança, e motoristas têm relatado dificuldade para realizar os pagamentos. Segundo o Ministério dos Transportes, a suspensão serviria para que fossem feitos os ajustes necessários e para que as concessionárias pudessem adotar uma comunicação integrada com o sistema do governo federal. Para emitir a multa, o governo federal recebe a comunicação da concessionária da rodovia e registra a infração no aplicativo CNH do Brasil. A evasão de pedágio, seja em praças tradicionais ou no free flow, gera multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. "Está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica", disse a pasta em nota. Assim, o motorista que passar pelo pórtico do “free flow” e não fizer o pagamento terá uma segunda chance de quitar a dívida sem a cobrança de multa. Não se trata de perdão: a penalidade continuará valendo caso o pagamento não seja feito até dezembro. (veja a íntegra da nota abaixo) O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Nesse sistema, o motorista não precisa reduzir a velocidade para que os dados do veículo sejam lidos. Outra vantagem é a cobrança proporcional ao trecho percorrido, já que o sistema identifica onde o carro entrou e saiu da rodovia. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina a implementar o sistema em suas rodovias. No Brasil, o sistema já funciona em rodovias federais, como a BR-101 (Rodovia Rio-Santos), e foi autorizado para uso em vias urbanas e rurais, abrangendo estradas e rodovias federais, estaduais, distritais e municipais em todo o país. Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio free flow aplica multa? Não. A função do pedágio eletrônico é apenas identificar corretamente o veículo para realizar a cobrança. As câmeras e sensores instalados nos pórticos são usados exclusivamente para esse propósito. A multa por evasão de pedágio é aplicada apenas quando o pagamento não é efetuado. Trata-se de uma infração grave, com penalidade de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O sistema de cobrança do free flow utiliza a mesma tecnologia das tags já comuns no Brasil, com avanços importantes para identificar corretamente cada tipo de veículo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras possuem lentes duplas para capturar imagens em 3D, permitindo identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais estão suspensos. Isso garante a cobrança correta de acordo com o porte do veículo, como no caso dos caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça. Veja a íntegra da nota divulgada pelo Ministério dos Transportes: Em relação aos questionamentos sobre a homologação dos sistemas de livre passagem (free flow), a Resolução Contran nº 1.013/2024 estabeleceu que esses sistemas devem ser previamente homologados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) antes do início de sua operação, fixando prazo de 180 dias, contados da publicação do normativo específico, para o cumprimento dessa exigência. Esse normativo foi publicado em 12 de junho de 2025, por meio da Portaria Senatran nº 442, que definiu os procedimentos para a homologação. O módulo sob responsabilidade da Senatran, voltado ao envio de informações cadastrais, já está desenvolvido e tecnicamente concluído. No entanto, foram identificados ajustes necessários na arquitetura de interoperabilidade para garantir compatibilidade com as soluções utilizadas pelas concessionárias. Diante disso, a Senatran, em conjunto com o Ministério dos Transportes, estuda uma alternativa regulatória para permitir uma transição adequada. Nesse contexto, está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação até dezembro de 2026. A proposta ainda está em tramitação interna e aguarda manifestação da Consultoria Jurídica. Em relação à infração prevista no art. 209-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a deliberação deverá estabelecer uma regra de transição, permitindo a suspensão da exigibilidade das multas aplicadas até então, caso o usuário regularize o pagamento dos pedágios em aberto. É importante destacar que não se trata de perdão do pedágio, mas apenas da garantia de uma nova oportunidade para o pagamento da tarifa antes da aplicação da multa.
Veja Mais

05/03 - Renault lança Koleos, SUV híbrido para 'roubar' os clientes das marcas chinesas; veja detalhes
Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses A Renault quer se reposicionar aos olhos dos brasileiros. Deixar de ser vista como a marca dos carros populares para ser reconhecida pelo requinte nos segmentos mais caros. O capítulo mais recente dessa estratégia, que já incluiu Kardian e Boreal, é o Koleos. O SUV tem proporções generosas, maiores que as do Jeep Commander, e aposta em uma cabine chamativa e em um conjunto híbrido de 245 cv para fisgar clientes que hoje compram BYD Song Plus e GWM Haval H6. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Renault ainda não divulga o preço, mas o g1 apurou e já consegue fazer uma estimativa: algo na casa dos R$ 260 mil. O Koleos segue o padrão global de design da Renault. As linhas vincadas da carroceria ganham destaque com a pintura cinza acetinada. Detalhes azulados e apliques pretos completam o visual futurista. Será o suficiente para conquistar o cliente brasileiro? A resposta talvez esteja no interior do Koleos. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Painel com três telas No interior, a Renault priorizou a experiência de motorista e passageiros. São três telas alinhadas no painel, cada uma com 12,3 polegadas. Uma está logo atrás do volante e funciona como cluster de instrumentos. No meio, alinhada com o console central, está a tradicional tela do multimídia. A novidade é a terceira tela, logo a frente do carona. Nela é possível ajustar o ar-condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto-falantes e até assistir à série favorita em serviços de streaming. Painel com 3 telas do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Essa tela do passageiro tem um efeito de discrição semelhante ao de películas de privacidade usadas em celulares. Quem observa de lado não consegue ver o conteúdo, que aparece escuro. Assim, o passageiro pode assistir a vídeos sem distrair o motorista. A má notícia é que a legislação brasileira não permite a reprodução de vídeos com o carro em movimento, mesmo com esse recurso na tela. Portanto, filmes e séries só podem ser assistidos com o Koleos parado. A qualidade dos materiais e do acabamento é superior. Por outro lado, a combinação de telas e revestimentos em preto brilhante acumula muitas marcas de dedo. A iluminação ambiente colore os painéis das portas e harmoniza com as costuras azuis e vermelhas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Comparado ao interior do Song Plus 2027, por exemplo, o Koleos integra melhor os elementos ao painel. A gigante tela flutuante do BYD rouba o protagonismo. A Renault transmite sensação de tecnologia sem recorrer a telas giratórias ou botões chamativos. O teto panorâmico reforça o ambiente sofisticado. Resta saber se o cliente brasileiro prefere a ousadia de alguns modelos ou a proposta mais discreta do Koleos. Banco traseiro generoso É de se imaginar que quem busca um veículo desse porte não quer passar aperto no banco traseiro. A plataforma CMA, também usada por Volvo e Geely, garante 2,82 m de entre-eixos e posiciona a bateria de forma compacta no centro do carro. O resultado é um assoalho praticamente plano e bom espaço para joelhos, ombros e cabeça. Além do espaço generoso, os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado com ajuste próprio de temperatura e bancos aquecidos, algo raro na segunda fileira. Também é possível reclinar o encosto, o que torna a viagem mais confortável. Bancos traseiros do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Equipamentos e preço para brigar O Koleos será vendido no Brasil em versão única, sem opcionais. A lista inclui rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado, pacote visual Esprit Alpine, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, head-up display e outros itens de conforto. No lançamento, a Renault afirmou que o Koleos poderá ser comprado em qualquer um dos mais de 250 pontos de venda da marca. A empresa não confirmou preço, prazo de garantia, planos de manutenção nem expectativa de vendas. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação O g1 apurou que a Renault considera como principais concorrentes do Koleos o BYD Song Plus e, nas versões mais completas, o GWM Haval H6. A lista também inclui Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander. Com esses concorrentes na mira e o pacote de equipamentos oferecido, é possível estimar um preço próximo de R$ 260 mil. A confirmação dos valores e de informações como a garantia será feita no dia 1º de abril. “Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, explica Guilherme Ruibal, gerente de produto da Renault. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação São 29 sistemas de assistência ao motorista O Renault Koleos consegue fazer manobras de estacionamento de forma autônoma; o motorista não precisa nem acelerar. Há também condução semiautônoma de nível 2. Em vias rápidas, o SUV mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa. Ele identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado. O SUV conta com frenagem automática e assistente de manobras evasivas. Nesse caso, o sistema identifica quando a força aplicada pelo motorista pode não ser suficiente para evitar uma colisão e adiciona mais assistência à direção. Há câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura do veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática inclusive em curvas, alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal, aviso para saída segura dos ocupantes, alerta de colisão traseira, entre outros recursos. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Concorrentes plugáveis O motor 1.5 turbo com injeção direta do Koleos é movido apenas a gasolina e gera 144 cv, com torque de 23,4 kgfm. Os dois motores elétricos, acoplados à transmissão de três marchas, entregam juntos 136 cv e 32,6 kgfm de torque. A potência combinada chega a 245 cv. Os dados oficiais da Renault indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. Segundo o Inmetro, o consumo é de 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada — números que não impressionam para um híbrido. O g1 já experimentou o Koleos pelas ruas de São Paulo, mas as impressões de como o modelo se comporta ao volante só podem ser compartilhadas mais para frente. Motor 1.5 turbo do Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Divulgação Já é possível comparar o Renault com alguns dos modelos apontados como concorrentes. O BYD Song Plus acaba de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv. Além disso, a bateria de 26,3 kWh do modelo chinês permite rodar até 99 km no modo elétrico, sem acionar o motor a combustão. O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e tem mais força. A potência combinada do motor 1.5 turbo com o elétrico chega a 326 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 segundos, mais rápida que a do Koleos. Já deu para perceber que a concorrência é pesada, tanto em preço quanto em números de desempenho. Renault Koleos esprit Alpine full Hybrid E-Tech Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 144 cavalos Torque: 23,4 kgfm Motores elétricos: 2 Potência: 136 cavalos Torque: 32,6 kgfm Bateria: Íon de lítio Capacidade da bateria: 1,64 kWh Tanque de combustível: 55 litros Câmbio: 3 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 8,3 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Comprimento: 4,78 m Largura: 1,88 m Altura: 1,68 m (com as barras do teto) Entre-eixos: 2,82 m Peso: 1.804 kg
Veja Mais

04/03 - BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990
BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990 A BYD renovou o Song Plus, segundo híbrido mais vendido do Brasil em 2025. Por fora, quase nada muda, mas o modelo evoluiu em eficiência e reforça a disputa com seu principal rival, o GWM Haval H6 PHEV. A principal novidade está no conjunto mecânico: o motor 1.5 aspirado, usado desde o lançamento do Song Plus no Brasil, em 2022, foi substituído por um propulsor turbo. Ele trabalha em conjunto com o motor elétrico, ampliando desempenho e eficiência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A bateria também aumentou, passando de 18,3 kWh para 26,3 kWh. Com essa nova capacidade, o SUV médio consegue andar 99 km com uma carga e reduz a diferença em autonomia quando comparado aos modelos que mais rodam no modo 100% elétrico, segundo o Inmetro: GWM Wey: 128 km com uma carga; GWM Haval H6 GT e PHEV35: 119 km com uma carga. BYD Song Plus divulgação/BYD Com a nova bateria, a BYD promete alcance combinado de até 1.150 km, somando energia elétrica e combustível. O valor chama atenção, mas fica abaixo dos 1.200 km declarados para o BYD Song Plus sem motor turbo. Para facilitar a recarga da bateria, o BYD Song Plus passou a contar com carregador rápido, que permite carga completa em 55 minutos — antes, o processo levava cerca de três horas na tomada. Com isso, fica claro que a BYD teve como principal alvo o GWM Haval H6 ao decidir atualizar o Song Plus no Brasil. O Wey 07 foca em um público mais abastado ao custar consideravelmente mais: R$ 429 mil. Song Plus será produzido no Brasil Além das novidades técnicas do SUV médio, a BYD já havia confirmado que o Song Plus está entre os modelos que serão montados na fábrica de Camaçari (BA), onde antes operava a planta da Ford responsável por veículos como o EcoSport. Com isso, o Song Plus será o quarto modelo produzido no Brasil. Os anteriores foram: Dolphin Mini King Song Pro A meta da BYD é alcançar uma produção anual de 600 mil veículos, volume superior ao registrado por concorrentes com grandes fábricas no Brasil, como o grupo Stellantis na unidade de Betim (MG), que produziu 525 mil unidades em 2025. As demais fábricas do grupo, responsável por marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, colocaram 317 mil veículos no mercado: 250 mil produzidos em Goiana (PE) e outros 67 mil em Porto Real (RJ). Concorrência cresceu para o Song Plus Quando chegou ao Brasil, em 2022, o BYD Song Plus encontrou um mercado praticamente sem concorrentes com sistema híbrido plug-in. A GWM ainda não atuava no país, e as marcas já presentes demonstravam pouco interesse nesse tipo de tecnologia. Estes foram os 10 carros híbridos plug-in mais vendidos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE): Caoa Chery Tiggo 8: 1.941 emplacamentos; Volvo XC60: 1.879 emplacamentos; BMW X5: 1.003 emplacamentos; Land Rover Discovery: 935 emplacamentos; Volvo XC90: 879 emplacamentos; Porsche Cayenne: 787 emplacamentos; BMW X3: 759 emplacamentos; BMW 330e: 609 emplacamentos; Land Rover Range Rover: 537 emplacamentos; Audi Q5: 437 emplacamentos. Esse cenário favorável levou o modelo à segunda colocação no ranking dos veículos eletrificados mais vendidos do Brasil já no ano seguinte. O Song Plus ficou atrás apenas do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que somou 10.283 emplacamentos, contra 7.669 unidades vendidas da versão GS do SUV da BYD. Na comparação com o líder de 2022 no segmento de híbridos plug-in, o Song Plus registrou um volume de vendas quase quatro vezes maior. Em 2024, o Song Plus superou o Corolla Cross no ranking geral de eletrificados e manteve essa posição em 2025. No entanto, perdeu a liderança para outros modelos da própria BYD, como o Dolphin Mini GS e o Song Pro GS. Hoje, o Song Plus enfrenta concorrentes diretos que vão além do Haval H6, com preço circulando na mesma faixa de preço. Um deles é o Jaecoo 7, que adota visual mais aventureiro e aposta em uma autonomia combinada de até 1.200 km, com bateria carregada e tanque cheio. O preço sugerido do Jaecoo 7 parte de R$ 234.990 e chega a R$ 256.990, a depender da versão escolhida. Outro concorrente recente é o Leapmotor C10, que aposta em um visual mais arredondado. Ele não promete a mesma autonomia total dos rivais, mas se destaca por ser o primeiro híbrido do tipo REEV vendido no Brasil. Nesse tipo de veículo, o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Elas alimentam os motores elétricos, que são os únicos responsáveis pela tração do SUV. No Brasil, o C10 híbrido custa R$ 219.990. Nomenclatura da BYD é confusa Apesar de compartilharem o mesmo nome, diferenciados apenas pelo sufixo, Song Plus e Song Pro são modelos distintos e com preços em patamares diferentes: BYD Song Plus (2025): R$ 249.900; BYD Song Pro: entre R$ 189.990 e R$ 199.990. BYD Song Pro será um dos modelos produzidos no Brasil Divulgação Enquanto no iPhone a versão Pro é mais completa e cara que a Plus, nos Song Plus essa lógica é invertida. De forma resumida: o BYD Song Pro é uma versão mais comprida, só que com menos espaço no porta-malas, acabamento com menor quantidade de áreas com toque macio e menos equipada que o Plus. Ambos compartilham o mesmo sistema híbrido DM-i com motor 1.5 a gasolina, mudando a capacidade da bateria — menor no Pro. Há ainda uma segunda variação do Song Plus, chamada Song Plus Premium. Entre os diferenciais estão a tração integral, mais alto-falantes distribuídos pela cabine e um carregador adicional de celular por indução. Essa versão também estreou o motor 1.5 turbo, agora adotado no Song Plus sem sufixo. Com esse pacote mais completo, o BYD Song Plus Premium tem preço de R$ 299.800.
Veja Mais

03/03 - Hyundai anuncia ampliação da fábrica no interior de SP para produzir novo carro no Brasil
Fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP) Hyundai/Divulgação A Hyundai anunciou, nesta terça-feira (2), a expansão na fábrica em Piracicaba (SP) para a produção de um novo carro no Brasil. O modelo, que ainda não foi divulgado, será o terceiro fabricado na unidade e deve estrear ainda em 2026. Segundo a fabricante, o veículo terá uma configuração inédita e ficará posicionado entre o hatch Hyundai HB20 e o SUV Hyundai Creta, atualmente produzidos no interior de São Paulo. A proposta é ocupar um segmento intermediário entre hatchbacks e utilitários esportivos. SUV Hyundai Creta, produzido em Piracicaba (SP) Hyundai/Divulgação Investimento de US$ 1,1 bilhão Segundo a fabricante, a ampliação faz parte do pacote de investimentos de US$ 1,1 bilhão anunciado pela Hyundai para o Brasil até 2032. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Os recursos serão destinados a avanços tecnológicos, aumento da capacidade produtiva e desenvolvimento de soluções de mobilidade sustentável, informou a fabricante. Veja os vídeos que estão em alta no g1 215 mil veículos por ano Com as melhorias implementadas, a fábrica de Piracicaba passa a ter capacidade superior a 215 mil veículos por ano, informou a fabricante, e poderá produzir diferentes modelos em linhas compartilhadas, o que aumenta a flexibilidade da operação industrial. Inaugurada em novembro de 2012, a unidade é considerada estratégica para a atuação da marca no país e na América do Sul. De acordo com a empresa, a expansão também está alinhada ao plano global da montadora, que prevê a produção de 5,55 milhões de veículos até 2030. Hatch Hyundai HB20 produzido pela Hyundai em Piracicaba (SP) Hyundai/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
Veja Mais

03/03 - Seu carro bebe muito ou pouco? Veja o consumo de todos os carros zero km do Brasil
Bomba de gasolina em posto de combustíveis de Macapá Jorge Júnior/Rede Amazônica O Inmetro atualizou nesta segunda-feira (2) o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que reúne informações sobre todos os carros zero km vendidos no Brasil. A planilha traz informações como tipo de transmissão, motorização e tipo de combustível, além de um dado essencial para muitos brasileiros na escolha de um carro novo: o consumo na cidade e na estrada. Para os carros elétricos, é informada a autonomia com uma carga completa da bateria. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao todo, o Inmetro lista 794 modelos de 39 marcas, todos disponíveis para venda oficial no Brasil. Os modelos estão divididos nas seguintes categorias: 100% elétricos: 146 modelos; Híbridos plug-in: 94 modelos; Híbridos (leves ou plenos): 94 modelos; Flex: 246 modelos; Gasolina: 273 modelos; Diesel: 121 modelos. O g1 preparou uma tabela para facilitar a busca pelo seu carro — ou por aquele que você pretende comprar. Nela, é possível visualizar todos os modelos ou procurar um específico ao digitar o nome ou a versão no campo de busca. Veja a tabela abaixo.
Veja Mais

02/03 - Vendas globais da BYD caem 41% em fevereiro e marcam pior resultado em seis anos
Navio da BYD no porto de Itajaí, Santa Catarina REUTERS/Anderson Cohelo/File Photo As vendas globais de carros da BYD caíram 41% em fevereiro deste ano, na comparação com os emplacamentos do mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela fabricante no último domingo (1º). Em fevereiro de 2025, a BYD comercializou 322.846 veículos no mundo. Já no mesmo mês de 2026, o volume caiu para 190.190 unidades - redução de 41,09%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No acumulado do de 2026, porém, a retração foi menos acentuada: Vendas entre janeiro e fevereiro de 2025: 623.384 unidades; Vendas entre janeiro e fevereiro de 2026: 400.241 unidades. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com base nesses números, a queda registrada no período foi de 35,7%. A queda só não supera o resultado de fevereiro de 2020, quando todo o mercado foi impactado pela pandemia de Covid-19. Naquele mês, as vendas de veículos da BYD despencaram 80,5%, ao passar de 14.429 unidades em fevereiro de 2019 para 2.803 carros no mesmo mês de 2020. A BYD divide a venda de veículos em dois tipos de propulsão: totalmente elétricos e híbridos plug-in. Segundo o relatório, os híbridos plug-in foram os mais afetados: as vendas caíram de 193.331 unidades em 2025 para 108.243 neste ano, uma retração de 44%. Já os modelos totalmente elétricos passaram de 162.788 unidades no ano passado para 124.902 em 2026, o que representa queda de 36,3%. Especialistas avaliam que a queda não deve continuar neste patamar Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que, embora o relatório trate das vendas globais, a queda está ligada à redução dos emplacamentos no mercado chinês. “Fevereiro de 2026 foi impulsionado por uma desaceleração significativa da demanda no mercado doméstico chinês, onde consumidores estão menos estimulados a comprar veículos elétricos após anos de crescimento explosivo”, revela Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting. Ele e Milad Kalume Neto, consultor independente do setor automotivo, apontam ações do governo como um dos fatores para a queda nas vendas dentro da própria China, como a redução de incentivos para a compra de modelos eletrificados ou movidos a combustíveis alternativos ao petróleo. Outro movimento apontado pelos especialistas é a competitividade interna. Ela cria “uma guerra de preços no próprio país para controle dos estoques como um mecanismo de proteção das fabricantes que preferem vender logo com prejuízos menores do que amargaram prejuízos maiores em manterem os veículos por longo prazo em seus estoques”, diz Milad. Para conter a venda de veículos abaixo do preço de custo, o governo da China passou a impedir esse tipo de desconto. Com isso, Milad Kalume Neto prevê um cenário de consolidação, com fusões entre as cerca de 150 marcas de carros que existem no país asiático. “A tendência é que tenhamos uma reorganização nos próximos meses e não um encolhimento estrutural. Maior disciplina nos preços e ainda maior eficiência produtiva”, diz Kalume. Brasil vive cenário oposto e BYD aparece no topo Se nas vendas globais a BYD enfrenta dificuldades, no mercado de veículos do Brasil a marca chinesa segue em crescimento desde que passou a vender seus próprios carros. Considerando apenas os modelos elétricos e híbridos, a BYD lidera as vendas no Brasil. Em 2026, foram 9.801 unidades zero quilômetro emplacadas, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Dolphin Mini Divulgação/BYD Com esse desempenho, a BYD concentra 41,3% das vendas de veículos eletrificados. Em segundo lugar aparece a Toyota, com 3.944 emplacamentos no ano, o equivalente a 16,6% do mercado. Considerando todos os tipos de veículos, a BYD ocupa a quinta colocação entre as marcas que mais venderam carros, segundo ranking divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Neste ano, a BYD emplacou 9.755 veículos novos e, com esse volume, superou marcas tradicionais como: Jeep: 8.893 emplacamentos; Honda: 6.722 emplacamentos; Renault: 5.489 emplacamentos; Toyota: 5.310 emplacamentos; Nissan: 4.460 emplacamentos. Na lista da Fenabrave entram todas as vendas de veículos zero quilômetro, que podem ocorrer no varejo ou de forma direta. No varejo, a concessionária atua como intermediária. Já na venda direta, o consumidor compra o carro da própria marca — como nas aquisições pelo site da fabricante ou nas vendas com desconto para PCD, taxistas e frotas de empresas. Considerando apenas as vendas no varejo, o BYD Dolphin Mini foi o veículo zero km mais vendido de fevereiro - levando em conta carros de passeio e comerciais leves, como picapes e furgões. No mês, estes foram os modelos mais vendidos nesse tipo de comercialização: BYD Dolphin Mini: 4.094 unidades; Volkswagen Tera: 3.856 unidades; Fiat Strada: 3.214 unidades; Hyundai Creta: 3.129 unidades; Chevrolet Tracker: 3.023 unidades.
Veja Mais

02/03 - É #FAKE que passar com o carro na contramão por pedágio free flow evita cobrança
É #FAKE que passar pela contramão no pedágio free flow evita cobrança Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem passa pela contramão sob um pórtico de pedágio eletrônico e alega que a manobra permite escapar da cobrança. É #FAKE. g1 🛑 Como é a publicação falsa? O vídeo viralizou no início deste ano em redes sociais como TikTok e Instagram. A gravação, feita de dentro de um carro que trafega por um trecho de mão dupla da BR 381, em Minas Gerais, mostra um veículo invadindo a contramão para passar pelo pedágio automático. Uma voz masculina, que parece ser a do motorista, diz: "Você sabia que se passar na contramão o pedágio não cobra? Você sabia disso? Pois é, não cobra". Embora a cena seja real – e não algo fabricado com inteligência artificial (IA), por exemplo –, a alegação não procede. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou um comunicado explicando: "a informação é falsa, e seguir essa 'dica' pode sair bem mais caro do que qualquer tarifa (entenda abaixo). O free flow (pedágio eletrônico em livre passagem) é o modelo de cobrança de tarifa que elimina praças físicas e cancelas. Elas são substituídas por pórticos que identificam automaticamente TAGs ou placas (leia detalhes ao final desta reportagem). ⚠️ Por que isso é mentira? Em 20 de fevereiro, a ANTT publicou em seu site oficial uma nota com o seguinte título: "Pega na mentira: fake news sobre pedágio eletrônico pode virar multa, processo e dor de cabeça". O texto cita que "o sistema identifica veículos independentemente do sentido em que trafegam" e que "a cobrança é feita normalmente". Além disso, "a tecnologia foi desenvolvida justamente para registrar placas, eixos e características dos veículos em qualquer direção" e "não há brecha técnica a ser explorada". A entidade explica ainda que: Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, quem dirige na contramão em vias mão dupla comete infração grave (com 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23); se for em vias de sentido único, é infração gravíssima (com 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47). O ato pode ser enquadrado como direção perigosa ("especialmente se houver risco imediato à vida de outras pessoas ou intenção de exibição"). Na prática, significa que a multa pode ser multiplicada, com suspensão da CNH. "Há ainda consequências civis e criminais. Em caso de acidente, o motorista que trafega na contramão tende a ser responsabilizado pelos danos. Se houver vítimas, a situação piora e podem surgir crimes de trânsito." Vídeos como o do conteúdo viral são repassados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) – "e os envolvidos podem ser investigados por condutas como atentado à segurança viária ou tentativa de fraude". O Fato ou Fake mostrou o vídeo à concessionária Nova 381, que administra a BR 381. A resposta, enviada por e-mail, informou que o sistema "realiza a leitura nas duas pontas da passagem de veículos pelo pedágio eletrônico, portanto, é fake a afirmação do motorista de que transitar na faixa contrária funcione para burlar o pedágio". "Além de a cobrança ser registrada pelo sistema, o motorista é autuado pela PRF por invadir a faixa contínua, prática que traz o risco de graves acidentes e que configura infração no artigo 203 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) de natureza gravíssima, com a perda de sete pontos na CNH e multa." 🚗 O que é free flow? O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias. Pórticos com sensores, leitores de TAGs (transponders) e câmeras que leem placas (ANPR) são instalados em pontos da rodovia. Sempre que passa por um desses pórticos, o veículo é registrado eletronicamente, e a identificação pode ocorrer por etiqueta eletrônica (TAG) ou leitura da placa. Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária. O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa. É #FAKE que passar pela contramão no pedágio free flow evita cobrança Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
Veja Mais

28/02 - R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G
Airbus lança ACH145 Mercedes-Benz, helicóptero de US$ 15 milhões Para alguns, um Mercedes-Benz AMG G 63 de R$ 2,5 milhões é suficiente. Para outros, é preciso ir além. Nesta semana, a marca alemã lançou, em parceria com a Airbus, o helicóptero ACH145, pela bagatela de US$ 15 milhões. Sim, para se ter uma aeronave exclusivíssima e que carrega a estrela de três pontas é preciso desembolsar cerca de R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Enquanto a Airbus cuida dos aspectos técnicos da aeronave, cabe à Mercedes dar os toques de luxo e conforto aos passageiros. A cabine busca reproduzir um ambiente conhecido dos fãs da marca, mas, para atender a um cliente mais que VIP, é possível mexer em quase tudo. O modelo abusa do uso de madeira, couro, costuras aparentes e iluminação ambiente personalizável. A principal referência estética é o Classe G, o modelo mais caro e icônico da Mercedes no Brasil. Esse grau de personalização faz com que o ACH145 leve até dois anos para ser entregue ao cliente. Com a ordem de compra em mãos, materiais definidos e fornecedores escolhidos, são necessários ao menos três meses de fabricação na Alemanha. Não à toa, a expectativa de vendas é baixíssima: entre três e cinco unidades por ano, no mundo. Ainda assim, quase todas já têm dono para 2026. E um deles está no Brasil, um empresário que a Airbus obviamente não revelou quem é. ACH145 Mercedes-Benz Edition De onde surgiu essa ideia? O ACH145 é resultado de uma parceria entre as empresas iniciada em 2010. Pode parecer inusitado, mas a explicação chega a ser intuitiva. Para a Mercedes, é uma forma de se mostrar a um público extremamente abastado, que facilmente poderia comprar um carro da marca, mas pode estar de olho em outras opções. O acabamento luxuoso funciona como uma ponte para atrair esse consumidor. Para a Airbus, o helicóptero deixa de ser visto como uma “simples” aeronave e passa a ser apresentado como objeto de luxo. Essa estratégia é fundamental para conquistar clientes que não buscam apenas especificações técnicas, mas uma experiência extra-classe. ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes No evento de lançamento em São Paulo, as marcas exibiram lado a lado a aeronave e o SUV. Segundo a Airbus, a robustez de um 4x4 raiz se assemelha à capacidade do ACH145 de lidar com diferentes situações. A marca afirma que ele é capaz de pousar não só em terrenos acidentados, como também é compacto o suficiente para utilizar o heliponto de um iate de grande porte. Uma versatilidade importante para clientes exigentes. Também se aproximam pela exclusividade. Como modelo mais caro da Mercedes no Brasil, um dos principais diferenciais do Classe G é a ampla possibilidade de personalização. A Airbus afirma que há poucas restrições de materiais utilizados na aeronave, e que uma equipe de engenheiros está a postos para buscar soluções na mesma pegada que o cliente espera. ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes
Veja Mais

27/02 - 'Desmanche legal' da Stellantis, dona da Fiat, chega a 9 mil peças reaproveitadas em 6 meses
Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis A Stellantis, grupo que reúne marcas como Fiat, Jeep e Peugeot, desmontou cerca de 600 carros nos primeiros seis meses de operação do seu primeiro centro de desmanche veicular fora da Europa, localizado em Osasco (SP). Ao todo, foram recicladas 360 toneladas de materiais, entre eles: 334 toneladas de aço e alumínio provenientes de componentes estruturais dos veículos; 26 toneladas de plástico; 1,8 tonelada de cobre. Além disso, foram retirados 2,5 mil litros de óleo presentes nos veículos. Esse volume foi tratado pelo grupo e destinado a um descarte ambientalmente adequado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os itens que não seguiram para reciclagem ou descarte, o grupo reaproveitou mais de 9 mil peças. Após o recondicionamento, elas foram colocadas à venda no mercado. Por enquanto, a Stellantis é o único grupo de montadoras que mantém um centro de reciclagem no Brasil. A Toyota, por sua vez, prometeu implantar uma solução semelhante no país, voltada ao reaproveitamento e à venda de peças com preços mais baixos ao consumidor final. Ainda sem data definida para começar, o projeto de reciclagem de veículos está em fase inicial. Já existem, porém, estudos para que o reaproveitamento de peças chegue ao consumidor final. “Estamos em uma operação piloto, não tão avançada quanto a da Stellantis”, admitiu Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Para viabilizar o projeto, a Toyota já identificou três perfis de clientes potenciais para o serviço de desmanche: Proprietários de veículos com até cinco anos de uso; Proprietários de veículos com cinco a 10 anos, ainda dentro da garantia; Usuários de veículos destinados ao trabalho. Como é o desmanche da Stellantis Chamado de "Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças", o centro é o primeiro da América Latina e também o único aberto do grupo fora da Europa. Ele nasceu a partir de investimento de R$ 13 milhões do grupo. Assim, as montadoras entram no mercado de reciclagem estruturada de veículos sinistrados, em fim de vida útil ou fora de uso — inclusive de outras marcas. As peças recebem uma classificação de 1 a 10, e somente itens com notas entre 5 e 10 são colocados à venda, segundo a Stellantis. De acordo com Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul, todas custam menos de 50% do valor original. "A nota estará pública através de etiqueta em cada peça, para ser ainda mais transparente com o cliente. Ele tem garantia de que a peça passou por um processo legal de desmontagem", afirma Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul. O projeto faz parte do plano global da empresa voltado à economia circular. O investimento foi destinado à construção do centro, que deve gerar cerca de 150 empregos nos próximos anos. Com capacidade para desmontar até 8 mil veículos por ano, o centro prioriza a reciclagem automotiva e o reaproveitamento de peças. A operação pode evitar a emissão de aproximadamente 30 mil toneladas de CO₂ ao ano, segundo a empresa. Peças são etiquetadas e vendidas na internet Vinicius Montoia | g1 "Vai ter carros de outras montadoras. E vamos comercializar as peças dessas outras fabricantes, sim", diz Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços para a América do Sul. De onde vêm os carros desmontados pela Stellantis? O centro de desmanche recebe veículos acidentados, classificados como perda total, ou automóveis que chegaram ao fim de sua vida útil. Eles são adquiridos em leilões e passam por um processo de desmontagem que garante a destinação correta de peças e materiais. Ao chegar à unidade, o veículo passa por uma área de descontaminação, onde todos os fluidos — como óleos e combustíveis — são retirados. Depois, segue para a linha de desmontagem, onde técnicos avaliam a condição geral do veículo e de seus componentes por meio de testes e inspeções detalhadas. As peças em condições de reaproveitamento são separadas para reuso ou remanufatura. As destinadas à reutilização passam por limpeza com produtos biodegradáveis e recebem identificação individual com classificação, valor de mercado e etiqueta de rastreamento emitida pelo Detran. Cada veículo é vinculado a uma “carteira de desmonte”, emitida por fornecedor homologado, que lista até 49 itens com rastreabilidade total, incluindo informações sobre o veículo de origem, o responsável pelo desmonte e a procedência da peça. Além de cumprir as exigências dos órgãos reguladores, a Stellantis adota um sistema próprio de codificação e controle de qualidade, garantindo a padronização de todo o processo. “Hoje, temos uma destinação correta para 100% dos materiais dos veículos desmontados. Desde os fluidos, como óleos e combustíveis, até matérias-primas como aço, ferro, alumínio, cobre e outros metais nobres. Tudo é reaproveitado", explica Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul. O reaproveitamento de peças veiculares ainda enfrenta grandes desafios no Brasil. A Stellantis estima que a frota nacional tenha cerca de 48 milhões de veículos e que, a cada ano, aproximadamente 2 milhões cheguem ao fim de sua vida útil. Desses, apenas 1,5% recebem destinação correta. Segundo a montadora, o mercado brasileiro de reciclagem de veículos tem potencial para movimentar até R$ 2 bilhões por ano. Os outros 98,5% permanecem nos pátios dos Detrans ou acabam abandonados. "O Circular AutoPeças também contribui para reduzir os índices de criminalidade, já que diminui o número de veículos desmontados de forma irregular", afirma Solti. A siderúrgica ArcelorMittal mantém contrato com a Stellantis, e todas as carrocerias são enviadas para reciclagem do material. “Ao internalizar as operações de desmontagem, a Stellantis passa a ter controle sobre o fluxo de componentes e materiais dos veículos, ao mesmo tempo em que reduz o desperdício”, afirma Laurence Hansen, vice-presidente sênior global de Economia Circular. Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul, garante que o desmanche da Stellantis também realizará a desmontagem e reciclagem de carros elétricos e híbridos. Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis Onde comprar peças usadas? As peças em bom estado, retiradas dos veículos desmontados, serão vendidas ao público em canais físicos e digitais. Em Osasco, o atendimento ocorrerá na loja física do centro, instalada em um contêiner de vendas. Pela internet, os componentes estarão disponíveis na loja oficial da "Circular AutoPeças" no Mercado Livre e, em breve, também em um e-commerce próprio. Todas as vendas seguem os critérios de rastreabilidade e segurança do Detran, garantindo conformidade com a legislação e oferecendo peças em condições de uso, com qualidade e procedência certificadas.
Veja Mais

26/02 - Stellantis erra na estratégia de carros elétricos e tem prejuízo de R$ 153,9 bilhões
Novo Jeep Compass na linha de produção em Melfi, Itália Divulgação A Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual). O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O prejuízo já era esperado, pois a empresa havia divulgado estimativas preliminares três semanas antes. O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirma em nota Antonio Filosa, CEO da Stellantis. Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita. “Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa. Ano marcado por perdas Ao longo de 2025, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora. No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica. Fábrica de modelos eletrificados a Leapmotor em Zhejiang, China Divulgação Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos. Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento. As ações da Stellantis em Milão caíam 0,3% e, desde o anúncio das perdas com carros elétricos, acumulam queda de cerca de 20%. O papel atingiu seu nível mais baixo em 6 de fevereiro e recua 30% no ano. A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.
Veja Mais

26/02 - Ford faz recall de 4,3 milhões de veículos por falha em freio
Ford F-150 é um dos modelos afetados pelo recall nos Estados Unidos Divulgação | Ford A Ford vai fazer um recall de 4,3 milhões de veículos nos Estados Unidos, segundo a agência Reuters. Um problema de software pode causar falhas nos freios e também afetar as luzes externas dos veículos ao usar um reboque. O problema pode ocorrer ao rebocar um trailer. O módulo de reboque pode perder comunicação com o veículo, o que pode causar a perda das luzes de freio e de seta, ou a perda da função de frenagem no trailer. Segundo a Reuters, a Ford vai resolver o problema por meio de uma atualização de software. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os modelos afetados estão alguns também vendidos no Brasil. As picapes Maverick, F-150, Ranger e a van E-Transit. O recall também inclui F-250, Lincoln Navigator e Expedition nos Estados Unidos. Todos produzidos entre 2021 e 2026. O g1 consultou a Ford do Brasil para confirmar se as unidades vendidas no país fazem parte do recall. A empresa ainda não divulgou uma posição oficial. Assim que isso acontecer, esta notícia será atualizada. Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais

25/02 - Seu veículo quitado é alternativa para tirar seus planos do papel
Banco BV oferece opções atrativas de crédito para quem tem carro quitado. Divulgação Na hora de pedir crédito, alternativas que oferecem juros mais baixos e maior previsibilidade de pagamento têm ganhado relevância. Entre elas está o Empréstimo com Garantia de Veículo BV, modalidade que utiliza um carro quitado como garantia para dinheiro extra, sem que o proprietário precise se desfazer do veículo. Ideal para quem deseja reorganizar as finanças, investir no negócio, realizar uma reforma ou tirar outros planos do papel. Esse tipo de crédito costuma apresentar condições mais vantajosas em comparação a empréstimos pessoais tradicionais, como prazos mais longos para o pagamento e taxas reduzidas, o que contribui para o planejamento financeiro de médio e longo prazo. Crédito com Garantia de Veículo No Empréstimo com Garantia de Veículo BV*, o valor concedido está diretamente ligado à avaliação do automóvel. Dependendo do modelo, ano e estado de conservação, é possível contratar um crédito de até 120% do valor do carro. A principal característica da modalidade é permitir que o veículo continue sendo utilizado normalmente durante o contrato, preservando a mobilidade do cliente e evitando impactos na rotina. O crédito pode ser direcionado a diferentes finalidades, como investimentos pessoais ou capital para novos projetos. Além das condições de crédito, a oferta pode incluir benefícios adicionais para quem opta por centralizar serviços financeiros. Ao abrir uma conta digital no Banco BV e autorizar o débito automático das parcelas, o cliente pode receber bônus a cada mensalidade, reduzindo o custo efetivo do empréstimo ao longo do tempo. Atuação consolidada no mercado de crédito Com mais de 37 anos de atuação, o banco BV construiu sua trajetória com foco em financiamento de veículos e ampliou seu portfólio para incluir empréstimos, conta digital e cartões. A proposta é oferecer soluções que conciliem solidez institucional e conveniência digital, acompanhando diferentes perfis e necessidades financeiras. Para consumidores que buscam alternativas mais vantajosos de crédito, o uso de um veículo quitado como garantia surge como uma opção que combina acesso a recursos. Saiba mais. *Sujeito a análise. Consulte condições. Bônus nas parcelas condicionado à abertura de conta, adesão e pagamento das parcelas do empréstimo via débito automático, conforme prazos e condições do regulamento disponível em: https://www.bv.com.br/documents/d/portal/ofertaintegradaoficial.
Veja Mais

24/02 - Nova CNH: mais de 10 mil brasileiros já tiraram a primeira habilitação pelo app em 2026
Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Crystofher Andrade/g1 O Ministério dos Transportes informou nesta terça-feira (24) que 10.289 candidatos concluíram o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nos dois primeiros meses de 2026. Todos esses motoristas iniciaram o processo para obter a CNH pelo aplicativo CNH do Brasil, criado pelo Ministério dos Transportes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a pasta, eles “fizeram o curso teórico, realizaram os exames médico e psicológico, coletaram a biometria, passaram pelas provas teórica e prática e já estão com a CNH emitida”. As etapas para emitir a CNH mudaram em janeiro deste ano e, com as novas regras, o custo de todo o processo caiu cerca de 70%, além de haver redução no tempo necessário para concluir a habilitação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério dos Transportes afirma que, no modelo anterior, o processo levava cerca de nove meses. Com as mudanças, os candidatos passaram a obter o documento em aproximadamente dois meses. Ao somar os candidatos que iniciaram o processo de obtenção da CNH antes das novas regras, mas que terminaram o processo dentro das novas regras, com aqueles que já aderiram ao novo modelo de emissão do documento, o país soma 424.349 brasileiros habilitados. Estes são os cinco estados com o maior número de brasileiros habilitados pelas novas regras da CNH: Rio Grande do Sul: 2.530 emissões da primeira CNH; São Paulo: 1.690 emissões da primeira CNH; Minas Gerais: 1.431 emissões da primeira CNH; Pará: 839 emissões da primeira CNH; Paraná: 676 emissões da primeira CNH. Autoescolas vendem pacotes por cerca de R$ 300 Com as novas regras, o curso teórico, antes exclusivo das autoescolas, agora está disponível na internet e as aulas práticas passam a um mínimo de duas horas, contra 20 horas anteriormente. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. O g1 buscou, então, alguns instrutores autônomos. O menor valor encontrado em um pacote foi de R$ 379,90, referente a duas aulas. Nesse preço, já estava incluída a taxa da prova do Detran de Goiás, que custa R$ 38,93. Em outras buscas, foi possível encontrar instrutores credenciados com valores entre R$ 80 e R$ 250 por hora.
Veja Mais

24/02 - Nissan Versa ganha novo design e chega ao Brasil em 2026
Novo Nissan Versa começa a ser produzido no México Divulgação A Nissan do México anunciou nesta terça-feira (24) que iniciou a produção do novo Nissan Versa. A atual geração do modelo é exportada de lá para o Brasil desde 2020. Ainda não há data confirmada de lançamento no país, mas o sedã deve chegar em 2026. O sedã compacto abandonou os faróis maiores e adotou um visual mais vincado. Fica evidente a escolha dos designers de aproximar o modelo ao Kicks. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A traseira também traz novidades. As lanternas são ligadas por um elemento em preto brilhante, recurso que tem se tornado comum em lançamentos recentes. Ainda não foram divulgadas imagens do interior. A fábrica não confirmou mudanças mecânicas. Por se tratar de uma atualização visual, o Versa deve manter o motor 1.6 aspirado flex, com 113 cv de potência e 15,2 kgfm de torque quando abastecido com etanol. O câmbio deve continuar sendo o automático CVT. Nissan Versa tem novo design na traseira para 2026 Divulgação Concorrência forte O Versa é oferecido em três versões no Brasil: Sense: R$ 117.990; Advance: R$ 128.390; Exclusive: R$ 146.490. Em 2025, a Nissan emplacou 9.261 unidades do Versa no Brasil, número bem acanhado em comparação às 17.782 unidades do Honda City vendidas no mesmo período. Nissan Versa vendido no Brasil ainda tem design com faróis grandes Divulgação Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian
Veja Mais

24/02 - Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho análogo à escravidão no Pará
Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) divulgação/Volkswagen Em julgamento realizado nesta terça-feira (24), a Justiça manteve uma condenação da Volkswagen por trabalho análogo à escravidão. O caso ocorreu entre as décadas de 1970 e 1980, no Pará. A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região manteve todos os termos da condenação da Volkswagen, proferida em agosto do ano passado. Pela decisão, a montadora deverá pagar R$ 165 milhões por dano moral coletivo, em razão de trabalho análogo à escravidão. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo no Pará (Funtrad/PA). Além da indenização, a decisão determinou a adoção de uma política de garantias para evitar a repetição das violações. Segundo o Ministério Público do Trabalho, uma das medidas prevê a “a aprovação e divulgação de uma Política de Direitos Humanos e Trabalho Decente com cláusula de “tolerância zero” ao trabalho escravo e tráfico de pessoas” O crime ocorreu entre 1974 e 1986 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, também conhecida como Fazenda Volkswagen, localizada em Santana do Araguaia, no sudeste do Pará. Procurada pelo g1, a Volkswagen informou que irá recorrer da decisão. Confira, a seguir, o posicionamento da montadora: A Volkswagen do Brasil informa que seguirá em busca de segurança jurídica nas esferas superiores do Judiciário Brasileiro. Com legado de mais de 70 anos e como uma das maiores empregadoras do Brasil, a Volkswagen reafirma seu compromisso permanente com o respeito absoluto à Constituição Federal, às leis brasileiras e aos princípios internacionais de direitos humanos, que orientam sua atuação como uma das maiores empregadoras do país. A empresa repudia qualquer forma de trabalho forçado, degradante ou análogo à escravidão e reitera sua dedicação histórica à promoção de um ambiente laboral digno, ético e responsável. Servidão por dívida, violência e submissão No despacho do ano passado, o juiz Otavio Bruno da Silva Ferreira, da Vara do Trabalho de Redenção (PA) afirma que "relatórios oficiais, testemunhos de trabalhadores e documentos de órgãos públicos evidenciam que o modelo de produção adotado incluía práticas de servidão por dívida, violência e submissão a condições degradantes, configurando o núcleo do trabalho escravo contemporâneo". O MPT argumentou que centenas de trabalhadores da Fazenda Vale do Rio Cristalino foram submetidos a essas condições, que incluíam também vigilância armada, alojamentos precários, alimentação insuficiente e ausência de assistência médica, especialmente aos acometidos por malária. A decisão da Justiça foi tomada em ação civil pública ajuizada pelo MPT em dezembro de 2024, baseada em denúncias da Comissão Pastoral da Terra com base em relatório apresentado pelo padre Ricardo Rezende Figueira. O MPT afirma ter obtido acesso a ações judiciais, inquéritos policiais e certidões e depoimentos prestados em cartório que comprovariam a ocorrência dos fatos denunciados. A fazenda de produção agropecuária contava com 300 empregados diretos, como pessoal administrativo, vigilantes e vaqueiros. As violações de direitos humanos foram cometidas, segundo a denúncia, principalmente contra lavradores ou peões, responsáveis por derrubar a floresta para transformá-la em pasto. Eles eram aliciados em pequenos povoados, sobretudo em Mato Grosso, Goiás e no atual Tocantins por empreiteiros conhecidos como "gatos". Na entrada da fazenda havia uma guarita com seguranças armados para controlar a entrada e saída dos trabalhadores. Ao chegarem ao local, as pessoas aliciadas tinham que comprar utensílios em uma cantina, como lona para o barraco onde dormiriam e comida. Ao longo da investigação, diversos casos vieram à tona de funcionários que contraíam dívidas ao comprar os itens e, depois, não podiam deixar a fazenda, mesmo que doentes, segundo o MPT. Empreendimento teve apoio da ditadura militar O empreendimento agropecuário da Volkswagen teve financiamento público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) no período da ditadura militar (1964-1985). A Fazenda Volkswagen tinha 139 mil hectares, quase o tamanho da cidade de São Paulo. A empresa chegou à Amazônia para derrubar a vegetação nativa e criar gado, impulsionada pela política dos governos militares de ocupação e exploração da floresta. Em 2020, a Volkswagen assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT e com os ministérios públicos Federal e de São Paulo em outro caso envolvendo a ditadura militar. A empresa se comprometeu a destinar R$ 36,3 milhões a ex-trabalhadores presos, perseguidos ou torturados em São Bernardo do Campo (SP).
Veja Mais

24/02 - Leilão do Detran-SP tem Honda Civic mais barato que iPhone e moto Dafra a R$ 400
Como funcionam os leilões O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vai realizar um novo leilão de carros e motos na primeira semana de março. Os veículos, que foram recolhidos por infrações de trânsito, estão disponíveis para visitação durante os dias 2 e 3 de março. O lote mais barato é por uma moto Dafra Smart 125, de 2011, com lance inicial de R$ 400. Já o mais caro é uma Mercedes-Benz C63 AMG de 2013, com lances a partir de R$ 140 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O leilão acontece de forma virtual o dia 5 de março, mas os veículos estão no pátio municipal de Campinas. A visitação pública acontece entre os dias 2 e 3 de março, das 9h às 16h30. Atenção às datas de lances públicos: Veículos conservados destinados à circulação: acontece no dia 4 de março, às 9h; Sucata aproveitável e sucata com motor inservível: acontece no dia 5 de março, às 9h; Sucata para reciclagem: acontece no dia 5 de novembro, às 9h. Honda Civic LXR custa R$ 16.000, exatos R$ 2.499 mais em conta que um iPhone 17 Pro Max 2TB divulgação/Detran-SP Neste leilão, existem: 🚗 261 veículos aptos a circular; ⚙️ 258 sucatas com motor ainda podendo ser aproveitado; 🔧 53 sucatas com motor condenado, mas podendo servir como peças sobressalentes para outros veículos; ♻️ 16 sucatas para fundição e reciclagem. Segundo o edital do leilão, um carro ou moto aptos a circular significa que eles podem retornar a andar em via pública, ficando o comprador responsável pelo registro do veículo perante o órgão ou entidade executiva de trânsito, com o pagamento das respectivas taxas. O Detran-SP não é responsável pelas peças e afirma que o comprador já está ciente da situação mecânica do veículo, não aceitando posteriores reclamações. Neste leilão, a Dafra Smart 125, de 2011 é a moto mais barata, com lance mínimo de R$ 400. Já o carro mais em conta é um Peugeot 206 Sensation de 2004, com lance partindo de R$ 700. Dafra Smart 125 EFI de 2011, com lance mínimo de R$ 400 divulgação/Detran-SP Veja outros destaques do leilão Mercedes-Benz C63 AMG de 2013 Lance inicial: R$ 140.000 BMW X1 de 2019 Lance inicial: R$ 40.000 Honda Civic LXR de 2014 Lance inicial: R$ 16.000 Volkswagen Gol 1.6 de 2019 Lance inicial: R$ 16.000 BMW F800 R de 2017 Lance inicial: R$ 15.000 Toyota Corolla XEi de 2000 Lance inicial: R$ 5.000 Honda CBX 250 Twister 2004 Lance inicial: R$ 1.200 Fiat Uno Mille Economy de 2011 Lance Inicial: R$ 5.000 Yamaha Fazer YS250 de 2007 Lance inicial: R$ 1.000 Honda CG 160 Fan de 2023 Lance inicial: R$ 5.000 A avaliação estimada para cada veículo é calculada com base nos valores praticados pelo mercado e no estado de conservação da unidade. O lance mínimo é o valor de partida para as ofertas. Os leilões são abertos a todas as pessoas e empresas, mas são vedadas as participações de: Servidores do Detran-SP e parentes de servidores até o segundo grau; Leiloeiro, seus parentes até segundo grau e membros de sua equipe de trabalho; Proprietários, sócios e/ou administradores dos pátios terceirizados, licitados ou conveniados onde se encontram custodiados os veículos, seus parentes até segundo grau e os membros da equipe de trabalho; Pessoas físicas e jurídicas impedidas de licitar e contratar com a administração, sancionadas com as penas previstas nos incisos III e IV do art. 156 da Lei federal n.º 14.133, de 2021 ou, ainda, no art. 7º da Lei federal n.º 10.520, de 17 de julho de 2002. Veja dicas para participar de leilões Leilão de veículos feito pelo Detran-SP divulgação/Governo de São Paulo Como em qualquer leilão, é preciso analisar minuciosamente cada item para saber qual faz sentido na sua garagem. Para te ajudar, o g1 reuniu as principais dicas e as opiniões de especialistas para que você tome a melhor decisão. Existem dois tipos de leilões: os particulares e os públicos. A primeira pergunta que o consumidor pode se fazer é: de onde vêm esses veículos? Os leilões públicos costumam ofertar modelos que foram apreendidos ou abandonados. De acordo com Otávio Massa, advogado tributarista, esses veículos têm origem em operações de fiscalização aduaneira e foram retidos por questões legais, fiscais ou por abandono em recintos alfandegados. Existem também os carros inservíveis de órgãos públicos, como os que já não têm mais utilidade para o propósito governamental e são vendidos para reutilização ou como sucata. “Os veículos são vendidos no estado em que se encontram, sem garantias quanto ao seu funcionamento ou condições, e o arrematante assume todos os riscos”, explica Massa. Em meio aos riscos, há excelentes preços. Porém, existe um passo a passo para verificar o estado do carro, que vamos falar adiante. Diferentemente das revendas oficiais ou multimarca, não é oferecida uma garantia para o produto. É nesse momento que o consumidor tem que ligar o alerta: produtos de leilões particulares podem ter garantia para apenas alguns itens. Os públicos, por sua vez, não têm garantia. Por isso, é importante checar se é possível fazer uma vistoria presencial no modelo antes de pensar no primeiro lance. Luciana Félix, que é especialista em mecânica de automóveis e gestora da Na Oficina em Belo Horizonte, lembra ainda que a burocracia pode ser um grande empecilho para o uso do item leiloado. Um exemplo que ela cita é o de um carro aprendido, que pode ter problemas na documentação. “Esses carros já vêm com burocracias devido ao seu histórico. (...) Às vezes, são carros que necessitam de uma assistência jurídica. Você tem que contratar um advogado para fazer toda a baixa dessa papelada”, alega a especialista. Leilões particulares De acordo com a especialista em mecânica automotiva Luciana Félix a maioria dos pregões particulares oferece carros de seguradoras (geralmente de sinistros, com perdas totais ou parciais), de locadoras, e de empresas com pequena frota, que colocam a antiga para leilão quando precisam fazer a substituição. Simplificando o conceito: 🔒Leilões particulares: frotas de empresas, devoluções de leasing, de seguradoras 🦁Leilões da Receita Federal: apreendidos, confiscados ou abandonados. Tipo de compra Segundo Ronaldo Fernandes, especialista em Leilões da SUIV, empresa que possui um banco de dados de peças automotivas, é fundamental entender que existem duas maneiras de adquirir automóveis ofertados em leilões: para restaurar ou utilização; e aqueles voltados exclusivamente para empresas de desmanche legal. “Não há um tipo específico de veículos que vai a leilão, mas é muito importante verificar qual o tipo de venda que está sendo oferecida para o veículo de interesse, pois alguns veículos poderão circular normalmente e outros servirão somente para desmonte ou reciclagem devido à sua origem”, afirma Fernandes. Nos casos em que os carros são vendidos para desmanches, a origem deles se dá por conta do tamanho do sinistro. “Dependendo do tamanho do sinistro, o automóvel só poderá ser vendido como sucata, ou seja, sem documentação para rodar novamente”, afirma Fernandes. Critérios para venda Segundo o advogado tributarista Otávio Massa, os critérios para que um carro vá a leilão incluem: Valor comercial: veículos com valor residual significativo que justifique a venda; Condição recuperável: mesmo que parcialmente danificados, se ainda tiverem peças reutilizáveis ou puderem ser reparados; Procedimento legal: veículos apreendidos ou abandonados que legalmente devem ser vendidos em leilão público. Resumindo, o que define se um veículo vai ser leiloado é o quanto ele ainda pode despertar o interesse financeiro de novos compradores. Thiago da Mata, CEO da plataforma Kwara, afirma que é feita uma avaliação prévia para determinar o valor a ser cobrado. “Normalmente, ativos que possuem débitos superiores ao seu valor de mercado são considerados sucata e vão para descarte. Da mesma forma, veículos cujo estado de conservação seja muito crítico podem ter o mesmo destino para que possam ser aproveitadas as peças”, argumenta. Otávio Massa corrobora com a visão de da Mata ao afirmar que “não há uma porcentagem mínima específica estabelecida por lei, mas o critério principal é se o veículo tem valor comercial residual. Veículos sem valor ou severamente danificados podem ser descartados”. Carros, caminhões, ônibus e outros modelos destinados a desmanche têm seus respectivos números de chassis cancelados. É como se o automóvel deixasse de existir. Prudência e dinheiro no bolso De acordo com Thiago da Mata, da Kwara, inspecionar o veículo é de suma importância. Afinal, os carros podem ter distintos estados de conservação, o que tem que entrar na lista de preocupações de quem participa de um pregão. “[Os veículos] podem tanto estar em bom estado de conservação, como também é possível que tenham ficado em pátio público durante um período de tempo importante”, afirma. Os carros podem ter marcas provocadas pelo período em que ficaram expostos ao clima: pintura queimada, oxidação da lataria, manchas provocadas pela incidência solar. E esses reparos também precisam entrar no planejamento financeiro do comprador. Idealmente, a inspeção deve ser feita de forma presencial, segundo os especialistas consultados nesta reportagem. Ao verificar um carro, por exemplo, é preciso verificar tudo: bancos, painéis de porta, console central, volante, conferir os equipamentos, a quilometragem, ligar o carro, abrir o capô, checar a existência de bateria de 12V e, se possível, levar um especialista ou mecânico de confiança para checar as partes técnicas e prever possíveis custos extras com manutenção. Luciana Félix, que é especialista em manutenção, diz que o consumidor precisa ver até o histórico de manutenção, se possível. E documentar tudo com fotos. “Comprar carros em leilão é tipo um investimento de risco, você pode se dar muito bem ou muito mal, pois você não poderá andar com o carro para saber como está o seu motor ou câmbio, pois todos os veículos estão lacrados”, argumenta a proprietária da Na Oficina. É importante ressaltar que essa é a mesma verificação que se faz ao comprar um automóvel usado, seja presencial ou via marketplace: deve ser feita uma avaliação técnica, além de checagem da quilometragem rodada e documentação do ativo. “Importante que seja feita a verificação de débitos ou algum tipo de bloqueio para venda, pois a responsabilidade por estes pagamentos pode ser diferente de leilão para leilão. Estas informações devem estar presentes no Edital, que deve ser lido com atenção antes que qualquer lance seja dado”, alerta Thiago da Mata, da Kwara. Quando a compra é feita pela internet e não existe a possibilidade de visitar o produto, é indicado solicitar uma vídeo-chamada para fazer essa inspeção. Não é o ideal, mas já ajuda a verificar o estado do carro, mesmo que seja à distância. O que verificar: Documentação: incongruências jurídicas; Custos para regularização; Estado de conservação do carro; Custos para restauro; Condições de compra; Inspeção mecânica e de equipamentos. Assim, se você vai participar de um leilão pela primeira vez, atente-se para os seguintes passos. Estude: leia o edital e entenda as regras do leilão; Verifique a procedência: se certifique que o veículo não tem pendências legais; Defina um orçamento: estabeleça um limite máximo de gastos; Inspecione: se possível, veja o veículo pessoalmente ou solicite um relatório detalhado; Experiência: participe de leilões menores para entender a lógica de funcionamento. ▶️ LEMBRE-SE: Utilize apenas canais oficiais para se comunicar com o leiloeiro e verifique sempre a autenticidade das mensagens. Evitar fraudes já é um bom começo.
Veja Mais

23/02 - Volvo fará um recall de 40 mil SUVs elétricos EX30 devido a risco de incêndio na bateria
Volvo EX30 Ultra Twin Motor divulgação/Volvo A Volvo fará um recall de mais de 40 mil unidades do SUV elétrico EX30, seu carro-chefe, após identificar risco de superaquecimento nos pacotes de bateria, informou a Reuters na segunda-feira. A iniciativa pode afetar a reputação de segurança construída pela montadora ao longo de décadas e gerar custos de milhões de dólares. O recall prevê a substituição de módulos dos pacotes de baterias de alta tensão do SUV compacto, peça central da estratégia da Volvo para enfrentar marcas chinesas de menor preço. A segurança das baterias é um tema sensível tanto para fabricantes de veículos elétricos quanto para os consumidores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao todo, 40.323 unidades do EX30 nas versões Single-Motor Extended Range e Twin-Motor Performance, equipadas com essas células de alta tensão, são afetadas, informou a montadora sueca — controlada majoritariamente pela chinesa Geely — em resposta a questionamentos da Reuters. “Estamos entrando em contato com os proprietários de todos os carros afetados para orientá-los sobre os próximos passos”, afirmou a Volvo. As ações da Volvo recuaram 4% após a reportagem da Reuters sobre o recall. Na corrida pelo desenvolvimento de veículos elétricos, algumas montadoras já enfrentaram problemas relacionados às baterias. Em 2020, um risco de incêndio levou a General Motors a convocar um recall de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt, equipadas com baterias fornecidas pela LG, a um custo estimado de US$ 2 bilhões. Os problemas nas baterias da Volvo surgem em um momento em que a montadora busca economizar US$ 1,9 bilhão e ampliar a integração com sua controladora, a chinesa Geely. As baterias foram produzidas por uma joint venture apoiada pelo grupo, a Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co.. Segundo a Volvo, o fornecedor já corrigiu a falha e será responsável pelo fornecimento das novas células. “ELES PRECISAM ACERTAR” A Volvo informou que fará a substituição gratuita das unidades afetadas e recomendou que, até a conclusão do reparo, os proprietários limitem a recarga a 70% para reduzir o risco de incêndio. “O EX30, em especial, é muito importante para a Volvo, então eles precisam acertar”, disse Sam Fiorani, vice-presidente de previsão global de veículos da empresa de pesquisa AutoForecast Solutions. Desde dezembro, a Volvo orientou proprietários do EX30 em mais de uma dúzia de países — incluindo Estados Unidos, Austrália e Brasil — a estacionar os veículos longe de edifícios e limitar a recarga a 70%, segundo registros regulatórios e a própria empresa. Andy Palmer, veterano da indústria automotiva, afirmou que a Volvo tem menos margem para erros do que suas rivais, já que a reputação de segurança é um elemento central da identidade da marca. “A Volvo não pode se dar ao luxo de um problema de segurança, porque isso atinge o coração da marca”, disse ele. Custo potencialmente elevado para corrigir o problema da bateria Os novos módulos de bateria de reposição podem custar até US$ 195 milhões, sem considerar despesas de logística e reparo, segundo uma análise da Reuters baseada em estimativas do que um fabricante chinês de baterias poderia cobrar. A Volvo afirmou que esses cálculos são “de natureza especulativa” e que segue em negociações com o fornecedor. Antes da divulgação do recall, a Reuters ouviu dois proprietários do EX30 que manifestaram interesse em devolver seus veículos, o que reforça o impacto potencial do problema. O corretor de seguros britânico Matthew Owen disse que escolheu o EX30 pela autonomia e pela reputação de segurança da Volvo, acrescentando que a montadora deveria assumir a responsabilidade por estar “produzindo um carro que é perigoso”. Tony Lu, proprietário de um EX30 na Nova Zelândia, afirmou que teve custos adicionais, já que a limitação da recarga reduziu a autonomia do veículo. “Eu ficaria absolutamente encantado se eles recomprassem o carro”, disse Lu.
Veja Mais

21/02 - CNH: veja os limites de pontos para perder a carteira
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Divulgação/Detran-AM No início do sistema de pontuação, o Código Brasileiro de Trânsito permitia acumular até 20 pontos em um ano. Hoje, o limite para suspensão da carteira depende de quantas infrações gravíssimas o condutor cometeu nos últimos 12 meses. O teto é de 40 pontos, mas apenas para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 365 dias. Dependendo das infrações registradas, o limite para suspensão da CNH pode cair para 20 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A exceção são os condutores que exercem atividade remunerada, o que inclui motoristas de aplicativo. Nesse caso, o limite de pontos acumulados em 365 dias é sempre de 40. Ao alcançar 30 pontos, o motorista profissional pode fazer um curso de reciclagem para reduzir a chance de ter a CNH suspensa. Essa regra vale apenas para o acúmulo de pontos e não se aplica a infrações que, sozinhas, já geram suspensão imediata da carteira. Já os outros motoristas precisam ficar atentos para não ultrapassar os novos limites. Na dúvida, a orientação é consultar o aplicativo da CNH no celular ou o Detran do seu estado. Veja abaixo os limites Limite de 40 pontos : vale para o motorista que não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses. Portanto, ele pode acumular pontos por infrações graves, médias e leves até esse teto. Limite de 30 pontos: se o motorista tiver uma infração gravíssima nos últimos 12 meses, o teto cai para 30 pontos. Nesse caso, a regra fica mais rígida e o motorista precisa redobrar a atenção. Limite de 20 pontos: com duas ou mais infrações gravíssimas no período, o total permitido cai para 20 pontos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 É preciso ficar atento ao prazo de validade desses pontos, pois eles só deixam de contar após 12 meses da data da infração. 🔎 Por exemplo: um motorista cometeu infrações leves e médias e tem 27 pontos acumulados na CNH nos últimos 12 meses. Se ele cometer uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos e o teto pode ser ultrapassado. Nesse caso, há risco de suspensão da carteira. Tipos de infrações Além de acumular pontos, as infrações também geram multas. Os valores podem ser multiplicados por agravantes e reajustados pelos órgãos competentes. Veja alguns exemplos: Infrações leves: exemplos incluem parar o carro na calçada, estacionar no acostamento e buzinar em local proibido. Essas infrações somam 3 pontos à CNH e geram multa de R$ 88,38. Infrações médias: incluem circular com velocidade até 20% acima da permitida, transitar com velocidade inferior a 50% da máxima da via e parar sobre a faixa de pedestres. São 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Infrações graves: exemplos incluem estacionar em ciclofaixa, não usar cinto de segurança e ultrapassar em mais de 20% o limite de velocidade. Nesses casos, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23. Infrações gravíssimas: incluem dirigir sob efeito de álcool ou de substância psicoativa, deixar de prestar socorro à vítima de acidente em que o condutor esteja envolvido e estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. A multa é de R$ 293,47 e são 7 pontos na CNH. No caso de dirigir embriagado, a multa pode chegar a quase R$ 3 mil se o teor alcoólico aferido for superior a 0,04 mg/L. Esse tipo de conduta também leva à suspensão imediata da CNH, mas não é a única infração com essa consequência. Infrações autossuspensiva Se o motorista cometer uma infração gravíssima autossuspensiva, a CNH fica suspensa imediatamente, independentemente da quantidade de pontos acumulados. Alguns exemplos são transitar em velocidade 50% acima do limite da via, dirigir ameaçando pedestres, conduzir de forma a intimidar outros veículos, participar de rachas e fazer manobras perigosas. Como recorrer O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. CNH foi suspensa. E agora? Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos. A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação. Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado. Veja também as mudanças na prova prática para tirar a CNH. Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória
Veja Mais

20/02 - Chevrolet convoca recall do Onix e Onix Plus por falha no airbag; veja se seu carro está na lista
Chevrolet Onix fica mais moderno e segura motor para desconto de IPI Verde A Chevrolet anunciou um recall do Onix e Onix Plus. Segundo a montadora, os sensores de airbag para impacto lateral foram "produzidos com a orientação interna incorreta". "Em caso de impacto lateral com intensidade suficiente para o acionamento dos airbags laterais e de cortina, existe a possibilidade dos airbags não serem acionados, comprometendo a proteção aos ocupantes do veículo, com possibilidade de lesões físicas graves e até mesmo fatais", diz a Chevrolet em nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quais veículos estão na lista? Chevrolet Onix 2026 divulgação/GM O recall envolve apenas duas unidades do Onix e do Onix Plus, ambas fabricadas no mesmo dia na unidade da GM em Gravataí (RS), na região metropolitana de Porto Alegre. Ano/modelo: 2026; Fabricados: em 31 de julho de 2025; Chassis: 9BGEA48A0TG114740 e 9BGEY69H0TG113722. O reparo pode ser realizado em qualquer concessionária da Chevrolet e consiste na substituição do sensor lateral de impacto do airbag. O serviço é gratuito e tem duração estimada de 60 minutos. A fábrica de Gravataí (RS) produz o Onix desde o lançamento do modelo, em 2012. Essa é a linha de produção mais longeva da história da marca, superando a do Corsa, que também foi fabricado no local até 2016.
Veja Mais

20/02 - Justiça dos EUA mantém multa de R$ 1,2 bilhão contra a Tesla após acidente fatal com Autopilot
Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Tesla para anular um veredicto de júri de US$ 243 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) relacionado a um acidente ocorrido na Flórida, em 2019, com um Model S equipado com Autopilot. O sistema é utilizado pela Tesla como modo de direção autônoma. A colisão matou uma mulher de 22 anos e deixou o namorado dela gravemente ferido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em decisão divulgada nesta sexta-feira (20), a juíza Beth Bloom afirmou que as provas apresentadas no julgamento “mais do que sustentaram” o veredicto de agosto de 2025. Segundo ela, a Tesla não apresentou novos argumentos capazes de derrubar a decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Tesla, comandada por Elon Musk, deve recorrer da decisão. Procurados, seus advogados não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Como o acidente aconteceu O acidente aconteceu na cidade americana de Key Largo, Flórida, em 25 de abril de 2019, quando George McGee conduzia seu Model S a aproximadamente 100 km/h e atravessou um cruzamento, colidindo com um Chevrolet Tahoe estacionado no acostamento, onde estavam as vítimas. McGee teria se abaixado para pegar um celular que caiu no chão do veículo e, segundo relatos, não recebeu qualquer alerta antes de avançar um sinal de parada e um semáforo, colidindo com o SUV onde estavam as vítimas. Naibel Benavides Leon foi arremessada a cerca de 23 metros e morreu no local, enquanto Angulo teve ferimentos graves. “Temos um motorista que não agiu de forma ideal, e ainda assim o júri concluiu que a Tesla teve responsabilidade no acidente”, disse Philip Koopman, professor de engenharia da Universidade Carnegie Mellon e especialista em tecnologia autônoma. “A única maneira de o júri ter decidido contra a Tesla foi identificando uma falha no software do Autopilot”, acrescentou. “Isso é relevante.” Em comunicado, a Tesla declarou que McGee foi o único responsável pelo acidente. “Para deixar claro, nenhum carro em 2019 — e nenhum atualmente — teria evitado esse acidente”, afirmou a empresa. “Nunca se tratou do Autopilot; foi uma narrativa criada pelos advogados das vítimas, culpando o veículo quando o motorista — desde o início — admitiu e assumiu a responsabilidade.” Os jurados consideraram a Tesla 33% responsável pelo acidente. Foram concedidas indenizações compensatórias de US$ 19,5 milhões ao espólio de Benavides e de US$ 23,1 milhões a Angulo, além de US$ 200 milhões em danos punitivos, a serem divididos entre eles. McGee já havia firmado um acordo com os autores da ação. O veredicto foi o primeiro de um júri federal a tratar de um acidente fatal relacionado ao sistema Autopilot. Ao pedir a reversão da decisão, a Tesla argumentou que McGee deveria ser o único responsabilizado pelo acidente, que o Model S não apresentava defeitos e que o veredicto contrariava o bom senso. A Tesla afirmou que montadoras “não são responsáveis por todos os danos causados por motoristas imprudentes” e que os danos punitivos deveriam ser anulados, já que a empresa não teria demonstrado “desprezo temerário pela vida humana”, conforme a lei da Flórida. Os advogados dos autores da ação também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Impactos em casos futuros A Tesla já foi alvo de vários processos semelhantes envolvendo a tecnologia de direção autônoma de seus veículos, mas a maioria foi encerrada ou arquivada antes de ir a julgamento. Em junho do ano passado, um juiz negou o pedido da Tesla para encerrar o processo na Flórida. Especialistas apontam que o veredicto desta semana pode estimular novas ações judiciais e aumentar o custo de acordos futuros. “É um marco relevante”, disse Alex Lemann, professor de Direito da Universidade Marquette. “Esta é a primeira vez que a Tesla é condenada em um dos inúmeros casos fatais relacionados à sua tecnologia de piloto automático.” O veredicto também pode dificultar os esforços de Elon Musk, atualmente o homem mais rico do mundo, para convencer investidores de que a Tesla pode liderar o mercado de direção autônoma — tanto em veículos particulares quanto em robotáxis, cuja produção está prevista para o próximo ano. Tesla Model S divulgação/Tesla
Veja Mais

20/02 - Com vendas baixas, Tesla lança versão mais barata da Cybertruck
Tesla Cybertruck 2026 Divulgação A Tesla anunciou uma versão mais barata da Cybertruck por US$ 59.990. Antes, a versão mais acessível da picape nos Estados Unidos partia de US$ 79.990. A empresa também reduziu o preço da versão topo de linha, a Cyberbeast, de US$ 114.990 para US$ 99.990. No Brasil, a Tesla não tem operação oficial, mas o g1 mostrou que é possível importar a Cybertruck de forma independente por cerca de R$ 1 milhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil Mercado de elétricos esfria nos EUA e China Em janeiro, as vendas de veículos elétricos e híbridos recuaram 3% no mundo, na comparação com janeiro de 2025. Os dados são da consultoria BMI. A China registrou queda de 20% no período, e a América do Norte, de 33%. Os Estados Unidos tiveram o pior resultado de emplacamentos de veículos eletrificados em janeiro desde 2022. Por outro lado, a Europa e outros mercados registraram aumento nas vendas. A decisão dos Estados Unidos de retirar incentivos fiscais para carros eletrificados é uma das explicações para a queda. A China também cortou subsídios e, recentemente, criou uma taxa para a compra desses veículos. Já o Brasil registrou, em 2025, aumento de 26% nas vendas de carros elétricos e híbridos. Tesla perde liderança Com 1,64 milhão de unidades emplacadas em 2025, a Tesla teve uma queda de 9% e deixou de ser a maior fabricante de elétricos no mundo. A BYD assumiu o posto com 2,26 milhões de veículos eletrificados vendidos no ano passado. Mesmo assim, o bilionário Elon Musk não parece muito preocupado. Para o executivo o futuro da empresa depende mais do serviço de táxi autônomo, armazenamento de energia e robôs domésticos. Ele também anunciou que deve usar as fábricas que montam Model X e Model S para produzir robôs. A Tesla enfrenta uma crise desde que Musk mostrou apoio a eleição de Donald Trump e, em seguida, passou a fazer parte do gabinete do presidente. A situação ficou ainda mais complicada quando Trump e Musk entraram em conflito, culminando com saída do bilionário do governo. O antigo aliado do presidente passou então a atacar política econômica adotada pelos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 30 de maio de 2025. Reuters/Nathan Howard Em novembro de 2025, a assembleia de acionistas da Tesla aprovou o pagamento de US$ 878 bilhões a Musk. Isso mostra o apoio que o executivo tem para transformar a fábrica de carros em uma potência de inteligência artificial e robótica. Para receber esse valor, Musk precisa bater algumas metas nos próximos 10 anos como entregar 20 milhões de veículos, operar 1 milhão de robotáxis, vender 1 milhão de robôs e obter US$ 400 bilhão de lucro operacional.
Veja Mais

20/02 - Lei autoriza e fixa regras para instalar carregadores de veículos elétricos em prédios residenciais e comerciais em SP; entenda
Consumidores têm optado pelo carro elétrico TV TEM/ Reprodução A lei que autoriza a instalação e define as regras para carregadores de carros elétricos nas garagens de condomínios residenciais e comerciais de São Paulo foi sancionada na quinta-feira (19) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Até então, a falta de uma lei específica deixava com os condomínios a decisão se os equipamentos seriam permitidos ou não. Abaixo, entenda o que diz a lei: A instalação deverá ter compatibilidade com a carga elétrica da unidade autônoma. Os custos de instalação em vagas de garagem privativas ficarão a cargo dos próprios condôminos. A instalação deve seguir normas técnicas e de segurança, incluindo compatibilidade com a carga elétrica da unidade, conformidade com as regras da distribuidora de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A execução da instalação terá que ser feita por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT. O condômino deverá fazer a comunicação formal prévia à administração do condomínio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A lei estabelece que a convenção condominial poderá definir padrões técnicos e procedimentos, mas não poderá impedir a instalação sem justificativa técnica ou de segurança. Em caso de negativa considerada injustificada, o morador poderá recorrer aos órgãos públicos competentes. Em relação aos novos empreendimentos imobiliários, com projetos aprovados após a vigência da lei, eles deverão prever, em seus sistemas elétricos, capacidade mínima para futura instalação de pontos de recarga, ampliando a preparação do estado para a expansão da mobilidade elétrica.
Veja Mais

20/02 - Regra da CNH prevê suspensão com 20, 30 ou 40 pontos; entenda os critérios
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Divulgação/Detran-AM No início do sistema de pontuação, o Código Brasileiro de Trânsito permitia acumular até 20 pontos em um ano. Ultrapassar esse limite significava suspensão da CNH. Mas houve mudança nas regras para acúmulo de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o limite depende da quantidade de infrações gravíssimas cometidas nos últimos 12 meses. Agora, o teto é de 40 pontos, mas apenas para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 365 dias. A depender das infrações, o limite de suspensão da CNH cai para 20 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja abaixo os limites Limite de 40 pontos : vale para o motorista que não cometeu nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses. Portanto, ele pode acumular pontos por infrações graves, médias e leves até esse teto. Limite de 30 pontos: se o motorista tiver uma infração gravíssima nos últimos 12 meses, o teto cai para 30 pontos. Nesse caso, a regra fica mais rígida e o motorista precisa redobrar a atenção. Limite de 20 pontos: com duas ou mais infrações gravíssimas no período, o total permitido cai para 20 pontos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ⚠️ Há uma exceção para motoristas profissionais, que têm na CNH o registro de atividade remunerada. Nesse caso, o limite para suspensão da carteira é de 40 pontos em 12 meses, independentemente de infrações gravíssimas. Essa regra vale apenas para o acúmulo de pontos e não para infrações que geram suspensão imediata da CNH. É preciso ficar atento ao prazo de validade desses pontos, pois eles só deixam de contar após 12 meses da data da infração. 🔎 Por exemplo: um motorista cometeu infrações leves e médias e tem 27 pontos acumulados na CNH nos últimos 12 meses. Se ele cometer uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos e o teto pode ser ultrapassado. Nesse caso, há risco de suspensão da carteira. Tipos de infrações Além de acumular pontos, as infrações também geram multas. Os valores podem ser multiplicados por agravantes e reajustados pelos órgãos competentes. Veja alguns exemplos: Infrações leves: exemplos incluem parar o carro na calçada, estacionar no acostamento e buzinar em local proibido. Essas infrações somam 3 pontos à CNH e geram multa de R$ 88,38. Infrações médias: incluem circular com velocidade até 20% acima da permitida, transitar com velocidade inferior a 50% da máxima da via e parar sobre a faixa de pedestres. São 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Infrações graves: exemplos incluem estacionar em ciclofaixa, não usar cinto de segurança e ultrapassar em mais de 20% o limite de velocidade. Nesses casos, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23. Infrações gravíssimas: incluem dirigir sob efeito de álcool ou de substância psicoativa, deixar de prestar socorro à vítima de acidente em que o condutor esteja envolvido e estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. A multa é de R$ 293,47 e são 7 pontos na CNH. No caso de dirigir embriagado, a multa pode chegar a quase R$ 3 mil se o teor alcoólico aferido for superior a 0,04 mg/L. Esse tipo de conduta também leva à suspensão imediata da CNH, mas não é a única infração com essa consequência. Infrações autossuspensiva Se o motorista cometer uma infração gravíssima autossuspensiva, a CNH fica suspensa imediatamente, independentemente da quantidade de pontos acumulados. Alguns exemplos são transitar em velocidade 50% acima do limite da via, dirigir ameaçando pedestres, conduzir de forma a intimidar outros veículos, participar de rachas e fazer manobras perigosas. Como recorrer O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros. Veja abaixo um passo a passo. Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada. É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos. Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias. Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer. Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos. CNH foi suspensa. E agora? Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos. A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação. Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado. Veja também as mudanças na prova prática para tirar a CNH. Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória
Veja Mais

19/02 - Greve geral na Argentina paralisa fábricas da Stellantis, VW, Ford, Toyota e Mercedes
Entenda o motivo da greve geral na Argentina Uma greve geral paralisou nesta quinta-feira (19) diversas fábricas de automóveis na Argentina. O movimento é uma resposta à reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, que prevê aumento da jornada de trabalho e regras mais duras para férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas. O país é um importante fornecedor do mercado automotivo brasileiro. Em 2025, o Brasil importou cerca de 200 mil veículos do país vizinho, o equivalente a aproximadamente 40% do total importado no ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre as montadoras impactadas estão as plantas argentinas da Ford, Volkswagen, Toyota, Stellantis e Mercedes-Benz. Ainda não há previsão de efeitos sobre o abastecimento em razão da paralisação. Toyota Hiace sendo montado em Zárate, Argentina Divulgação A Ford produz em Pacheco a Ranger, que no ano passado vendeu mais de 34 mil unidades no Brasil. Ali perto, a Volkswagen monta a Amarok e, em Córdoba, a empresa alemã produz veículos pesados e transmissões que equipam alguns modelos do grupo. Em Zárate, cidade a 90 km de Buenos Aires, a Toyota monta a Hilux e a SW4. A dupla faz sucesso no Brasil e, juntas, acumularam mais de 66 mil unidades vendidas em 2025. Na mesma fábrica, a Toyota também monta a Hiace, van lançada no Brasil no ano passado. A Mercedes monta, em Virrey del Pino, na região de Buenos Aires, a van comercial Sprinter. A Stellantis interrompeu a produção dos Fiat Cronos e Titano e da picape RAM Dakota em Córdoba por causa da greve. A fábrica de Palomar, que produz os Peugeot 208, 2008 e Partner, além do Citroën Berlingo, já tinha programado uma pausa para atualização da linha de montagem. Segundo a empresa, nessa fábrica a produção será retomada integralmente em 2 de março. A fábrica da Renault em Santa Isabel também parou, mas a pausa técnica já estava agendada. Fiat Titano saindo da linha de produção em Córdoba, Argentina Divulgação O que dizem as marcas Segundo a Volkswagen, a fábrica ficará paralisada apenas nesta quinta-feira. A empresa informou que a produção deve ser retomada nesta sexta-feira e que a paralisação não deverá causar atrasos nas entregas ao cliente final. A VW afirma que não haverá impacto no estoque de veículos no Brasil. A Stellantis Argentina diz que a greve geral é um fato que excede o âmbito da companhia e que a paralisação se encerra hoje. A Ford confirma que a produção está parada, mas a previsão é que a produção retorne normalmente amanhã. A marca diz que há plena disponibilidade da Ranger nos estoques da rede e não há impactos previstos para o cliente final. Toyota e Mercedes foram consultadas pelo g1 e ainda não se manifestaram. Saiba mais sobre a reforma trabalhista da Argentina. Reforma trabalhista de Milei começa a ser votada pela Câmara; veja o que está em jogo
Veja Mais

19/02 - Prefere um usado? Veja 5 SUVs maiores e mais potentes pelo mesmo preço do Toyota Yaris Cross
Toyota Yaris Cross é híbrido pleno flex mais barato do Brasil. O Toyota Yaris Cross chega como o híbrido pleno flex mais barato no Brasil. No entanto, não dá para dizer que os R$ 172.390 da versão XRE Hybrid são uma pechincha. E nem todo mundo está disposto a pagar esse valor por um SUV compacto. Por isso, o g1 separou cinco opções de utilitários esportivos usados que entregam mais espaço e desempenho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Há opções para todos os estilos. A lista começa pelo Hyundai Tucson com motor 1.6 turbo e pelo Honda HR-V na versão completa Touring. Para quem prefere a Volkswagen, é possível levar um Taos. Se a ideia de um SUV híbrido da Toyota agrada, mas o Yaris Cross parece pequeno, a alternativa é o RAV4 com alguns anos de uso. Quer apostar em um visual mais voltado ao fora de estrada? Então é possível optar por um Ford Bronco. Todos os preços a seguir são da tabela Fipe, e os dados de consumo são do Inmetro. Veja a lista abaixo. 5. Hyundai Tucson Limited 2024 – R$ 160 mil Hyundai Tucson 2024 Divulgação Os destaques do utilitário são a construção sólida e a ergonomia intuitiva da cabine. Há botões de fácil manuseio no volante e comandos independentes para o ar-condicionado e a central multimídia. O painel tem instrumentos analógicos com iluminação azul. É uma receita clássica, sem excessos. Como este Tucson é produzido em Anápolis (GO), o acerto de suspensão e a calibração da direção seguem o gosto do consumidor brasileiro. A proposta é mais suave, com foco em conforto. A transmissão de dupla embreagem a seco recebeu atualizações de software e tem trocas rápidas. O motor 1.6 turbo gera 177 cavalos e torque de 27 kgfm. Com esse conjunto, é possível aproveitar melhor a estrada. O ruído na cabine é baixo em acelerações moderadas, que exploram o torque em baixas rotações. A lista de equipamentos é extensa e inclui rodas de liga leve de 18 polegadas, alerta de colisão, seis airbags, abertura elétrica do porta-malas por aproximação, controle automático de velocidade de cruzeiro e carregador por indução, entre outros itens. Motor: 1.6 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 177 cavalos Torque: 27 kgfm Câmbio: Dupla embreagem, 7 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 10,6 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada) 4. Honda HR-V Touring 2024 – R$ 164 mil Honda HR-V Touring 2024 Divulgação O modelo subiu de patamar com a nova geração e abandonou o motor 1.8. A versão topo de linha, porém, mantém o motor 1.5 turbo, que trabalha bem com o câmbio CVT. Essa combinação já fazia sucesso no Civic e, no HR-V, continua a agradar. O design é mais discreto e recortado em comparação ao primeiro HR-V, mesmo com a dupla saída de escapamento. Na cabine, impera a sobriedade, com acabamento em plástico preto. Ao volante, o SUV aposta em um acerto mais esportivo. A transmissão CVT pode se tornar barulhenta em aceleração total, algo comum nesse tipo de tecnologia. O Honda consome mais combustível que o Yaris Cross, mas entrega bom desempenho e mais espaço. Motor: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 177 cavalos Torque: 24,5 kgfm Câmbio: CVT automático, 7 marchas simuladas Tração: dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo etanol: 7,9 km/l (cidade) e 8,8 km/l (estrada) Consumo gasolina: 11,3 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada) 3. Volkswagen Taos Highline 2024 – R$ 166 mil Volkswagen Taos 2024 Divulgação Há quem acuse a Volkswagen de ser repetitiva no design. As cabines dos modelos da marca alemã são parecidas entre si, o que também cria uma identidade forte e sensação de familiaridade. Para quem gosta desse DNA, o Taos é uma boa alternativa no mercado de usados. O SUV utiliza uma evolução da plataforma MQB, que também está presente no Tiguan, Golf, Virtus e outros modelos. Essa arquitetura já provou que suporta bem as condições brasileiras. O motor 1.4 turbo flex entrega o mesmo torque e a mesma potência tanto com etanol quanto com gasolina. Os 150 cv são suficientes para levar toda a família em uma viagem. O acerto de suspensão é um pouco mais firme, algo que os clientes da Volkswagen já estão acostumados. Direção e controles são muito parecidos com os do T-Cross. Há leves mudanças de comportamento quando o peso faz diferença, como em curvas de alta velocidade. Motor: 1.4 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 150 cv Torque: 25,5 kgfm Câmbio: Automático, 6 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo etanol: 7,6 km/l (cidade) e 9,1 km/l (estrada) Consumo gasolina: 11,1 km/l (cidade) e 13,1 km/l (estrada) 2. Toyota RAV4 S Connect 4x4 2020 – R$ 166 mil Toyota RAV4 2020 Divulgação O RAV4 é cobiçado no mercado de usados. O SUV tem baixa desvalorização e uma combinação de qualidades rara de se ver. O desempenho, com 222 cv de potência combinada, agrada quem busca agilidade, e o consumo lembra o de um carro 1.0. Sem falar que a tração integral é uma solução inteligente. Não há eixo transmitindo força para as rodas traseiras. Em vez disso, um motor elétrico aciona o eixo quando o sistema entende que é necessário. Isso reduz peso e libera espaço na cabine. Outro ponto forte do RAV4 é o espaço interno, já que há versões mais caras com capacidade para sete ocupantes. Na versão S Connect, sobra espaço para cinco pessoas e bagagem. A disposição dos assentos é eficiente. Portanto, este é o SUV híbrido da Toyota para quem busca mais espaço e qualidade do que o Yaris Cross. Motor a combustão: 2.5 aspirado, quatro cilindros em linha, gasolina Motores elétricos: 3 motores Potência combinada: 222 cv Torque combinado: 27,9 kgfm Câmbio: CVT, 6 marchas simuladas Tração: 4x4 permanente Suspensão: McPherson (dianteira), braços sobrepostos (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 14,3 km/l (cidade) e 12,8 km/l (estrada) 1. Ford Bronco Sport Wildtrak 2022 – R$ 168 mil Ford Bronco WildTrak 2022 Divulgação Esta é a opção para quem cansou de comprar carro “sabor” SUV. O Ford Bronco Sport tem fôlego de sobra no motor 2.0 EcoBoost, boa altura em relação ao solo e tração nas quatro rodas. Soma-se a isso o design icônico do utilitário, quadrado e forte. O modelo marca uma reviravolta da Ford no Brasil, que fechou suas fábricas no país em 2021. A empresa passou a importar todo o catálogo e abandonou os segmentos de entrada. O Bronco é um bom recomeço pela qualidade de construção. A pegada ao dirigir é mais bruta se comparada, por exemplo, à do Toyota RAV4. Ainda assim, o Bronco está longe de ser desconfortável. Pense nele como uma conexão mais direta com o asfalto e com as estradas de terra. Motor: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 240 cavalos Torque: 38,7 kgfm Câmbio: Automático, 8 marchas Tração: Integral sob demanda Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 8,6 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada)
Veja Mais

19/02 - ‘Governo brasileiro precisa proteger a indústria’, diz presidente da Nissan ao defender taxas para carros chineses
Christian Meunier, presidente da Nissan para as Américas divulgação/Nissan Em 2025, o mercado brasileiro foi tomado por carros chineses importados, o que gerou tensões com as fabricantes que já produzem no país. Para Christian Meunier, presidente da Nissan nas Américas, o governo brasileiro deveria adotar medidas para proteger a indústria nacional por meio de tributação. “No fim das contas, o governo brasileiro precisa proteger a indústria no Brasil, as pessoas que trabalham no Brasil e a cadeia de suprimentos no Brasil”, disse Meunier, em entrevista a um grupo de jornalistas brasileiros do qual o g1 fez parte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Não faz sentido permitir que carros importados sejam despejados no Brasil e compitam com os carros produzidos localmente.” O executivo citou uma medida recente do México como exemplo. O país passou a aplicar taxas sobre importações da China e de outros parceiros comerciais, assim como fez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida não impacta as relações mexicanas para o Brasil no setor automotivo. Os produtos seguem isentos de taxas, conforme o acordo ACE-55, firmado em 2002 entre o México e o Mercosul. Para os demais, as tarifas variam conforme o tipo de produto e vão de 5% a 50%, atingindo 1.463 itens de 17 setores. Entre eles estão carros e autopeças, vestuário, plásticos, produtos siderúrgicos e eletrodomésticos, com foco em países com os quais o México não tem acordos comerciais firmados. “Há a necessidade de eles [o México] reagirem a isso: ‘Ok, se você produzir um certo volume de carros no México, então estará isento para alguns carros que importar da China; mas, se não produzir no México, terá de pagar uma tarifa de 50%’. E eu acho que o Brasil deveria fazer o mesmo”, disse o executivo. Fábrica da Nissan em Resende (RJ) Divulgação/Nissan Meunier afirma que a localização da produção é parte importante do negócio da Nissan. Ele relembrou a experiência anterior na Stellantis, onde foi presidente global da Jeep e integrou o comitê executivo do grupo, que também reúne a Fiat. “A força da Fiat e da Jeep é ser local. É isso que estamos fazendo sob a minha liderança: localizar o máximo possível. E localizar não significa apenas produzir, mas também ter peças fabricadas no Brasil. Esse é o segredo para ser bem-sucedido aqui”, afirma Meunier. A Nissan mantém uma fábrica no Brasil desde 2014, em Resende (RJ). No complexo industrial, a marca produz modelos como os SUVs Kicks e Kait. Os sedãs Versa e Sentra, além da picape Frontier, continuam sendo importados do México. Ainda assim, a Nissan enxerga a fábrica de Resende como um polo de exportação, com foco em países vizinhos. Para isso, investiu recentemente R$ 2,8 bilhões na planta brasileira. Parte desse investimento foi destinada ao desenvolvimento e à produção do novo Nissan Kait. Além de abastecer o mercado brasileiro, a Nissan também produz o SUV para mais de 20 países da América Latina. Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian Expansão local ocorre em meio a cortes profundos A Nissan passa por uma reestruturação profunda, que incluiu a troca da equipe de diretores globais. Segundo Meunier, a mudança busca resgatar o “espírito de luta” da marca. “Basicamente, toda a equipe executiva mudou, e isso era necessário. Era necessário porque eu acho que a empresa se perdeu por um período, e uma nova energia era exigida para recuperar a força e o espírito de luta da Nissan”, disse o presidente. Segundo o executivo, o plano tem foco em eficiência, redução de custos fixos e variáveis e melhor aproveitamento dos mercados estratégicos. Na região das Américas, a empresa conseguiu reduzir US$ 1 bilhão em custos fixos e outros US$ 1 bilhão em custos variáveis entre os anos fiscais de 2024 e 2025. Os custos fixos incluem despesas com fábricas, pessoal, programas e publicidade, enquanto os custos variáveis estão diretamente ligados à produção dos veículos, como peças e insumos. De acordo com Meunier, a redução de custos ocorreu a partir de alguns pontos-chave: Redução do volume global de produção: o executivo afirma que a fabricação anual caiu de 5,5 milhões para 3,2 milhões de veículos nos últimos seis anos; Redução no tempo de desenvolvimento de veículos: a Nissan vem encurtando o ciclo de criação de novos produtos de seis anos para 38 meses, o que reduz significativamente os custos de engenharia e de mão de obra; Localização da produção: conhecida como “produzir onde se vende”, a estratégia foi essencial para reduzir riscos ligados a tarifas e variações cambiais, além de melhorar a logística. Nos EUA, por exemplo, a produção local passou de 44% para 65% em apenas um ano. Nissan sofre para crescer no Brasil A Nissan mantém desempenho praticamente estável desde 2020, quando respondeu por 3,13% dos emplacamentos de veículos zero km no Brasil. Em 2025, a participação da marca fechou em 3,05%. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O cenário poderia ser considerado positivo, não fosse o fato de a Nissan ter sido superada por Honda e BYD em 2024 — movimento que se manteve nos dados de janeiro deste ano, com os seguintes números de emplacamentos: BYD: 6,03% das vendas, com 9.801 emplacamentos; Honda: 4,14% das vendas, com 6.722 emplacamentos; Nissan: 2,81% das vendas, com 4.559 emplacamentos. O Kicks, que chegou a ocupar a quarta posição entre os SUVs mais vendidos do Brasil em 2024, terminou 2025 na sétima colocação. A queda ocorreu no período em que o modelo teve o preço reajustado após a atualização: Volkswagen T-Cross: 92.837 emplacamentos; Hyundai Creta: 76.156 emplacamentos; Jeep Compass: 61.227 emplacamentos; Honda HR-V: 61.227 emplacamentos; Chevrolet Tracker: 60.867 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 59.674 emplacamentos; Nissan Kicks: 58.388 emplacamentos. Novo Nissan Kicks: saiba o que há de bom e ruim no lançamento
Veja Mais

18/02 - Toyota Yaris Cross: como anda o carro híbrido pleno flex mais barato do Brasil? Vale a pena?
Toyota Yaris Cross é híbrido pleno flex mais barato do Brasil. O g1 finalmente pode conduzir o principal lançamento da Toyota em 2026. O Yaris Cross é a grande aposta da marca, que entra na disputa em uma das categorias mais vendidas do mercado brasileiro e oferece versões híbridas pelo preço mais convidativo possível. A palavra "convidativo" foi usada de propósito, pois não se pode chamar o Yaris Cross híbrido de barato. As versões custam R$ 172.390 ou R$ 189.990. Ainda assim, é o híbrido pleno flex mais barato do Brasil, e uma das principais opções para quem pretende entrar no universo dos eletrificados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Também é o SUV mais barato da Toyota. O Corolla Cross, de porte maior, parte de R$ 190.490 na versão a combustão e começa em R$ 219.890 na versão híbrida. Entre os híbridos, seu concorrente mais próximo é o chinês Omoda 5. Preço e porte são semelhantes. O Yaris aposta no renome da Toyota e no motor flex. Já o Omoda entrega mais que o dobro da potência, mas funciona apenas com gasolina. 🤔 Mas fica a pergunta: o preço será suficiente para convencer o consumidor a deixar modelos consagradíssimos a combustão — como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V — e apostar no Yaris Cross híbrido? Galerias Relacionadas O teste realizado pela Toyota, no autódromo de Indaiatuba (SP), não permite avaliar da forma mais adequada o ponto mais crucial do Yaris Cross: o consumo. A marca promete que o SUV chega a até 17,9 km/l com gasolina na cidade. Seria possível, portanto, rodar 644 quilômetros com um único tanque. O número é bastante superior a qualquer concorrente, mesmo o Omoda 5, que faz cerca de 15 km/l. Na pista, obstáculos foram posicionados para simular situações do uso urbano, como desvios em zigue-zague no trânsito e a baliza paralela à calçada. Mas, só nas situações de trânsito real — inclusive com os congestionamentos das grandes cidades — será possível ver a performance do sistema. O Yaris Cross tem três modos de condução: ECO, Normal e Power. Foi possível alterar para o mais econômico durante o teste e perceber que a eletrificação entrou mais em jogo, inclusive nas frenagens simuladas. Nessa situação, o computador de bordo se aproximou dos 17 km/l prometidos. Potência reduzida Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O benefício da economia de combustível tem um custo: a opção híbrida conta com um motor mais fraco do que a versão a combustão do próprio Yaris Cross. O modelo leva um bloco 1.5 a combustão com dois motores elétricos, que geram apenas 111 cv de potência combinada. O motor a combustão oferece 12,3 kgfm de torque, enquanto o elétrico entrega 14,4 kgfm. Como os valores não se somam, a marca não especifica um valor combinado. Estes números são inferiores ao que conseguem SUVs de porte menor que o Yaris Cross, mas que têm motores turbo. É o caso de versões mais completas de Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. No autódromo, as retas mais longas permitem acelerar com o pé embaixo. Ainda que a proposta não seja de um esportivo, a resposta do Yaris Cross nunca foi empolgante. Por outro lado, o motor elétrico ajuda a compensar a potência mais baixa com torque imediato em algumas situações. O torque disponível logo nas primeiras rotações ajuda bastante nas arrancadas. Não foi percebido impacto da potência reduzida ao sair dos boxes, ponto inicial do teste. Traduzindo para o uso urbano: o Yaris Cross certamente chegará a responder melhor que um Fiat Pulse com motor turbo ao sair do semáforo ou da garagem. A Toyota afirma que o sistema híbrido é praticamente o mesmo usado no Corolla, tanto na carroceria sedã quanto na SUV. Com esse conjunto, o motor elétrico atua principalmente nas arrancadas e passa a ajudar pouco o motor a combustão em velocidades mais altas. Aqui, estamos falando de ritmos acima dos 40 km/h. Isso ficou claro na pista, onde predominam retomadas e quase não há arrancadas. Sempre que uma curva fazia o Yaris Cross reduzir de 100 km/h para cerca de 40 km/h, a volta da aceleração contava com pouca ajuda do motor elétrico e levava mais tempo para recompor o vigor. Fluxo de energia do Toyota Yaris Cross Hybrid divulgação/Toyota A dinâmica dos motores podia ser vista na central multimídia, que indica o fluxo de energia e mostra quando o motor a combustão atua sozinho, quando o elétrico entra em ação ou quando ambos trabalham em conjunto. Isso quer dizer que o Yaris Cross híbrido tem motor ruim? Não. O que muda é a necessidade de mais cautela em situações como uma ultrapassagem na estrada — algo que não se manifesta nas saídas de semáforo. Ainda assim, tudo isso tende a perder importância quando o consumo de 17,9 km/l aparece no painel de instrumentos. A economia gerada com acelerações menos vigorosas faz o carro gastar menos combustível. No fim das contas, economizar combustível é mais importante do que acelerar mais — para a proposta do Yaris Cross e de quem busca esse carro. Se você prefere acelerações mais empolgantes, existem opções melhores no mercado, mas nenhuma delas é híbrida plena dentro da mesma faixa de preço. Exemplos são: Volkswagen T-Cross 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Volkswagen Nivus 200 TSI: 128 cv e 20,4 kgfm Honda WR-V: 126 cv e 15,8 kgfm Honda HR-V: 177 cv e 24,5 kgfm Peugeot 2008: 130 cv e 20,4 kgfm Nissan Kicks: 125 cv e 22,4 kgfm Caoa Chery Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive: 150 cv e 21,4 kgfm Isso posto, é nesse quesito que a comparação com o Omoda 5 pode pesar para quem busca um acelerador mais apimentado em um carro híbrido pleno. O chinês tem 224 cv de potência por preço R$ 12,4 mil mais baixo: R$ 159.990. Por ser uma marca nova, a montadora tem um trabalho inglório de se mostrar tão confiável quanto um Toyota. Se a potência não foi o destaque, o Yaris Cross compensou ao cumprir bem seu papel em outros aspectos. O principal deles é a estabilidade, com um conjunto de suspensão que agradou. Em um trecho do autódromo, havia obstáculos que exigiam curvas mais fechadas. Mesmo em velocidades suficientes para fazer os pneus cantarem, a cabine permaneceu estável — algo sempre relevante em um SUV. Toyota Yaris Cross chega para rivalizar com T-Cross, Creta e HR-V Por dentro, o Yaris Cross é sóbrio demais Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota O Yaris Cross entrega exatamente o que se espera de um SUV compacto mais simples. No acabamento, há bastante plástico rígido e pouca variação de texturas ou cores. O visual é sóbrio, com predominância do preto. Se não há grandes destaques visuais ou de conforto, o teto solar panorâmico da versão topo de linha surge como um forte atrativo. Ele é grande o bastante para que os ocupantes do banco traseiro também aproveitem a vista do céu, mas vale saber que se trata apenas de um painel fixo de vidro. Não há abertura para entrada de ar, apenas passagem de luz — ainda assim, está entre os maiores da categoria. Com 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e 2,62 m de entre-eixos, o Yaris Cross tem medidas alinhadas às dos principais concorrentes. Esse porte garante bom espaço interno, especialmente para quem vai no banco traseiro, e reforça sua vocação familiar. Vale a pena o comprador conferir com atenção o porta-malas. Na versão híbrida, apesar do acionamento elétrico, são 391 litros, volume inferior ao de alguns rivais diretos, como Creta e WR-V. O espaço é 9 litros menor do que na versão a combustão, e o motivo é a bateria, cujo módulo de alta tensão ocupa parte da área. Não chega a ser um ponto negativo grave, mas, como mencionado acima, Hyundai Creta (422 litros), Nissan Kicks (470 litros) e Honda WR-V (458 litros) oferecem porta-malas maiores. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Dada a partida, o motorista passa a contar com um painel digital de sete polegadas, que substitui os mostradores analógicos. Ele não é tão completo nem tão personalizável quanto o do Corolla, mas transmite sensação de modernidade e segue a lógica de fazer o básico bem feito, sem grandes pretensões. A central multimídia, por sua vez, se destaca e chama atenção, seja pela posição mais elevada no painel, seja pela tela de 10 polegadas, a mesma usada em modelos mais caros, como o Corolla. Além disso, a central adota uma solução importante ao rodar sobre Android. Todas as transições de tela contam com animações, um cuidado ainda pouco comum no setor automotivo. Até a exibição do número da estação de rádio em destaque foge do padrão. Há bom uso de cores, fontes bem desenhadas e atenção evidente ao design da interface. A Toyota, porém, fez alterações profundas no sistema Android, o que impede a instalação de aplicativos como o Waze ou Google Maps. Em compensação, a interface é moderna e funciona sem travamentos durante o uso. Para o motorista, há câmera com visão de 360 graus, alerta de ponto cego, farol alto automático e auxílios como frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo e sistema de centralização de faixa. Já para os demais ocupantes, o Yaris Cross oferece conexão Wi-Fi, capaz de atender até 10 dispositivos, como celulares, tablets, notebooks ou outros aparelhos. Toda essa modernidade perde força diante de um detalhe curioso: mesmo na versão mais cara, que aproxima o Yaris Cross dos R$ 200 mil, ele não conta com ajustes elétricos dos bancos. Toyota Yaris Cross Divulgação | Toyota Toyota Yaris Cross híbrido: vale a pena? O Yaris Cross chama atenção por ser um SUV compacto e, ainda assim, oferecer bom espaço para as pernas de quem vai no banco traseiro. O consumo de 17,9 km/l também é um atrativo relevante, especialmente por se tratar de um modelo eletrificado que recarrega a própria bateria, sem a necessidade de ser plugado na tomada. O apelo familiar é reforçado pelo Wi-Fi para até dez dispositivos ao mesmo tempo, o que ajuda em viagens mais longas. Ainda assim, é importante considerar que a potência do SUV exige mais cautela em ultrapassagens na estrada e que o porta-malas pode ficar limitado quando há muitas bagagens. Ao olhar para o Yaris Cross como um carro de uso urbano, ele faz bastante sentido e estes pontos negativos são muito reduzidos. Seu principal rival, tanto na cidade quanto na estrada, dentro do universo dos híbridos plenos, é o Omoda 5. O modelo chinês é R$ 5 mil mais barato na versão topo de linha e entrega quase o dobro da potência, além de mais conforto interno e telas maiores. Em contrapartida, é menos econômico e aceita apenas gasolina, enquanto o Yaris Cross é flex. Toyota Yaris Cross chega com medidas semelhantes às dos rivais Divulgação | Toyota
Veja Mais

15/02 - Como pode um Tesla aparecer nas ruas mesmo sem vender no Brasil; saiba regras e custos
Tesla Cybertruck Fabio Tito | g1 A Tesla não vende carros no Brasil. Ainda assim, é possível ver modelos da marca circulando pelo país, como a picape Cybertruck, que se envolveu em um acidente nesta semana, em São Paulo. A chegada desses veículos ocorre por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros ao Brasil sem depender das fabricantes. No entanto, é preciso atenção às condições e às exigências da legislação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O programa Mover estabelece as regras para a importação de carros no Brasil. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem realizar a operação desde que seja caracterizado para uso próprio, e há empresas especializadas em prestar consultoria nesses trâmites. A burocracia é extensa, e o valor dos tributos pode assustar. Como exemplo, veja alguns dos passos abaixo. Depois de escolher o veículo, é preciso verificar se ele se enquadra no critério de “novo”. O carro não pode ter quilometragem alta. A lei não determina um limite, mas, na prática, cerca de 300 km é o valor aceito pela alfândega. Em alguns países, o carro é emplacado ainda na fábrica, o que pode dificultar o processo. Em seguida, é necessário apresentar documentos que comprovam a compatibilidade renda do CPF com a compra. No caso do processo passar pelos dados do cliente final. O Ibama também deve ser consultado para emitir a Licença de Importação. Se o veículo não atender às regras de emissões e ruído, pode ser barrado nessa etapa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 E a burocracia não termina aí, pois o Denatran também participa do processo. O órgão precisa emitir o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que atesta que o veículo está de acordo com as normas brasileiras. “Ainda não tivemos nenhum carro barrado por não atender às exigências do Ibama ou do Denatran”, explica Natel Valério, diretor comercial da Direct Imports. “São muitas etapas e documentos. Por isso, os clientes buscam nossa assessoria e, muitas vezes, optam por fazer a operação pela nossa empresa. Isso agiliza a conclusão da compra”, diz Valério. Depois disso, ainda é necessário registrar a Declaração de Importação no Sistema de Comércio Exterior. O sistema é ligado à Receita Federal e reúne informações sobre processos de exportação e importação. “Com carros zero quilômetro, não tivemos problemas de homologação para a legislação brasileira”, explica Jair De Paula Machado Júnior, sócio de uma empresa de assessoria aduaneira. “Os carros a diesel é que demandam mais atenção. Eles precisam atender à legislação mais recente de emissões. Caso contrário, o Ibama poderia barrar”, diz De Paula. Impostos, muitos impostos Se o carro estiver pronto no país de origem, todo esse processo pode demorar até 90 dias. Além da extensa documentação, importar um carro de forma independente envolve diversas taxas. Também há o custo de transporte: embarque no país de origem, envio em navio cargueiro e desembarque no Brasil. “Para um veículo de US$ 100 mil, as taxas de aduana e transporte podem, somadas, ficar entre R$ 80 mil e R$ 120 mil”, explica Valério. É comum que o preço do veículo praticamente dobre ao somar Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ICMS, taxas aduaneiras e custos de documentação. “Vendemos uma Tesla Cybertruck em outubro de 2025 por cerca de R$ 900 mil”, conta Valério. Nos EUA, a marca vende o modelo na versão topo de linha por US$ 115 mil (cerca de R$ 600 mil). Com a documentação regularizada, o veículo segue para registro e emplacamento no Detran, como ocorre com qualquer outro carro. Manutenção e garantia A dor de cabeça pode não terminar com o emplacamento. Um modelo trazido de forma independente não é necessariamente coberto pelas garantias oferecidas pela fabricante no Brasil. 🔎 Por exemplo: a Honda não é obrigada a oferecer garantia nem fornecer peças ou manutenção para modelos da Acura no país, mesmo sendo proprietária da marca. Isso também vale para modelos vendidos oficialmente no Brasil. Se alguém importar um Mustang com motor 2.3 turbo, a Ford não é obrigada a prestar atendimento de garantia como faria com um Mustang GT comercializado pela própria marca no país. Portanto, quem compra um importado independente precisa ter em mente que peças e manutenção tendem a ser mais caras. “Nós também ajudamos nossos clientes nos trâmites para importar peças para a manutenção desses veículos”, diz Valério. O diretor comercial conta que os proprietários geralmente procuram oficinas especializadas e providenciam as peças. “Em até 30 dias, é possível que o componente chegue ao Brasil”, explica. Além disso, esses carros não foram desenvolvidos especificamente para rodar com o combustível brasileiro. Embora atendam às exigências do Ibama, componentes de alta tecnologia podem ser afetados pelo combustível brasileiro, que contém cerca de 30% de etanol. A maior concentração de etanol é mais corrosiva e exige adaptações por parte das montadoras. Por fim, os ajustes de suspensão não são pensados para encarar o piso lunar do Brasil. Vale a pena importar por conta própria? Alguns clientes optam pela importação independente para realizar uma extravagância: ter na garagem um carro que quase ninguém tem. Os valores, prazos e condições normalmente não são vantajosos para modelos mais acessíveis. Por isso, é comum que marcas de luxo, como Cadillac, Tesla e Hummer, estejam entre as mais procuradas. Cadillac Escalade Divulgação “Já tivemos vários clientes procurando por Cadillac Escalade”, conta De Paula. O assessor acrescenta que há clientes que trazem desde versões customizadas do Mercedes-Benz Classe S até picapes como a Toyota Tundra. Esses são alguns exemplos de clientes que buscam configurações e opcionais não oferecidos no Brasil. Assim, é possível encontrar modelos importados nesse regime, mesmo quando as marcas têm operação no país. Esses veículos passam pelo mesmo processo e não ficam sob responsabilidade das fabricantes, mesmo que as marcas tenham operação no país.
Veja Mais

14/02 - Projeto Filomena: conheça a história da Kombi de R$ 270 mil que Neymar ganhou do pai
Kombi de Neymar divulgação/Império das Kombis Filomena foi a convidada mais comentada do aniversário de Neymar. Esse é o nome da Volkswagen Kombi que Neymar Pai presenteou ao filho por seus 34 anos. O modelo tem pintura personalizada, rodas esportivas, televisão de 43 polegadas, sistema com CarPlay, tapeçaria sob medida e outros detalhes exclusivos. Dayane Vieira é sócia-proprietária da Império das Kombis, empresa responsável pelo projeto. Ela conta que a relação com a família Neymar começou nos primeiros meses de 2025. “O Neymar Pai começou a seguir nosso Instagram e dissemos que gostaríamos de fazer um projeto juntos”, afirma a empresária. Segundo ela, o pai de Neymar disse que a oportunidade surgiria assim que a família resolvesse a chegada ao Brasil. “Os meses passaram e ele continuava interagindo nas nossas redes. Até que publicamos uma Kombi em setembro e ele nos ligou”, diz Dayane. O que se seguiu foi uma conversa que avançou madrugada adentro para alinhar os detalhes. Na manhã seguinte, o contrato da Filomena estava assinado. Kombi personalizada de Neymar divulgação/Império das Kombis Projeto em tempo recorde A empresa estabelece prazo de 10 meses para concluir um projeto completo de customização. “Para entregar a tempo do aniversário, criamos um turno extra de trabalho e concluímos em quatro meses”, conta. Em 2025, a oficina entregou 28 Kombis customizadas, e a agenda deste ano já está cheia. “Só temos mais duas vagas até dezembro. O que chegar depois será entregue no começo de 2027.” Neymar Pai fez alguns pedidos, mas deixou outros detalhes por conta de Dayane e da equipe. “Ele pediu o azul Danúbio, original da Volkswagen, pois é a mesma cor da Kombi que tinha quando levava o Neymar Jr. ainda criança aos treinos. Já na cabine, solicitou apenas que seguíssemos a mesma lógica de combinações”, explica. O projeto foi acompanhado à distância por meio de fotos e vídeos. Neymar recebe sua Kombi personalizada divulgação/Império das Kombis VW Kombi com cara de 2026 Além da pintura impecável, a Kombi 2012 passou por uma revisão mecânica completa. “Revisamos e trocamos tudo o que era necessário em suspensão, freios, direção e parte elétrica”, diz a empresária. O motor 1.4 flex com refrigeração a água foi desmontado e revisado. Segundo dados da fabricante, o modelo entrega, com etanol, 80 cv e torque de 12,7 kgfm. A aceleração até 100 km/h leva 16,1 segundos, e a velocidade máxima é de 130 km/h. Por dentro, há teto solar, acabamento em couro com os nomes da família bordados, volante especial, TV de 43 polegadas e sistema de som com CarPlay. “O som ficou tão potente que, na festa do Neymar, deixaram a Kombi tocando as músicas”, comemora a empresária. A cabine também recebeu consoles e porta-copos de outros modelos para melhorar o conforto a bordo. Construção da Kombi do Neymar divulgação/Império das Kombis Existem Kombis mais caras Apesar de todos os itens e da rapidez na entrega, esse não foi o projeto mais caro da oficina. As Kombis produzidas no Brasil entre 1957 e 1975 são muito valorizadas por colecionadores. Elas são apelidadas de “corujinha” por causa do para-brisa dividido ao meio e do “V” na dianteira. “Para restaurar uma Kombi dessas, o valor gira em torno de R$ 350 mil”, conta Dayane. O preço se justifica pela raridade e pela demanda em outros mercados pela “corujinha”. A empresa já enviou Kombis customizadas para vários países, com pagamentos em dólar e euro. “Já exportamos para Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, França e Itália”, diz a empresária. Esse movimento ocorre porque o Brasil ainda tem oferta de Kombis e mão de obra especializada para restaurar e personalizar veículos destinados ao exterior. Volkswagen Kombi "Corujinha" ao lado do ID.Buzz Divulgação
Veja Mais

12/02 - Chevrolet Sonic, versão SUV do Onix, chega no segundo trimestre
Chevrolet Sonic chega no segundo trimestre de 2026 Divulgação/Chevrolet A Chevrolet anunciou nesta quinta-feira (12) que seu novo SUV subcompacto Sonic será lançado no segundo trimestre de 2026. A marca retoma o nome usado anteriormente em um hatch, mas para seu esperado "SUV do Onix". O Chevrolet Sonic é um SUV que deve apostar em um design mais fluido, com estilo cupê. As poucas imagens divulgadas pela Chevrolet mostram que o caimento do teto na parte traseira é mais acentuado, em uma proposta parecida com a de concorrentes como o Volkswagen Tera. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além disso, o modelo deve aproveitar alguns componentes da carroceria do Onix, como as portas. Essa estratégia acelera o desenvolvimento e reduz os custos de produção. A Volkswagen adotou solução semelhante no Nivus, que utiliza partes do Polo, assim como a Fiat no Pulse, que compartilha peças da carroceria com o Argo. Por isso, o Sonic deve ter cerca de 4,20 metros de comprimento e entre-eixos em torno de 2,60 metros, porte parecido com o Volkswagen Tera e do Renault Kardian. O motor será 1.0 turbo, mas ainda não foi confirmado se terá injeção direta, como no Tracker, ou multiponto, como no Onix. A potência estimada é de 115 cv, com torque em torno de 17 kgfm. O veículo será produzido na fábrica de Gravataí (RS), uma das cinco unidades da Chevrolet no Brasil. A planta gaúcha hoje concentra a produção do Onix, nas versões hatch e sedã, e passa a integrar a estratégia da montadora de ampliar o portfólio de SUVs no país. A unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024. A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa. Novidade era esperada Fabio Rua confirma que Chevrolet terá SUV para brigar com VW Tera e Fiat Pulse Em entrevista ao g1 em março, o vice-presidente da General Motors Brasil, Fabio Rua, havia revelado que esse seria um dos mais importantes movimentos da montadora: a entrada na disputa entre os SUVs de entrada, um dos segmentos que mais cresce em vendas no país. A briga entre SUVs compactos, com preços a partir dos R$ 100 mil, é das mais acirradas do mercado. Foram lançados do zero Volkswagen Tera, Nissan Kait, Renault Kardian e Citroën Basalt, que disputam com Fiat Pulse. “O investimento de R$ 1,2 bilhão que anunciamos para nossa planta de Gravataí (RS) será destinado à produção de um veículo em uma categoria na qual ainda não atuamos, e que será revelado este ano”, afirmou o executivo à época. Chevrolet Sonic já existiu e foi descontinuado Sonic hatch e sedã estreiam design inovador no Brasil Divulgação O nome Sonic não é novidade no Brasil. A Chevrolet lançou, em 2012, um hatch com esse nome, mas o compacto fez pouco sucesso por aqui. Posicionado acima do Onix, o Sonic era o único da linha a usar motor Ecotec 1.6 de 16 válvulas, com 120 cavalos. Isso fazia com que a manutenção tivesse custos diferentes dos demais modelos 1.0 e 1.4 da General Motors. Além disso, o carro, nas versões hatch e sedã, sempre foi importado: primeiro da Coreia do Sul e depois do México. Ele compartilha a plataforma com o já aposentado Cobalt e com a Spin, que segue no portfólio da Chevrolet. A construção do Sonic e a experiência ao volante eram boas, mas, para muitos clientes, o Onix entregava sensações parecidas por um preço mais baixo. Por isso, o modelo foi vendido por apenas dois anos no Brasil. Hoje, o compacto pode ser uma boa opção no mercado de seminovos, mas o fato de ter peças importadas afasta quem não quer correr riscos. Se no motor o hatch empolgava, no porta-malas deixava a desejar: eram apenas 265 litros. Na versão sedã, acomodava mais bagagem, com 477 litros. Em segurança, o Sonic se destacava por oferecer dois airbags e ABS desde as versões mais simples. Era possível comprar o hatch ou o sedã com câmbio automático ou manual.
Veja Mais

11/02 - Viagem segura: veja orientações antes de sair de carro nos feriados prolongados
CNT lança Guia Viagem Segura 2026 A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou nesta segunda-feira (9) o Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui) para orientar motoristas que vão pegar a estrada. Com a proximidade do carnaval, a entidade chama atenção para o calendário de 2026, que será marcado por uma sequência de feriados prolongados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O guia traz ainda uma pesquisa que mostra que mais de 60% da malha rodoviária apresenta algum tipo de problema, como pavimento danificado, sinalização insuficiente e trechos considerados críticos, o que aumenta o risco de acidentes. O documento destaca a importância do planejamento da viagem, da escolha de rotas mais seguras, da manutenção preventiva do veículo e da prática da direção defensiva. O levantamento aponta um cenário preocupante: em 2025, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes, com 6.040 mortes e mais de 83 mil feridos — uma média de 198 ocorrências e 17 óbitos por dia. As colisões foram o tipo de acidente mais comum, e a principal causa de mortes continuou sendo o tráfego na contramão. “Conhecer antecipadamente o trajeto, incluindo as condições do pavimento e a sinalização disponível, é essencial para reduzir riscos e tornar a viagem mais segura”, informou a CNT. Veja recomendações da CNT para uma viagem segura: BR-277 Divulgação Antes de iniciar a viagem Documentação: certificar-se de que os documentos do veículo estão em dia e que a CNH está dentro da validade. Condutores das categorias C, D e E devem verificar se o exame toxicológico está vigente; Inspeção mecânica: avaliar itens essenciais como o funcionamento dos freios, as condições e calibragem dos pneus, o sistema de arrefecimento, os níveis de óleo, e os sistemas de suspensão e direção; Sistema de iluminação: conferir faróis, lanternas, setas, luzes de freio e de ré; Veículos Elétricos/Híbridos: avaliar cabos, baterias de tração e planejar a rota considerando a localização de pontos de recarga; Planejamento de rota: pesquisar as condições das rodovias para priorizar trechos em melhor estado e identificar antecipadamente pontos de parada para descanso e abastecimento. Durante o percurso Respeito às regras e sinalização: seguir rigorosamente os limites de velocidade e a sinalização vertical e horizontal; Ultrapassagens Seguras: realizar ultrapassagens apenas em condições de máxima segurança, sempre pela esquerda, e exclusivamente onde a sinalização permitir (faixas seccionadas). O tráfego na contramão é apontado como a principal causa de mortes; Atenção constante: manter foco total na via, abstendo-se do uso de celular, fones de ouvido, ou de comer e fumar enquanto dirige para evitar distrações. A ausência de reação do condutor é a causa mais recorrente de acidentes; Descanso: respeitar os períodos de repouso, parando em locais seguros (como os Pontos de Parada e Descanso - PPD) sempre que houver sinais de cansaço ou sonolência; Capacidade de carga: não trafegar com excesso de peso, o que amplia as chances de tombamentos e saídas de pista. Além do Guia Viagem Segura 2026 (acesse aqui), a entidade oferece ferramentas como o Painel CNT de Acidentes Rodoviários (veja aqui), que permite avaliar as condições das estradas, identificar pontos perigosos e apontar os melhores trajetos com base em critérios de segurança e conservação. Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja Mais